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As notícias com Miguel Gato.

O PS está disposto a segurar o governo no próximo orçamento do Estado e em eventuais moções que surjam para derrubar o Executivo de Luís Montenegro. "O Observador" sabe que José Luís Carnero tem a convicção de que o partido precisa de pelo menos mais um ano para consolidar a proposta política junto dos eleitores, que acabaram por se afastar dos socialistas nos últimos anos. Por isso, o PS faz neste momento a avaliação de que é preciso ter cautela, não causar instabilidade no país, para não ficar com o ônus de criar crises políticas, como acabou por acontecer com o anterior secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos. É o que explica o editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, na história do dia de hoje, que dá mais detalhes sobre o que pensa o PS neste momento.

O Partido Socialista percebe que deve seguir aquela velha máxima, que raramente é desajustada, que é: quando vês o teu adversário a cometer um erro, não o interrompas. O Partido Socialista percebe que o governo está com muita dificuldade em gerir os vários dossiês que queimam, uns estruturais, como os problemas na saúde ou o aumento do custo de vida, e outros dossiês que resultam de erros cometidos, no caso de Fernando Alexandre, ou de pecadilhos cometidos noutras vidas, no caso de Luís Neves. O Partido Socialista sabe ou pressente que o governo e que Luís Montenegro dificilmente terá uma terceira oportunidade para deixar uma primeira boa impressão.

Miguel Santos Carrapatoso, que explica por isso também que o Partido Socialista está disposto a ir mais longe do que foi até agora com os governos de Luís Montenegro e pode vir mesmo a chumbar moções de censura ao Executivo na próxima legislatura.

Mesmo que apareça uma moção de censura apresentada por um outro partido, mesmo que Luís Montenegro apresente uma moção de confiança, no primeiro caso, o Partido Socialista chumbará as moções de censura. No caso de uma moção de confiança, o Partido Socialista está disponível, eventualmente, para viabilizar essa moção de confiança, nem que seja pela abstenção.

O editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, na história do dia de hoje, apesar dos casos que têm surgido no governo, com especial foco no do ministro da Administração Interna, o caminho preferido pelo Partido Socialista neste momento continua a ser o de desgaste prolongado no tempo do Executivo da AD e, por isso, o PS está disponível a manter Montenegro no poder, pelo menos até 2027. É o que sabe "O Observador". Os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram mais videovigilância no Parlamento, mas os partidos acabaram por discordar. Uma proposta feita por um grupo de trabalho com elementos da GNR e da PSP, responsáveis pela segurança na Assembleia da República. O jornal Público conta hoje que este grupo de trabalho propôs há alguns meses que fosse feito um reforço de videovigilância no interior de dois edifícios. Houve ainda uma outra proposta para serem colocadas câmaras junto aos elevadores de cada andar do edifício novo, mas também não foi aceito. De acordo com o Público, os partidos justificam a recusa destas medidas com argumentos de privacidade e liberdade de circulação na Assembleia da República. Explicam que não se querem sentir observados para que possam falar livremente com outros deputados, com jornalistas ou até com membros que acabem por visitar o Parlamento. Esta notícia surge depois de várias dúvidas que têm sido levantadas sobre a segurança no Parlamento, depois do alegado roubo de documentos no gabinete de André Ventura. Termina hoje o prazo para as candidaturas ao ensino superior, isto numa altura em que há já mais alunos inscritos do que em toda a primeira fase do ano passado. Na terça-feira, a Direção-Geral do Ensino Superior contabilizava perto de 55 mil candidatos, isto num universo de mais de 56 mil vagas disponibilizadas para setembro. No primeiro dia do concurso deste ano, apenas se candidataram ao ensino superior cerca de 300 alunos, número muito abaixo dos 10 mil que o tinham feito no primeiro dia do concurso do ano passado. Entretanto, os números se regularizaram, apesar dos problemas na correção dos exames nacionais do ensino secundário. As notas dessas provas do secundário vão ser afixadas amanhã. Foi inaugurada há 60 anos a Ponte 25 de Abril. O aniversário foi assinalado esta madrugada com um espetáculo com cerca de 500 drones sobre o Rio Tejo. O espetáculo que foi acompanhado pela jornalista do Observador, Marta Caramelo Nobre.

Aplausos que só chegaram no fim de um espetáculo que começou atrasado devido ao elevado tráfego aéreo que se fez sentir na capital. Foram 10 minutos de imagens no céu, mas sem qualquer música a acompanhar. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reconheceu a falha.

Faltou música, deixe-me dizer, mas que de alguma forma simboliza esta história, desde do desenho ao sonho, até à concretização e depois com os vários estágios de transformação.

Contratempos à parte, a noite recordou os 60 anos de uma obra que em 1966 revolucionou Lisboa e que hoje serve mais de 300 mil pessoas todos os dias. Sobre o estado da travessia, o governante deixou uma salvaguarda.

A garantia que podemos dar aos portugueses é que todas as condições de segurança são mantidas. Temos feito todas as análises, todos os estudos.

Para o ministro, esta ligação é, acima de tudo, um espelho da entidade do país.

É uma ponte que tem muitas histórias, histórias pra contar da nossa vida, da nossa democracia.

60 anos depois da inauguração, a Ponte 25 de Abril continua a ser um elo indispensável de quem cruza o Tejo todos os dias.

A reportagem da jornalista Marta Caramelo Nobre, que esteve a acompanhar o espetáculo de drones que assinalou os 60 anos da Ponte 25 de Abril. Na atualidade internacional, Donald Trump garante que quer assinar um acordo de paz com o Irão em breve e volta a dizer também que os iranianos mentem quando dizem que não está a haver negociações.

Porque eu não quero matar pessoas. Não quero matar pessoas, mas a certa altura nós estávamos preparados para lançar o maior ataque de sempre, e nós atingimo-los com muita força nestes últimos meses. Estávamos completamente preparados para lançar o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial. Depois ligaram-me e disseram: "Por favor, não o façam, vamos conversar". E depois vieram dizer: "Nós nunca dissemos isso".

Declarações do presidente dos Estados Unidos na última noite, durante um comício no Nevada. O vice-presidente J.D. Vance também afirmou esta noite que as negociações de um acordo com o Irão vão ser complicadas, apesar de também mostrar essa disponibilidade para chegar a um acordo com o país. Isto numa altura em que o Irão diz ter chegado a um acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito ontem pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. A imprensa israelita avança que o acordo poderá ser assinado nas próximas horas, mas, Rita Lourenço, há ainda algumas condições a definir para a abertura do estreito.

Temos, neste momento, um acordo fechado ainda por assinar e um estreito por abrir. Segundo a informação avançada pelo Canal 12 israelita, este acordo implicaria a abertura do estreito de Ormuz dentro de 60 dias, mas para tal acontecer, tem de entrar em vigor um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. O canal revela também que durante os 60 dias não haverá o pagamento de nenhum tipo de portagens e que tanto Irão como Omã comprometem-se a limpar as minas que ainda permanecem no estreito. A concretizar-se, este acordo dará a Teerão o controle sobre os navios que entram no Golfo através do estreito de Ormuz. E apesar de os Estados Unidos não estarem envolvidos nestas negociações, a imprensa internacional garante que estão a ser informados do acordo. As autoridades norte-americanas insistem constantemente que nunca aceitariam um acordo que desse ao Irão o total controle do acesso à rota comercial mais importante do mundo para o abastecimento energético. E por esse motivo, este acordo entre Irão e Omã pode ainda vir a ser contestado por Washington, que até o momento não se pronunciou. Tudo isto surge num momento em que Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão ainda nos próximos dias.

A jornalista Rita Lourenço a explicar as implicações do acordo entre Irão e Omã para a travessia no estreito de Ormuz, ainda está por assinar. O Irão avisa que a reabertura do estreito pode não ser imediata, apesar deste acordo. No desporto, o Benfica tentou hoje dar um passo para marcar presença na fase de grupos da Liga Europa. Vai jogar contra os escoceses do Hearts na terceira pré-eliminatória de acesso à competição e hoje é a primeira mão. O treinador Marco Silva espera contar com o fator casa para uma vitória benfiquista esta noite.

Numa decisão a dois jogos, acaba por ser diferente nesse aspecto. O fator casa num momento decisivo, que é sempre a segunda mão, não o teremos, mas acredito que o impacto do fator casa, seja ele no primeiro jogo, também estará bem presente. É esse o nosso objetivo, jogar também com isso. Uma equipa diferente, na minha opinião, tem algumas características similares, uma abordagem diferente para o jogo, e a ambição é claramente ganhar o jogo e poderemos sim ir mais confiantes para o segundo jogo, independentemente do que fizermos no primeiro, mas só isso, porque nada ficará decidido, certeza amanhã.

Marco Silva em antevisão a este jogo entre Benfica e o Hearts da Escócia. Um jogo que poderá acompanhar a partir das 20h, em direto, com relato e análise aqui na Rádio Observador. Antes disso, às 19h30, entra em campo o Sporting Braga frente ao Dinamo Minsk, da Bielorrússia. Este jogo é na Pedreira e começa meia hora antes, precisamente às 19h30.