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Jornal das 7 da Rádio Observador com Rui Casanova. Começamos com o regresso de Donald Trump aos comícios depois da tentativa de assassinato. O candidato republicano afirma que levou um tiro pela democracia, repete que foi salvo por Deus e volta a atacar Joe Biden e Kamala Harris.
São alguns dos destaques do longo discurso de Donald Trump ontem à noite num comício no Michigan, o primeiro desde o atentado da semana passada. O ex-presidente recusa ser uma ameaça aos valores democráticos, diz mesmo que foi baleado pela democracia. Donald Trump afirma ainda que estas são as eleições mais importantes da história dos Estados Unidos.
"É uma honra ser nomeado oficialmente candidato à presidência pelo Partido Republicano. Eu já o tinha dito em 2016, mas agora é ainda mais pertinente. Somos uma nação em declínio, por isso, esta vai ser a eleição mais importante da história da nossa grande nação."
Donald Trump acusa ainda o Partido Democrata de não saber quem é o candidato às presidenciais de novembro, uma referência às vozes cada vez mais numerosas dentro do partido a pedir o afastamento de Joe Biden. Descreve ainda Trump a administração Biden-Harris como desastrosa. Quanto à tentativa de assassinato, fala num acontecimento horrível e repete que só sobreviveu graças a Deus.
"Deixem-me começar com um agradecimento especial a todos pelo apoio após o evento horrível da semana passada. Foi mesmo há uma semana, quase na mesma hora, quase no mesmo minuto. Que dia que foi! E eu agora estou aqui graças à glória de Deus. Eu não deveria estar aqui."
Donald Trump, ontem à noite, no comício na cidade de Grand Rapids, no estado do Michigan, teve ao lado o candidato a vice-presidente J.D. Vance e prometeu ainda que, se for eleito, os Estados Unidos vão voltar a ter o respeito que merecem do ponto de vista internacional. O ex-presidente surgiu com um penso mais pequeno a tapar a parte superior da orelha, onde foi baleado na semana passada. Quanto a Joe Biden, continua a recuperar da Covid-19. A Casa Branca afirma que o presidente dos Estados Unidos está agora a melhorar.
E Rui, ainda na atualidade internacional, destaque para o Medio Oriente. Pelo menos três pessoas morreram e 87 ficaram feridas no ataque de Israel ao Iémen.
O balanço é divulgado pelos houthis, que prometem retaliar contra este ataque de Israel. Foi a primeira vez que Israel atacou o Iémen. As tropas israelitas atingiram nas últimas horas o porto de Hodeida, controlado pelos rebeldes houthis no mar Vermelho. Os bombardeamentos deram origem a um incêndio numa refinaria petrolífera. Pelo menos três pessoas morreram e 87 ficaram feridas. Israel já confirmou os ataques. O porta-voz das Forças de Defesa do país explica que foi uma resposta aos ataques dos houthis contra Israel. Também o ministro da Defesa de Tel Aviv ameaça continuar estes ataques caso o Iémen retalie. É um assunto que certamente vamos continuar a desenvolver nas próximas horas aqui na Rádio Observador.
Agora, na atualidade nacional, o presidente do Conselho Económico e Social acredita que o Orçamento do Estado vai ser aprovado e alerta: o país não pode andar constantemente a repetir eleições.
Em entrevista à Agência Lusa, Luís Pais Antunes afirma que o normal é ter um orçamento aprovado, apesar de concordar que se o documento chumbar, também não será um grande drama.
Eu diria que não é. Aí faço minhas as palavras de quem sabe mais do que eu. Não é dramático, são situações de há muitos anos a esta parte. Existem nas mais variadas ordens jurídicas e económicas, em muitos países esse tipo de situações existe. Portanto, não acho que seja dramático. Agora, se me pergunta se é desejável, eu acho que não é desejável.
O presidente do Conselho Económico e Social afirma ainda que a estabilidade política é um valor importante e que, por isso, o país teria pouco a ganhar em repetir eleições até à exaustão. É a expressão utilizada nesta entrevista à Agência Lusa, a primeira desde que tomou posse, foi no início deste mês. Luís Pais Antunes alerta ainda que tem existido um excesso de instabilidade na legislação laboral.
Entretanto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros garante boa-fé nas negociações para o Orçamento do Estado e admite que o governo está disponível para fazer cedências.
Paulo Rangel fala em abertura por parte do governo, mas com limites. O Ministro dos Negócios Estrangeiros avisa que o programa de Executivo é a espinha dorsal para as negociações e que, por isso, tem de ser cumprido, apesar de afirmar que há espaço para diálogo.
Havendo um programa de governo, ele é a base para qualquer diálogo. Claro que o diálogo implicará sempre, como é evidente, se é um diálogo, implica concessões, implica cedências, implica negociações. Mas há, obviamente, uma espinha dorsal, e que é esse programa do governo, que obviamente tem de ser cumprido. Pode, pois, ser eventualmente complementado. Pode haver aqui ou acolá uma cedência, mas o espírito, a linha, a espinha dorsal do programa do Governo, obviamente que tem de ser cumprida, portanto, isso faz parte até das obrigações constitucionais.
O aviso de Paulo Rangel, que se mostra ainda assim otimista em relação à aprovação do Orçamento do Estado. O ministro fala num ambiente construtivo e considera que as negociações começaram bem na sexta-feira em São Bento. São declarações de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, aos jornalistas, ontem ao final da tarde, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
E Rui, vamos agora ao desporto, mais precisamente ao ténis. Nuno Borges está pela primeira vez na final de um torneio ATP. Vai enfrentar o espanhol Rafael Nadal.
A partida está marcada para mais logo, vai ser à 13h, hora de Portugal. A final é em Bastad, na Suécia. Nuno Borges venceu ontem o argentino Thiago Tirante por 2 a 0, com parciais de 6-3 e 6-4. Nuno Borges é o quarto tenista português a marcar presença numa final de um torneio ATP. Vai-se medir forças com um dos nomes maiores do ténis, o espanhol Rafael Nadal, uma partida que Nuno Borges já definiu como um sonho.
E a Rádio Observador tem preparada uma emissão especial para este domingo. Arranca à 13h para acompanhar a grande final entre Nuno Borges e Rafael Nadal. Rui Casanova, vamos estar todos a torcer por Nuno Borges nesta primeira final de um torneio ATP.
Vamos mesmo.
E é assim que terminamos o Jornal das 7 da Rádio Observador, com edição do Rui Casanova, que está de volta às 19h30.