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Farol. Muito bom dia, são 7 da manhã e temos notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. Em França, depois da vitória da União Nacional na primeira volta das legislativas, a noite foi de protestos em várias cidades. As ruas de Paris encheram-se após o anúncio dos resultados que deram a vitória à União Nacional, com 34% dos votos. Na Praça da República, local onde a Nova Frente Popular de Esquerda tinha convocado um comício, centenas de pessoas juntaram-se em protesto contra a extrema-direita. Também em Lyon, mais de 800 pessoas saíram à rua numa resposta às convocatórias de vários grupos antifascistas. A União Nacional foi a vencedora da noite, 34% dos votos. A Nova Frente Popular de Esquerda registou 28% e a Renascença de Emmanuel Macron teve cerca de 20% dos votos. A líder da União Nacional, Marine Le Pen, diz que o resultado aponta para o fim de Macron como presidente de França.

A democracia falou e os franceses decidiram pôr a União Nacional e os seus aliados na liderança dos votos e basicamente limpar o bloco macronista. Felicito a grande participação nestas eleições, o que torna este resultado ainda melhor. Os franceses mostraram que querem virar a página a sete anos de poder desdenhoso e corrosivo. No entanto, nada está decidido e a segunda ronda é fundamental.

A reação de Marine Le Pen com o candidato às legislativas, Jordan Bardella, a dizer que estes resultados pedem mudança no país.

A mensagem destes resultados é clara: os franceses estão a pedir mudança. Ao votarem nos candidatos da União Nacional e permitindo que a grande maioria chegue à segunda volta nestas eleições antecipadas, é uma mensagem de apoio da vossa parte. Quero pedir-vos para participarem novamente na segunda volta do próximo domingo.

Jordan Bardella parte para a segunda volta como o melhor posicionado para ocupar o cargo de primeiro-ministro, mas o atual chefe do governo, Gabriel Attal, candidato de Emmanuel Macron, diz que quer fazer tudo para impedir a União Nacional de governar.

A extrema-direita está a subir as escadas até ao poder. Nunca na nossa história o Parlamento francês esteve em risco de ser dominado pela extrema-direita. Por isso, o que temos que fazer é claro: impedir que a União Nacional seja a vencedora na segunda volta destas eleições e governar o país. Quero pedir a todos os eleitores franceses: nenhum voto deve ir para a União Nacional. Devemos fazer de tudo para evitar que o pior aconteça.

É a reação do primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, que fica para já em terceiro lugar nesta primeira volta das eleições. E Carla, os partidos começam agora a posicionar-se para a segunda volta das eleições legislativas, que têm lugar daqui a uma semana. A Nova Frente Popular, a coligação que reúne os partidos de esquerda e a coligação que inclui o partido de Macron, já anunciaram como vão agir na segunda volta, formando um pacto contra a extrema-direita. Ainda assim, Mário Silva da Costa, neste jogo de alianças, torna-se imprevisível o que vai acontecer na segunda volta.

Em discussão estão 577 círculos eleitorais e em cada um é eleito um deputado. Na segunda volta vão participar todos os candidatos apoiados por mais de 12,5% dos eleitores. Neste cenário, e com os resultados conhecidos, o número de círculos com três candidatos para o próximo domingo aumentou bastante em relação às últimas eleições. E aqui vai funcionar o esquema das desistências e das retiradas de candidatos, que tornam imprevisível o resultado da segunda volta.

E neste momento, Mário, os partidos já estão a anunciar o que vão fazer.

O Renascença, o partido de Macron, anunciou que vai retirar os candidatos nos círculos em que ficar em terceiro lugar, em favor da Nova Frente Popular, numa tentativa de travar a extrema-direita. O mesmo fez Jean-Luc Mélenchon, o líder da França Insubmissa, que faz parte da coligação de esquerda e que defende que se concentrem votos contra a União Nacional de Le Pen. Já os Republicanos, a direita tradicional, não deram instruções de voto para a segunda volta e querem deixar os franceses escolher candidatos em consciência.

Mas apesar desta união entre os partidos de esquerda e o de centro-direita, não é claro que ainda assim consigam derrotar a União Nacional.

As empresas de sondagens têm dúvidas sobre o efeito que esta união possa ter nos eleitores. O presidente francês deve oferecer o lugar de primeiro-ministro ao grupo parlamentar em maior número, sendo que o candidato do partido Le Pen, Jordan Bardella, já afirmou que sem maioria absoluta não vai aceitar o cargo. Aí, Emmanuel Macron pode aguardar por um acordo entre as forças de esquerda e de centro-direita na assembleia legislativa ou oferecer o lugar de primeiro-ministro à coligação de esquerda, que surge em segundo lugar nas projeções e que teria de tentar formar um governo minoritário.

Mário Silva da Costa, com os cenários para o futuro político de França depois da primeira volta das eleições legislativas. A vitória da União Nacional foi celebrada por vários líderes da extrema-direita europeia, a começar pelo vice-primeiro-ministro italiano. Matteo Salvini felicitou Marine Le Pen e Jordan Bardella pelo resultado na primeira volta, que classificou de extraordinário, e criticou também Macron por tentar opor-se a uma mudança que foi expressa por milhões de franceses. Em Espanha, o líder do Vox, Santiago Abascal, escreveu que o resultado da União Nacional é a vitória da esperança, da liberdade e da segurança para os franceses. Também André Ventura deixou uma mensagem de parabéns na rede social X. O líder do Chega espera que o que aconteceu ontem em França se estenda agora a outros países.

Parabéns aos nossos colegas franceses. Parabéns, Jordan Bardella. Parabéns pela grande vitória que o Rassemblement National teve hoje França a dar o exemplo da mudança que tem que ser feita. Depois de tantos anos a caminhar em conjunto, é um orgulho e uma alegria ver esta grande mudança em França. Parabéns, companheiros. Parabéns Marine Le Pen. Parabéns Jordan. Espero estar convosco muito em breve e espero que a esta grande mudança em França se siga a mudança que é precisa no resto da Europa, a começar aqui em Portugal. Grande resultado, grande motivação para vencermos as próximas eleições.

André Ventura, numa mensagem de vídeo deixada na rede social X, depois de conhecidos os resultados da primeira volta das legislativas em França. E na atualidade nacional, quase 40% do governo junta-se a partir de hoje no mesmo edifício. São seis ministérios que mudam para o edifício da sede da Caixa Geral de Depósitos, junto ao Campo Pequeno, em Lisboa. O Ministério da Coesão Territorial, o da Presidência, o das Infraestruturas e Habitação, também Economia, Agricultura e Juventude passam a estar concentrados no mesmo local. Além dos seis ministérios, transitam também para este espaço os dois secretários de Estado, os assuntos parlamentares. No total, ficam concentrados no edifício sede da Caixa 23 elementos do governo, o que corresponde a praticamente 40% do executivo liderado por Luís Montenegro. A partir das 09h, os ministros começam a chegar ao novo local de trabalho. Está prevista uma pequena cerimônia de inauguração por volta das 10h30 da manhã. Já em São Bento, Luís Montenegro tem hoje um almoço marcado com António Costa. O primeiro-ministro recebe o recém-eleito presidente do Conselho Europeu, num espaço que ambos conhecem bem. Este é o primeiro encontro após a eleição de António Costa para o cargo europeu. O almoço de trabalho está marcado para 13h, na residência oficial do primeiro-ministro. António Costa assume o mandato de dois anos e meio a partir de dezembro. É o primeiro português neste cargo. A contratação de helicópteros para o INEM pode levar à demissão do presidente do instituto. As críticas entre o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Emergência Médica estão a gerar uma quebra de confiança, ao que avança o Jornal de Notícias. O ministério diz não perceber por que o INEM não abriu um concurso público para contratar helicópteros de emergência médica, evitando prolongar o contrato com a empresa Vinci, que está a ser investigada pelo Tribunal de Contas. O governo diz que existe uma autorização de outubro do ano passado que permite abrir um concurso público sem que o Ministério da Saúde tenha que autorizar. O INEM responde que os concursos receberam propostas acima do valor base e que foram pedidas reuniões com o governo para chegar a uma solução. Reuniões essas que nunca aconteceram. Depois da troca de acusações entre o ministério e o INEM, o presidente do instituto, Luís Meira, pediu uma reunião urgente com a ministra Ana Paula Martins. O dispositivo de combate aos incêndios entra hoje na capacidade máxima. Passam a estar em prontidão mais de 14 mil bombeiros e mais de 3,1 mil viaturas, mas também 70 meios aéreos que podem ser ativados para combater fogos rurais. Portugal entra hoje no chamado nível Delta, que vai durar até o final de setembro. Nos próximos três meses, o número de meios da Proteção Civil em prontidão pode ainda chegar aos 20 mil, caso seja necessário fazer um reforço com recurso a bombeiros voluntários. Nesta fase, ainda está a ser concluída a contratação de mais dois aviões de combate a incêndios. O número de meios deste ano é ligeiramente superior ao do ano passado, com a exceção dos helicópteros e dos aviões, que são os mesmos. Até o momento, arderam perto de 3 mil hectares de mato, florestas e terrenos agrícolas. É um número inferior ao ano passado. Nesta altura do ano passado, já tinham ardido cerca de 8,8 mil hectares. E no futebol e no Euro 2024, Portugal entra hoje em campo para lutar por um lugar nos quartos de final. A seleção nacional vai jogar com a Eslovénia quando for 20h. O selecionador Roberto Martínez diz que a competição, a sério, só começa agora e pede uma resposta depois da derrota frente à Geórgia.

Somos uma equipa muito comprometida e precisamos de melhorar em muitos aspectos. Precisamos de continuar o que fizemos bem e acho que a responsabilidade do grupo do balneário foi muito boa depois da derrota contra a Geórgia e agora gostaria que amanhã tenhamos uma resposta de tudo o que nós fizemos bem nos últimos três partidos e crescer.

Roberto Martínez, na antevisão do jogo, ontem em Frankfurt. Já Bruno Fernandes pede paciência aos adeptos, lembra que a Eslovénia vai estar a jogar à defesa, mas garante que Portugal está pronto.

É ter paciência com bola, fazê-los cansar, porque fazendo cansar e tendo bola, estamos mais perto de fazer gol. E obviamente, é difícil entrar quando os blocos são baixos e quando defendem bem, não é só o bloco ser baixo. A República Checa defendeu muito bem e eu acredito que eles amanhã, por tudo aquilo que nós vimos, daquilo que foi o jogo contra nós no jogo amigável, eles defenderam muito bem. Por isso acaba por ser difícil, mas nós temos que encontrar soluções. Se não dá para entrar por dentro, tem que ser por fora, tentar cruzamentos, encontrar a solução que nos dê sucesso.

É a tática de Bruno Fernandes na conferência de imprensa de antevisão do Portugal-Eslovénia, que vai ter lugar em Frankfurt. O jogo está marcado para as 20h e claro, conta com relato e comentários aqui na Rádio Observador. São agora 7h11, Carla. É esta a hora que outras notícias marcam a atualidade. Arrancam hoje as primeiras jornadas parlamentares do PSD, desde que o partido é governo. A reunião dos deputados vai decorrer em Sintra. Vai ser encerrada amanhã pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. A iniciativa vai preparar o debate do Estado da Nação, que está marcado para dia 17 deste mês de julho. Nas jornadas parlamentares, não participa nenhum elemento do governo, além do chefe do Executivo. Os deputados do PSD visitam hoje um conjunto de instituições no Conselho de Sintra, antes de se reunirem em painéis de discussão. No basquetebol, o português Neemias Queta assinou contrato válido por mais do que uma temporada para continuar com os Boston Celtics, a equipa com a qual conquistou o título da NBA. Neemias Queta chegou à equipa de Boston no ano passado. Sagrou-se campeão logo na primeira temporada, depois de dois anos ao serviço dos Sacramento Kings. O jovem de 24 anos foi o primeiro campeão português da NBA. A fechar, vamos voltar ao Euro 2004, que está a registrar uma epidemia de invasões de campo. Pois é. Desde o início da prova, vocês sabem quantas invasões já houve? Não, mas muitas.

Umas 15.

Mais. 27 invasões.

27?

Em 37 jogos. Isto é muito. Claro que um dos mais afetados tem sido Cristiano Ronaldo, tem sido a grande vítima, mas também Gonçalo Ramos já foi albarroado por um segurança que perseguia um dos adeptos que invadiu o relvado e só no jogo com a Turquia foram seis tentativas de invasão, aquelas que nós nunca vimos na televisão.

Eu acho que devíamos deixar de mostrar isso na televisão para eles pararem.

Mas não mostram. Normalmente mudam o plano. É mesmo. Indicação.

Tem muito efeito.

E no jogo contra a Geórgia, no final, houve um adepto que saltou das bancadas num voo. Sim, quando o Ronaldo já estava a entrar. E estas imagens estão nas redes sociais. Mas, Carla, depois desse jogo, a UEFA prometeu reforçar a segurança, por isso o que se espera para os próximos jogos? Não há nenhum reforço, ou melhor, não há nenhuma indicação clara do que vai acontecer. O que se pensa é que vai haver um reforço dos assistentes nos recintos desportivos e também um controle mais apertado do acesso às bancadas para evitar que os adeptos não estejam nas zonas onde não é suposto. Vamos ver hoje à noite como é que corre.