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As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das 6 na Rádio Observador. Abrimos com a polêmica dos exames. Fernando Alexandre considera que tem condições para continuar a transformação no Ministério da Educação. O ministro admite que há uma crise de confiança, mas não considera que isso deva ditar o afastamento do cargo que ocupa. Fernando Alexandre diz ainda que houve um alarmismo exagerado em torno do processo de avaliação dos exames nacionais.
Há uma certeza que eu tive desde o início do processo, é que no final os alunos poderiam ter a nota correspondente ao trabalho que fizeram durante o seu percurso escolar. Por quê? Porque os exames estiveram sempre guardados em segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. E, por isso, fato, houve um alarmismo exagerado, porque os exames existem, estão guardados, estão protegidos e todas as situações que têm vindo a público e que nós tornamos sempre muito transparentes, de incorreções, de erros, de desconformidades que resultam de várias dimensões, têm vindo e podem ser corrigidas e vão ser corrigidas.
O ministro da Educação que, sobre a segunda fase dos exames, diz estar confiante de que o processo vai correr melhor.
Nós estamos a trabalhar para isso. Foi feita uma avaliação muito exigente para garantir isso. Não lhe vou dizer que não há riscos, há sempre riscos. E volto a dizer, em papel também há riscos. Fizemos processos de digitalização, fizemos imensas mudanças. Ao fim de mais de dois anos, tivemos um problema. Grave, é verdade, mas estamos a corrigi-lo. E se não fosse possível corrigi-lo, obviamente, eu já tinha apresentado a minha demissão, mas eu estou a resolver o problema, eu com a minha equipa. Os alunos vão ter a classificação, vão ter formas de a verificar e nós vamos avançar nesta grande reforma que estamos a fazer no ministério.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, ontem, na grande entrevista da RTP, admitiu também demitir-se do cargo, caso a auditoria, que ainda não está em curso, identifique erros políticos no processo de digitalização dos exames nacionais do ensino secundário. O ministro da Defesa diz ter muito orgulho no ministro da Educação e destaca os resultados do trabalho feito pelo ministro da Administração Interna. Nuno Melo saiu em defesa dos colegas de governo ontem, num jantar do CDS, quando questionado sobre a polêmica dos exames nacionais, esta quarta-feira à tarde, deixou elogios a Fernando Alexandre.
E quanto ao senhor ministro da Educação, só lhe posso dizer, é um grande ministro. É um grande ministro. E quando vamos na rua e ouvimos os professores, não os sindicatos, quando ouvimos os professores, ou melhor, não um ou outro sindicalista, quando ouvimos os professores, vemos neles o reconhecimento pelo que está a ser feito, pela justiça que foi conseguida, pela resolução de problemas antigos. E a vida é um contínuo, não é definida por um episódio, mesmo que esse episódio possa ter corrido um bocadinho pior.
Os elogios estenderam-se a outro elemento da equipa governativa de Luís Montenegro. Sobre Luís Neves, o líder do CDS diz que o ministro há de dar todas as explicações sobre os casos em que está envolvido.
O Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional, a Agricultura e o Ambiente, a trabalharem coordenadamente, sentando à mesa todas as entidades que tutelam, para que consigamos dar muito melhores respostas naquilo que é a defesa do patrimônio e aquilo que é a defesa de muitas vidas que de outra forma poderiam ser prejudicadas. E este trabalho, que é interdisciplinar e interministerial, parte, em grande medida, da Administração Interna. E, por isso, desse ponto de vista, é tudo o que tenho a dizer, sendo que quanto ao mais, o senhor ministro, o próprio, já disse que dará todas as explicações quando entender que as deve dar. Logo, não sou eu que tenho que dar explicações, o próprio senhor ministro dará.
As declarações do presidente do CDS, Nuno Melo, também ministro da Defesa, sobre as polêmicas do governo nas comemorações ontem dos 52 anos do CDS. Continuamos na polêmica que envolve precisamente Luís Neves. André Ventura espera que o primeiro-ministro demita o ministro da Administração Interna, caso não esteja condicionado pelo próprio. Em entrevista à Sic Notícias, o líder do Chega volta a pedir a demissão de Luís Neves.
Eu tenho esperança que o primeiro-ministro tenha esse bom senso de perceber, a um determinado momento, que tem que tomar uma decisão. E agora vou dizer outra coisa pouco correta politicamente. Eu tenho esperança que o primeiro-ministro tome esta decisão, se o próprio primeiro-ministro não estiver condicionado por Luís Neves. Eu não sei se está, se não está, mas espero que não esteja. Porque o que eu sei é a minha experiência na política nos últimos anos diz-me isto: qualquer outro ministro numa situação destas, nos últimos 20 anos em democracia, qualquer primeiro-ministro já o tinha chamado e já lhe tinha dito: "Meu amigo".
André Ventura, que ontem, antes de entrar para uma reunião da bancada parlamentar e da direção nacional do partido na Assembleia da República, não excluiu a hipótese de criar uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Depois da reunião, continua a admitir essa possibilidade, caso Luís Neves e Luís Montenegro não deem explicações pedidas pelo Chega. O incêndio em Alijó, no distrito de Vila Real, continua com uma frente ativa, mas a Proteção Civil acredita que os trabalhos podem evoluir favoravelmente nas próximas horas. O fogo lavra desde a 13h de ontem, conta com mais de 600 operacionais no terreno, apoiados por quase 200 meios terrestres. Ao início da noite, à Rádio Observador, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Miguel Fonseca, explicava que os acessos e o vento estavam a dificultar o combate ao incêndio, que entretanto evoluiu favoravelmente.
A grande dificuldade, além da intensidade do vento, que desde o princípio da ocorrência tem sido efetivamente uma das principais causas de dificuldade, é também a dificuldade dos acessos. Dessa forma, temos, além dos meios operacionais a trabalhar nas frentes ativas com linha de mangueira d'água, temos também máquinas de arrasto e trabalho apiado com material, com ferramentas de sapadores de várias das equipas, de forma a tentar vencer aquilo que é a dificuldade das acessibilidades, tentando no decorrer da noite se consiga doblar efetivamente esta ocorrência.
Miguel Fonseca garante ainda à Rádio Observador que não há populações em risco.
Tínhamos duas aldeias na linha de progressão de incêndio, a aldeia de Freixo e de Ribalonga, que efetivamente estavam a apresentar alguma preocupação, mas realizaram-se também vários apostosamentos de meios com a função de defender perimetricamente estas populações e estaríamos às autoridades preparadas em caso de necessidade para confinar as pessoas. Até porque um dos problemas é a afetação das difíceis acessibilidades para estas aldeias pelas linhas de incêndio e não iríamos estar a pôr em risco as próprias pessoas realizando ações de evacuação e por isso a opção seria, em caso de necessidade, fazer confinamento. Neste momento, ainda não foi preciso adotar essas medidas.
Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, em declarações à Rádio Observador. O fogo obrigou o corte do IC5 nos dois sentidos entre Póvoa e Alijó, mas já foi entretanto reaberto. No futebol, o Benfica arranca hoje a época oficial com a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Os encarnados defrontam o St. Gallen, na Suíça. E na antevisão da partida, o treinador Marco Silva admite que a equipa tem um grande desafio pela frente, tendo em conta o pouco tempo de trabalho.
Consideramos importante começar da melhor forma e ser competitivos o suficiente, atendendo ao momento da temporada e à pré-temporada atípica que temos tido, por razões de começarmos a competir bem cedo, pela questão do mundial também, sermos competitivos e estarmos na próxima eliminatória. Esse é o nosso objetivo. Sabemos que é uma eliminatória com dois jogos. Cremos e ambicionamos um bom jogo amanhã e um bom resultado. Esse é o objetivo, sabendo sempre que teremos o jogo no Estádio da Luz na segunda mão.
A antevisão do técnico Marco Silva, do encontro entre St. Gallen e Benfica, começa às 19h. O encontro vai ser arbitrado por Luca Pairetto de Itália, começa às 19h e vai ter relato aqui na Rádio Observador. Ontem o Sporting de Braga entrou a vencer na segunda pré-eliminatória de acesso à Liga Conferência. Venceu o Zeleznicar Pančevo da Sérvia por 1 x 0, com um gol de penalti de Ricardo Horta. De visita de Estado a Cabo Verde, o presidente da República foi ontem surpreendido pelo selecionador cabo-verdiano Bobista. António José Seguro recebeu uma camisola do guarda-redes Vozinha. Ontem a FIFA anunciou também que o guardião de 40 anos faz parte do 11 ideal do Campeonato do Mundo. É mais um momento alto da estreia de Cabo Verde nos Mundiais de Futebol. E de visita a uma feira do livro em Cabo Verde, António José Seguro deu de caras com Bobista, pediu uma saudação para o técnico e agradeceu o gesto de carinho.
É a pureza do desporto e a pureza do futebol. A capacidade de juntar talentos e jogar em equipa e acreditar. Isso é fabuloso.
O peso do Vozinha estar aqui.
Não estava à espera desta surpresa e portanto está comigo. É extraordinário. Eu agradeço muito. Isto é que é a verdadeira morabeza.
António José Seguro ontem em Cabo Verde. O chefe de Estado cumpre hoje o último dia de visita ao arquipélago, viaja de Santiago até à ilha da Boa Vista. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à antena da Rádio Observador com a síntese das 18h30. Até já.