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As notícias com Diana Rosa.
Foi há 51 anos que as tropas saíram à rua para a Revolução dos Cravos. A Assembleia da República abre as portas quando forem 10h da manhã para uma sessão solene. Arranca com um voto de pesar pela morte do Papa Francisco, hoje que se cumpre o segundo dia de luto nacional. A sessão vai contar com discursos do Presidente da República, também do presidente do Parlamento e dos representantes dos partidos com assento parlamentar. O governo decidiu adiar a agenda festiva lateral a esta celebração e ao desfile da Avenida da Liberdade, por causa da morte do Papa. Uma decisão que recebeu várias críticas da oposição, por exemplo, do PCP. O secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, afirma que o governo aproveitou para tentar beliscar o Dia da Revolução.
O governo, para além de tentar beliscar sempre o 25 de Abril, que é uma opção sempre deste governo e das forças que o suportam, tentou mandar uma fumaça, desviar as atenções. Tentou lançar uma cortina de fumo hoje com aquela, eu diria, nem sei como é que eu tento classificar, mas vá, ridícula decisão de cancelar o concerto do Tony Carreira, que foi isso que fez.
O secretário-geral do PCP criticou ainda a decisão do governo de pedir a Bruxelas para acionar a cláusula de salvaguarda para aumentar o investimento na defesa. Mas voltamos ao 25 de Abril. Também Pedro Nuno Santos critica o adiamento da agenda festiva. O secretário-geral do PS diz que os socialistas nunca tentaram suspender, cancelar, adiar ou esconder as celebrações deste dia, apesar de sublinhar, Pedro Nuno Santos, o líder do partido, o legado indiscutível que foi deixado pelo Papa Francisco. Em Guimarães, no jantar de apresentação da candidatura de Ricardo Costa à autarquia vimaranense, o líder dos socialistas sublinhou ainda o papel do PS como partido fundador da democracia. Face às críticas em torno da decisão do governo de adiar alguns eventos na agenda do 25 de Abril, Marcelo Rebelo de Sousa recusa polémicas. O chefe de Estado diz que não é a primeira vez que acontece.
Sabe que isso já aconteceu. Já aconteceu quando foi o presidente Jorge Sampaio. Não sei quem era o governo naquela ocasião, mas também houve três dias de luto pela morte do Papa João Paulo II e, nessa ocasião, por exemplo, o Parlamento funcionou, embora não em sessão solene, mas em plenário, funcionou no dia intermédio. E penso que o critério é aproximar, se possível, da data do funeral.
O Presidente da República, à saída de um jantar comemorativo da Revolução dos Cravos, onde prometeu mais reconhecimento aos capitães de Abril. Aqui na Rádio Observador vamos ter uma emissão especial esta manhã, arranca às 10h, para acompanhar precisamente a sessão solene que vai decorrer na Assembleia da República. Vamos ter uma emissão a partir do Parlamento. Viramos a agulha. A maioria dos portugueses dá uma nota negativa ao governo e prefere uma nova maioria absoluta. É uma das conclusões que saem da sondagem publicada esta noite pela SIC e pelo Expresso. O estudo revela que, mesmo entre os eleitores do PSD, a percepção é de que o país piorou. São mais de 60% dos portugueses que avaliam como mau ou muito mau o desempenho do governo. Neste universo de inquiridos, cerca de metade espera que das legislativas de 18 de maio, o país saia com uma maioria absoluta. Habitação e o custo de vida, assim como a criminalidade, são os fatores que mais preocupam os cidadãos entrevistados para esta sondagem, que ainda assim continua a dar a vitória à AD. 60% dos inquiridos rejeitam acordos com o Chega. Esta quinta-feira estiveram frente a frente Luís Montenegro e André Ventura, num debate rumo às legislativas. O líder do Chega acusou o governo de agravar a situação no setor da saúde. Ventura dá o exemplo da grávida que teve esta quinta-feira o bebê dentro de uma ambulância à porta de casa, no Seixal, mais uma consequência do encerramento das urgências, uma matéria que o presidente do Chega usa como arma de arremesso contra Montenegro.
Há pessoas que me perguntam assim: está preocupado com isto, Luís Montenegro querer falar de maturidade, querer falar de governabilidade? Sabe o que eu gostava, Luís Montenegro? Gostava que tivéssemos uma governabilidade que fosse mesmo de resolver os problemas das pessoas. Não vale de nada andar pela televisão, andar pela rádio, andar pelo país a dizer assim: "O Chega é imaturo, com o Chega não se pode contar", quando, na verdade, o seu governo foi um desastre nas várias matérias de saúde, como eu acabei de lhe mostrar. Foi um desastre no combate à corrupção.
Em resposta, Luís Montenegro acusa o líder do Chega de falta de maturidade, esclarece André Ventura sobre as circunstâncias do caso do parto desta mulher no Seixal.
André Ventura, mais uma vez demonstra imaturidade e demonstra que não tem capacidade de olhar para as situações com sentido de responsabilidade. O André Ventura sabe mesmo o que aconteceu com a grávida hoje à tarde. Sabe mesmo?
Sei mesmo.
Sabe que a grávida em causa chamou assistência médica e quando chamou assistência médica, quando essa assistência chegou perto dela, ela estava em trabalho de parto e teve que ser assistida por razões de segurança naquele local. Por que diz...?
As urgências estão fechadas.
Não é verdade.
É verdade.
Mas é que não é verdade mesmo. O trabalho de parto iniciou-se e fez-se naquelas circunstâncias por razões de segurança.
As explicações de Luís Montenegro, que esteve frente a frente com André Ventura esta noite. O primeiro-ministro reiterou ainda o não é não ao Chega num futuro governo, acusou o partido de falta de credibilidade e de imaturidade. É um debate que vai estar em análise mais à frente, depois do jornal das 9, aqui no Explicador esta manhã. Também esta quinta-feira teve lugar o debate entre Mariana Mortágua e Rui Rocha. Um dos temas em cima da mesa foi a crise na habitação. A coordenadora do Bloco insiste na fixação de tetos máximos às rendas, uma medida que Rui Rocha discorda, o que leva Mariana Mortágua a acusar a iniciativa liberal de querer construir casas para ricos.
Para a maior parte das pessoas em Portugal, que trabalha e ganha um salário normal de pessoa comum, o mercado de arrendamento não existe, é uma ilusão, porque a renda média está acima do seu salário. E isto é uma conta que qualquer pessoa consegue fazer. Então, liberal, o salário está abaixo da renda. Nós temos que conseguir baixar o preço das casas para que as pessoas possam aceder ao mercado de arrendamento.
Rui Rocha argumenta que a fixação de tetos às rendas tem falhas comprovadas noutros países da Europa.
O que é que nós temos que fazer? Construir. Mas isso leva tempo. Claro. As pessoas precisam de soluções para agora. Construir mais, construir mais depressa e construir mais alto. Essa é uma solução de médio prazo. Para isso, nós temos a proposta de descida do IVA da construção, que é decisivo para que projetos que hoje não avançam porque não são rentáveis devido ao custo fiscal, possam avançar. E estamos a falar de casas para a classe média. Temos que simplificar, acelerar o licenciamento. Não é aceitável que em Portugal, meses ou anos seja a demora normal para licenciar a construção de uma habitação.
Rui Rocha e Mariana Mortágua frente a frente esta noite. É também um debate que vai ser analisado esta manhã no Explicador. Esta sexta-feira decorre o terceiro e último dia do velório do Papa Francisco. Para o fim da tarde está marcada a cerimónia em que a urna será fechada antes do funeral, que está agendado para sábado às 9h. É o que explica o enviado especial d'O Observador ao Vaticano, Luís Soares.
As portas da Basílica de São Pedro em Roma vão fechar aos fiéis quando forem 19h. Termina o velório do Papa Francisco com milhares de pessoas a entrar na Basílica de São Pedro ao longo de três dias para prestar uma última homenagem. Uma hora depois, às 20h, é fechado o caixão. O mestre de celebrações litúrgicas recorda os principais atos da vida do Papa. Em seguida, estende-se o véu de seda branco sobre o rosto, que é sprigido com água benta. No caixão é colocado um saco de moedas cunhadas durante o pontificado, assim como medalhas de prata e bronze para simbolizar os anos de serviço. Uma tampa é colocada sobre o caixão de zinco com a cruz, o brasão, a placa com o nome Francisco, assim mesmo em latim, assim como as datas de nascimento e morte e do tempo em que foi papa. O caixão de zinco é soldado e o caixão de madeira também é fechado, tendo na tampa a cruz e o escudo de armas do Papa. Francisco pediu que os ritos fossem simplificados, o que levou à eliminação do recurso aos tradicionais três caixões e, por isso, será tudo muito mais rápido do que noutras ocasiões. A cerimónia, em que vai participar um grupo restrito de pessoas, vai ser presidida pelo cardeal camerlengo Kevin Joseph Farrell. Um rito que antecede o funeral, que vai acontecer sábado de manhã.
E mais de 90 mil pessoas já prestaram homenagem ao Papa Francisco na Basílica de São Pedro, em Roma. Ouvimos aqui a reportagem de um dos enviados especiais d'O Observador ao Vaticano. Este sábado, a Rádio Observador vai ter uma grande emissão especial para acompanhar o funeral do Papa Francisco. Uma emissão que arranca às 8h, é conduzida pela Carla Jorge Carvalho, João Miguel Santos e Miguel Videira. Conta também com a participação de Raquel Abecasis e dos padres João Basto, José Manuel Pereira de Almeida e ainda Manuel Cardoso, também com os enviados especiais d'O Observador ao Vaticano, João Francisco Gomes, Luís Soares e Diogo Ventura. Um atleta português vai percorrer mais de 4 mil km entre Lisboa e Auschwitz, na Polónia, num projeto solidário a favor do Nepal e do Médio Oriente. Não é a primeira vez que o atleta português de 44 anos, falamos de Pedro Queirós, se aventura a percorrer milhares de quilómetros por causas solidárias. Já fez mais de mil quilómetros entre a Índia e o Nepal, foi o sexto português a atingir o cume do Everest e também atravessou o Japão. Hoje parte da Praça do Comércio em Lisboa, só com uma mochila, para um novo desafio. Maria Miguel Duarte.
100 maratonas em 100 dias. Parece impossível, mas o português Pedro Queirós compromete-se a fazê-lo.
Quero ir até Auschwitz para prestar a minha homenagem a todos aqueles que vivem debaixo de ambientes de guerra e de ódio. E dizer que independentemente do seu credo religioso, da sua filiação política, da sua cor da pele, a desumanização não pode ter lugar neste mundo.
Depois de percorrer milhares de quilómetros entre a Índia e o Nepal, sempre em articulação com projetos humanitários, hoje Pedro Queirós parte de Lisboa para Auschwitz. Um desafio de mais de 4200 km que, diz o atleta português à Agência Lusa, terá um impacto físico e mental.
Há dias que para chegar ao próximo local, vai ser mais do que uma maratona. Vão ser 60 km. Há dias que eu vou colapsar e vou ter que descansar. Portanto, isto vai ser o equivalente a 100 maratonas em 100 dias, sendo que é uma grande violência física e mental.
Esta iniciativa visa a angariação de €100 mil para projetos humanitários, 50 mil para a construção de uma escola no Nepal e a outra metade da verba para duas instituições de promoção da paz entre crianças de Israel e da Palestina. São duas realidades que o atleta português conhece bem de perto.
São crianças que eu estive a falar semana passada, que uma delas tem um primo que é refém do Hamas e senta-se ao lado de outra criança cuja família está a ser bombardeada em Gaza.
Pedro Queirós parte com este objetivo da Praça do Comércio, em Lisboa, e conta chegar ao antigo campo de concentração da Alemanha Nazi a 3 de agosto.
Maria Miguel Duarte com os detalhes da iniciativa Run for Peace, do atleta português Pedro Queirós, pretende angariar €100 mil para ajudar o Nepal e o Médio Oriente. Fica por aqui este noticiário das 07h. Eu regresso já daqui a pouco, às 07h30, com a atualização de todas as notícias.