Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Muito bom dia, são sete da manhã e temos notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. Habitação, imigração e o caso Spin Livra foram os temas que marcaram o debate entre os oito partidos com assento parlamentar, ontem à noite na RTP. A esquerda acusou Luís Montenegro de fazer campanha à custa dos imigrantes. Foi um dos temas quentes do debate no dia em que o governo anunciou a expulsão de 4500 imigrantes ilegais no país. O secretário-geral do PS acusa Luís Montenegro de se querer apropriar daquilo que é o trabalho normal da AIMA.
A lei é óbvio que é para cumprir e no que diz respeito à notificação para abandono voluntário, não há nenhuma novidade naquilo que foi apresentado. Nos últimos anos, a AIMA tem feito notificações para abandono voluntário. Houve anos em que foram notificados mais do que desta vez. Onde é que há uma diferença? Há uma diferença na forma como um primeiro-ministro quer, de forma propagandística, apropriar-se do trabalho normal e natural da entidade competente, neste caso a AIMA, para fazer campanha política na sua disputa direta com o Chega.
Na resposta a Pedro Nuno Santos, Luís Montenegro acusa o líder socialista de andar aos ziguezagues em matéria de imigração. O primeiro-ministro diz que o governo veio normalizar o que classificou de balbúrdia provocada pelo PS.
O Partido Socialista deixou-nos 400 mil processos pendentes, uma situação de balbúrdia efetiva. O Partido Socialista não sabia quem é que estava efetivamente no país, quem é que estava a cumprir o seu desejo de legalizar a sua situação e o que é que estava a fazer. E o que está a acontecer hoje é o desenvolvimento de um processo de normalização.
Luís Montenegro aqui a deixar as críticas ao Partido Socialista. Ainda neste tema, André Ventura, do Chega, apontou responsabilidades tanto ao PS como ao PSD.
O que sabemos é que estão quase dois milhões cá num país de 11 milhões de pessoas. Estes dois senhores que aqui estão são os responsáveis por isto. Nós propusemos cotas para a imigração. O PSD votou contra. Nós propusemos um referendo para controlar a imigração e que as pessoas se pronunciassem. O PSD votou contra. Nós propusemos que fossem expulsos do país, uma coisa que acho que é óbvia. Quem vem para Portugal e aqui comete um crime, tem que ser expulso. Não é o que os senhores querem fazer . Cumpra pena e vai embora.
À esquerda, Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco, criticou os partidos da direita, a quem apontou duas modas.
A primeira é a vitimização. Já vimos aqui um bom exemplo dessa primeira moda. A segunda é atacar imigrantes, que de repente se tornou um bode expiatório, uma forma fácil de sair de qualquer debate. Há um problema na habitação, não temos que debater soluções, atacamos imigrantes. Há um problema na saúde, não temos que debater soluções, atacamos imigrantes. Há um problema em qualquer que seja o problema, não é preciso debater soluções, atacamos imigrantes.
Pelo PCP, Paulo Raimundo diz que o anúncio de deportações foi mais uma ação de campanha eleitoral do governo. Do lado do PAN, Inês Sousa Real defende que a maior fonte de insegurança no país é a violência de género e não a imigração. Já Rui Rocha, líder da Iniciativa Liberal, desvaloriza a situação.
Eu creio que o timing e o eleitoralismo são próprios destas situações. O PS já o fez, a AD fá-lo, teve o Conselho de Ministros no Bolhão, teve o Tony Carreira em São Bento.
Isto tudo é justificável, inadmitável.
Podemos passar o tempo todo a criticar o eleitoralismo, mas o que é essencial, se me permitem, é ter uma posição clara. E a Iniciativa Liberal tem uma posição clara sobre a imigração. Nós queremos uma imigração com regras e uma imigração com dignidade. E eu traduzo isso na seguinte afirmação: quem tem trabalho entra e quem cumpre a lei, fica.
Ideia defendida pelo líder da Iniciativa Liberal no debate de ontem à noite na RTP. Um debate em que o caso da empresa familiar de Luís Montenegro também esteve no centro da discussão. O primeiro-ministro não esclarece se mudava alguma coisa na conduta que teve. Mas garante que agiu sempre de boa fé. Luís Montenegro garante que cumpriu sempre as obrigações declarativas.
É da conta de todos aqueles que têm responsabilidades políticas. Todos nós estamos sujeitos a pedidos de esclarecimento complementares das informações que são disponibilizadas às autoridades, no caso concreto, à Entidade para a Transparência e ao Tribunal Constitucional.
Faria tudo igual, não mudava nada na forma como tratou este assunto?
Eu fiz tudo de boa fé, fiz tudo dentro daquilo que são os parâmetros da lei, dos parâmetros do comportamento ético. Eu nunca tive nenhum comportamento ilegal.
Opinião contrária tem o secretário-geral do PS. Pedro Nuno Santos diz que não tem muito a acrescentar, mas vinca a falta de vontade de Montenegro em revelar informação.
O que para mim fica ainda mais claro é que Luís Montenegro fez mesmo tudo que estava ao seu alcance para que aquela informação não fosse conhecida durante as eleições. Isso para mim é que é absolutamente inaceitável.
Já André Ventura recorda o início da polêmica com a Spin& 活 a para concluir que Luís Montenegro não é vítima de nenhuma conspiração parlamentar. Do lado da CDU, Paulo Raimundo considera que Luís Montenegro devia ter anunciado a demissão logo após a polêmica com a Spin& 活 a.
Luís Montenegro não tinha condições para continuar como primeiro-ministro, devia-se ter demitido. Era um grande contributo que tinha dado à democracia e à República, como foi aqui referido. Não o fez, empurrou com a barriga pra frente, mas não parou. Esse empurrar com a barriga pra frente não parou. Aquilo que temos ouvido nos últimos dias é sempre fuga pra frente.
Já do lado livre, Rui Tavares acusa Luís Montenegro de ter ocultado e de continuar a ocultar informação relativamente aos negócios da empresa.
Na moção de censura do Chega, tal como a Mariana Mortágua, eu ouvi as explicações sobre a Quinta no Douro e as fazendas em Trás-os-Montes e votei contra essa moção de censura. Eu senti-me enganado
Talvez outras pessoas no Parlamento se tenham sentido enganadas. E sentimo-nos por uma boa razão: porque nos ocultou informação e continua a ocultar informação.
Ainda à esquerda, Mariana Mortágua considera que Luís Montenegro é vítima das escolhas que fez. À direita, Rui Rocha responsabiliza todos os partidos, menos a Iniciativa Liberal, pela crise política. Cavaco Silva diz que o primeiro-ministro tem sido alvo de uma campanha de insinuações por parte da oposição, num artigo de opinião no Observador. O antigo primeiro-ministro e presidente da República vem defender Luís Montenegro em toda a linha. Escreve que Montenegro tem qualidade superior aos restantes candidatos, tendo em conta três critérios: a capacidade política e técnica, as propostas de política geral do Governo e também a dimensão ética na vida política. Referindo-se concretamente ao caso Spinogativa, Cavaco Silva admite que Montenegro cometeu inicialmente um erro de avaliação, mas que o acabou por corrigir de forma superlativa e aprovar a boa-fé. Já na última sexta-feira, o histórico social-democrata tinha saído em defesa do primeiro-ministro, em declarações à Rádio Renascença. Neste artigo no Observador, aprofunda a reflexão para concluir que Montenegro não violou quaisquer princípios éticos nem cometeu qualquer ilegalidade. Este segundo dia oficial da campanha eleitoral vai ficar marcado pelo debate nas rádios com os líderes dos partidos com representação parlamentar. O debate tem início às 9h30. É transmitido em simultâneo pela Rádio Observador, Antena 1, TSF e Rádio Renascença. Tem duração de duas horas. Depois do debate, as caravanas partidárias vão regressar à estrada. Luís Montenegro vai para Castelo Branco e Guarda. Pedro Nuno Santos segue para Viseu. André Ventura vai estar em Santarém. Rui Rocha e Rui Tavares vão andar por Lisboa. Paulo Raimundo vai estar em Santarém e Setúbal. Já a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, vai estar em Almada e a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, vai deslocar-se ao Porto. E vamos ainda ao futebol. O Sporting mantém a liderança do campeonato depois de uma vitória sofrida frente ao Gil Vicente, em Alvalade, por 2 x 1. Jogo a contar para a jornada 32 da Primeira Liga. Eduardo Quaresma deu o triunfo ao Sporting, com um golo já para lá dos 90 minutos. A equipa de Rui Borges esteve a perder durante grande parte do encontro, graças a um golo de Félix Correia, de penalti, aos 26 minutos. O Sporting só empatou aos 81 minutos, com um remate de Maxi Araújo. Aos 90 mais três, Eduardo Quaresma assinalou então o golo da vitória. No final do encontro, o treinador do Sporting estava satisfeito com o resultado, mas reconhece a partida menos positiva por parte da equipa leonina.
O jogo teve as dificuldades inerentes a ele e nós temos que percebê-las e fomos capazes até o final do jogo. Percebemos que tivemos poucos remates enquadrados com a baliza, mas vencemos, que é esse o objetivo e era esse o objetivo. Num jogo onde estivemos menos inspirados, é certo, são humanos, não vão estar sempre a 100% naquilo que é tomada a decisão, onde o espaço era mínimo.
Do outro lado, o técnico do Gil Vicente, César Peixoto, lamenta o que classificou como falta de sorte. Ainda assim, deixou elogios à equipa.
Eu acho que a minha equipa fez um jogo fantástico perante uma excelente equipa. Parabéns ao Sporting pela vitória, mas acho que faltou-nos aqui um pontinho de sorte para levarmos qualquer coisa de Alvalade. Tranquilos, confiantes e vamos abordar os dois jogos com confiança para alcançar o nosso objetivo que é a manutenção.
Análise de César Peixoto ao jogo frente ao Sporting. A duas jornadas do fim do campeonato, Sporting e Benfica partilham a frente da competição com 78 pontos cada. E no próximo fim de semana, há derby na Luz, que pode já coroar o novo campeão nacional. Para isso, há dois cenários possíveis. Ao Sporting basta a vitória. As Águias precisam de derrotar o rival por dois gols de diferença, por conta do confronto direto, para conseguir conquistar o troféu já no próximo sábado. Agora são 7h10, Carla. Que outras notícias merecem destaque? Ricardo Salgado e Álvaro Sobrinho, o antigo presidente do BES Angola, começam hoje a ser julgados em Lisboa por abuso de confiança, burla e branqueamento. Mais de uma década depois do colapso do Banco Espírito Santo, vão sentar-se ainda no banco dos réus Amílcar Morais Pires, considerado o braço direito de Ricardo Salgado, o ex-administrador do BES, Rui Silveira, e o empresário luso-angolano Hélder Batalha. O início do julgamento está marcado para às 9h30, no Tribunal Central Criminal de Lisboa. Salgado foi dispensado de comparecer no local devido ao estado de saúde. Está dominado o incêndio que deflagrou ontem à noite numa empresa de recolha e gestão de resíduos num parque industrial na Póvoa de Varzim. O alerta foi dado pelas 10 da noite. De acordo com o Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto, o incêndio entrou em fase de resolução por volta das 3 da manhã. Não houve vítimas. E como todos sabemos, mais uma voltinha de eleições e, portanto, mais uma voltinha no Votódromo do Observador. E na Gira também não paga? Também não paga, claro que não. Ninguém paga, na verdade. É uma ferramenta gratuita do Observador que permite aos mais indecisos, e as sondagens dizem que há muitos, mas também àqueles mais decididos, descobrir qual é o partido com que mais se identificam para estas eleições legislativas. É só responder algumas perguntas. É bastante rápido e têm o trabalho de casa feito para o dia 18 de maio. E não engorda, porque não há farturas à mistura. Não, nada disso. É só mesmo a vontade. Exatamente. É ir fazer o trabalho de casa no site do Observador. O Votódromo para estas legislativas já está disponível no nosso site.