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São seis horas. As notícias com Miguel Gato.
Os reparos do Presidente da República sobre o combate aos incêndios são uma forma de alerta. Foi o que disse ontem o ministro da Administração Interna, depois de ter ouvido António José Seguro exigir ao governo mais trabalho na prevenção dos incêndios. Um manifesto que foi feito pelo chefe de Estado durante a cerimónia que assinalou os 150 anos dos Bombeiros Voluntários da Guarda. Luís Neves esteve ontem em Valpaços e Mirandela a acompanhar o rescaldo dos incêndios que assolaram a região de Trás-os-Montes. O ministro diz que vê os reparos do chefe de Estado com naturalidade.
Vejo muito bem. O senhor presidente atua no sentido de corrigir e dar nota daquilo que, no seu alto entendimento, deve ser melhorado. Há, de facto, um estudo da comissão técnica independente. Nós estamos a fazer esse percurso. Significa que ainda há questões que têm que ser feitas. No ano passado, foi aprovado um grande plano para a floresta 2050, mas naturalmente, as chamadas de atenção, os reparos do senhor presidente da República, são sempre vistos como uma forma de alerta e para se pensar e poder corrigir aquilo que há a corrigir.
Luís Neves, que diz que recebe com tranquilidade as palavras de António José Seguro sobre a necessidade de melhorar a prevenção dos incêndios em Portugal. O ministro da Administração Interna lembrou ainda, nestas declarações, que este ano acabaram por se verificar dois grandes incêndios no país, em Vouzela e Valpaços, e que mais de 95% dos fogos são combatidos nos primeiros momentos. Sublinha que é preciso olhar para o combate e para a prevenção dos incêndios, embora também destaque este trabalho que foi feito, no entendimento do ministro, pelo governo na prevenção e combate aos incêndios. Ontem, a Liga dos Bombeiros pediu ajuda ao presidente da República para acelerar a discussão sobre a reforma no setor. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses pediu a António José Seguro que use a magistratura de influência para tornar a discussão pública sobre o tema mais rápida. Diz que é um apelo de união feito a favor da causa dos bombeiros e acrescenta que é preciso sentir que o governo passe das promessas para uma reforma efetiva na profissão. No momento em que várias polémicas assolam o governo, a Iniciativa Liberal destaca a falta de governação como a maior preocupação face ao atual executivo. Foram palavras de Mariana Leitão na SIC Notícias ontem à noite. A líder liberal diz que o governo deixa cada vez mais promessas por cumprir, numa altura em que se esgota também o financiamento do PRR.
Este governo recebeu a legitimidade democrática dos portugueses com base num conjunto de promessas e com base numa palavra: mudança. E nós não vemos mudança nenhuma. E continua por fazer a reforma da saúde, continua por fazer a reforma da Segurança Social, continua por fazer a reforma da Proteção Civil, continua por fazer uma profunda reforma fiscal, continua por fazer a reforma da Justiça. Tudo isto está por fazer. Com uma agravante: é que nós vamos ficar sem o dinheiro do PRR, vamos começar outra vez a entrar em déficit, provavelmente no final deste ano. O que é que vai acabar por acontecer? Vão ser os portugueses a ser castigados, sempre através da via do aumento de impostos. Por quê? Porque este governo, em dois anos, não conseguiu fazer uma mudança estrutural que nos preparasse para ter um futuro.
Foi o que disse Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal, ontem na SIC Notícias, a tecer críticas à governação do executivo de Luís Montenegro e a dizer que é mesmo isso, essa falta de reformas, que preocupa o partido dos liberais acima de qualquer polêmica, incluindo a do ministro da Administração Interna. A Associação dos Ucranianos de Portugal questiona o PS sobre um deputado acusado de elogiar a Rússia durante uma viagem ao país, mas o Partido Socialista diz que é uma acusação que não corresponde à realidade. O deputado em causa é José Carlos Barbosa, que está a atravessar a Rússia a bordo do histórico comboio Transiberiano e que tem feito várias publicações nas redes sociais sobre a viagem. A Associação dos Ucranianos em Portugal enviou uma carta ao secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, na qual pede para que sejam avaliadas as ações do deputado socialista. Contactado pela Agência Lusa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, diz que esta ação não corresponde à realidade, estas acusações, e sublinha que o deputado José Carlos Barbosa está a fazer uma viagem privada pela ferrovia entre Paredes e Pequim. O deputado realçou ainda que José Carlos Barbosa tem votado ao longo dos anos ao lado do PS, na condenação da Federação Russa e na defesa da causa ucraniana. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera mantém uma previsão meteorológica favorável à boa visibilidade do eclipse solar de quarta-feira. O IPMA indica que o eclipse vai ser observável em Portugal continental entre 92 a 100%, dependendo da zona do país. Durante o período do eclipse, que ocorre no final da tarde de quarta-feira, o IPMA prevê um céu pouco nublado a limpo na generalidade do território do continente. Além de Portugal, este eclipse vai ser visível numa faixa que atravessa o Ártico, a Gronelândia, a Islândia e também aqui ao lado, em Espanha. O eclipse vai ter a duração de cerca de duas horas. Inicia-se perto das 18h30 e termina às 20h30. O máximo pico deste eclipse vai ser por volta das 19h30. A temperatura da superfície do mar a nível global no passado mês de julho foi a mais elevada alguma vez registada. Os dados são do Serviço de Alterações Climáticas da Copernicus. O relatório alerta ainda para as ondas de calor das últimas semanas na Europa. O Serviço Copernicus sinaliza ainda que as condições provocadas pelas alterações climáticas estão a favorecer o fato de estarem a haver incêndios de grandes dimensões e de elevada intensidade, sobretudo no sul da Europa. Viramos ainda atenções para o desporto. O Benfica estreou-se no campeonato nacional com empate no Estádio da Luz frente ao Académico de Viseu, 2 x 2. Na reação, o treinador benfiquista Marco Silva reconhece este mau arranque do Benfica e diz que há que assumir a culpa encarnada pela perda dos dois pontos ontem à noite.
Resultado frustrante, de certeza para os nossos adeptos, como para nós, e nós temos que assumir as responsabilidades. Simples, por isso nós marcamos dois gols em casa, tivemos uma ineficácia muito grande com as oportunidades todas que criamos, mas não podemos sofrer da forma como sofremos. Esta é que é a realidade. Isso é que é importante nós falarmos e claramente vermos o que temos que melhorar, porque o resto nós não podemos mudar e não adianta despender energia com isso. Resultado muito mau para nós, assumir a culpa daquilo que foi o resultado.
É a reação do técnico do Benfica, Marco Silva, a lamentar o empate encarnado ontem frente ao Académico de Viseu. Foi este o resultado, 2 x 2, num jogo que foi realizado à porta fechada, devido a um castigo que foi interposto à equipe da casa. Várias centenas de adeptos encarnados acabaram por ver o jogo numa fan zone criada pelo clube fora do estádio, nas imediações do Estádio da Luz, em Lisboa. Já o Futebol Clube do Porto foi o único dos três grandes a entrar a ganhar no campeonato. Venceu o Alverca por 2 x 0 no Estádio do Dragão. E após este encontro, o treinador Francesco Farioli dá a nota positiva à equipe, que diz ter entrado no campeonato com o ritmo certo.
Acho que começamos muito bem. Antes do primeiro gol, acho que entramos mesmo com o ritmo certo no jogo. Depois, o jogo não se tornou exatamente aquilo que eu esperava. Além disso, nesta altura da época, talvez não seja assim tão fácil sermos brilhantes. Por isso, acho que hoje fomos bastante eficazes e eficientes. É, portanto, um resultado importante para começarmos a época com o ritmo certo.
Francesco Farioli aos microfones da Sport TV. Foi esta a reação do treinador do Futebol Clube do Porto à vitória por 2 x 0 dos Dragões frente ao Alverca. Esta segunda-feira, hoje, há mais futebol. Termina a primeira jornada da Primeira Liga com o duelo insular Santa Clara e também vai receber o Madeirense Nacional em Ponta Delgada a partir das 20h15, hora de Lisboa.