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Na cidade de Faro. As notícias das 19h na Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. A Proteção Civil afirma que o incêndio no Conselho de Castelo Branco, na povoação de Almaceda, está quase dominado.

À Rádio Observador, o Comando Sub-regional da Beira Baixa da Proteção Civil explica que continua ativa uma frente de difícil acesso neste incêndio que começou ontem ao fim da tarde. No entanto, a mesma fonte sublinha que a situação está a evoluir favoravelmente e este incêndio está quase dominado. A esta hora, estão no terreno 140 operacionais, apoiados por 48 meios terrestres. É natural que também com o início da manhã sejam acionados meios aéreos para combater este incêndio. Não há vítimas nem habitações em risco, as chamas consomem uma zona de povoamento florestal. Durante a manhã vai ser feita uma reavaliação da situação, que poderá passar então pelo reenvio de meios aéreos para o local, para este incêndio que começou ontem por volta das 17h. Um outro incêndio, que começou ontem em Alvorão, Torres Novas, já foi dominado ao final do dia de ontem, está nesta altura em fase de rescaldo.

Entretanto, a onda de calor que está a atingir o país vai manter-se. As temperaturas só devem começar a descer a partir de amanhã.

No dia de hoje, há sete distritos sob aviso vermelho, aviso máximo, por causa das temperaturas altas: Lisboa, Santarém, Castelo Branco, Setúbal, Évora, Portalegre e Beja. O resto do interior e Algarve estão sob aviso laranja. Os restantes distritos do litoral, com exceção de Coimbra, estão sob aviso amarelo. À Rádio Observador, o meteorologista do IPMA, Alessandro Marracini, reforça que a região do Alentejo vai atingir temperaturas particularmente elevadas.

As temperaturas deverão ultrapassar os 40º em boa parte do território e chegar até 44º, em especial na região do Alentejo e da Vale do Tejo. Claramente, isto é mais no interior destes distritos e na faixa costeira deverá haver um bocadinho de alívio devido à influência da brisa marítima. Uma descida gradual das temperaturas é esperada também para quarta-feira e progressivamente quinta-feira. Portanto, as temperaturas a partir de amanhã vão descer nos valores máximos e ligeiramente também um bocadinho menos nos valores mínimos.

Um alívio maior nas temperaturas a partir do dia de amanhã, é a previsão do meteorologista Alessandro Marracini, em declarações esta manhã à Rádio Observador. Ele explica ainda que se mantém o risco de trovoada e aguaceiros para o dia de hoje. De resto, a onda de calor provocou este fim de semana alguns fenômenos meteorológicos de instabilidade, como queda de granizo no Alentejo.

E este vai ser o tema do Contracorrente de hoje, para ouvir, como sempre, logo a seguir ao jornal das 22h. Benjamin Netanyahu considera que o escalar do conflito entre Israel e o Irão pode ajudar na libertação dos reféns em Gaza.

O primeiro-ministro israelita afirma que este continua a ser o principal objetivo da guerra. Em declarações durante uma visita a uma infraestrutura militar israelita, Benjamin Netanyahu afirma que o conflito com o Irão traz muitas oportunidades, incluindo a libertação de reféns do Hamas. Isto numa altura em que os mais recentes ataques de Israel à Faixa de Gaza, durante o fim de semana, fizeram pelo menos 72 mortos. Vamos em direto até Israel, ao encontro dos enviados especiais do Observador. Cátia Bruno está em direto conosco. Cátia, bom dia. Nesta altura, tu e o João Porfírio estão perto de Jerusalém, sendo que ontem visitaram um prédio destruído num ataque e conheceram até uma família cuja casa foi atingida.

É verdade, Luís. Bom dia. Nós ontem estivemos na zona de Bat Yam, que fica no sul de Tel Aviv, e conhecemos uma família que teve a casa completamente destruída, uma senhora de 83 anos que lá vivia. Entrámos com ela e pudemos ver a destruição de perto. De facto, não restou absolutamente nada. Todas as divisões estavam completamente cheias de móveis destruídos, janelas completamente arrancadas, enfim, um cenário de destruição muito grande. Houve um míssil que caiu diretamente ali. Mas é curioso que, como dizias há pouco, parece que a guerra com o Irão já é passado. No fundo, aqui em Israel, já se avançou, tanto olhando para a situação em Gaza como na Cisjordânia. Nós a Gaza não podemos ir, infelizmente, nenhum jornalista pode entrar na Faixa de Gaza neste momento, mas contamos ir à Cisjordânia hoje, onde recentemente foram mortos três palestinianos, pensa-se que por vários colonos, que também dispararam contra os próprios soldados israelitas. E, portanto, essa situação está muito tensa aqui, mais nessas regiões do que em Israel em si, em território israelita.

Podemos dizer que, de certa forma, já há uma normalidade por aí, depois daquilo que foi aquele conflito de 12 dias entre Israel e o Irão?

Sim, sem dúvida. Nas ruas de Tel Aviv temos pessoas a jogar vólei na praia, pessoas a correr, os restaurantes e os cafés estão cheios de gente. Eu falava ontem com um senhor que me dizia: "Oiça, horas depois de cair o primeiro míssil, já estávamos todos na rua outra vez. Nós estamos habituados a isto". E, portanto, a sensação para a maioria das pessoas é que não é muito diferente de outras guerras no passado. Há uma ideia de Israel estar sempre em guerra, estamos habituados a isso e temos é que nos proteger. Não é uma situação assim tão anormal para o dia a dia da maioria dos israelitas.

Cátia Bruno, obrigado por ter estado em direto conosco neste jornal das 19h. Cátia Bruno, que com o João Porfírio, estão em Israel, enviados especiais d'"O Observador". Isto numa altura em que há essa declaração de Benjamin Netanyahu relativamente à libertação dos reféns em Gaza, que continua a ser uma prioridade do primeiro-ministro israelita. Noutra guerra, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Volodymyr Zelensky afirma que a Ucrânia está a coordenar com os parceiros europeus possíveis sanções contra o Irão. O presidente ucraniano descreve o regime de Teerão como um dos mais brutais do mundo. Numa mensagem publicada nas redes sociais, Zelensky afirma, por isso, que Kiev está totalmente alinhado com o pacote de sanções europeias contra o Irão.

E vamos voltar a este conflito no gabinete de guerra para ouvir depois da síntese das 19h30. Por cá, o Tribunal Constitucional confirma que Eduardo Vitor Rodrigues perdeu o mandato como presidente da Câmara de Gaia.

Em causa está o crime de peculato pelo uso indevido de um carro da autarquia para fins pessoais. O Tribunal Constitucional rejeitou, em maio, o último recurso sobre a condenação. A defesa de Eduardo Vitor Rodrigues recorreu, mas sem sucesso. O Tribunal Constitucional volta assim a confirmar que o autarca perdeu o mandato. A informação foi avançada pelo Diário de Notícias e confirmada pelo Observador. Eduardo Vitor Rodrigues adianta ao DN que não exclui recorrer ainda para o plenário do Tribunal Constitucional, confirma também que vai abandonar a Câmara de Gaia esta segunda-feira.

Sendo que, Luís, Eduardo Vitor Rodrigues está envolvido noutros processos judiciais.

É o caso da Operação Babel. Neste processo, está em causa a aquisição de viagens para assistir a jogos de futebol com dinheiros públicos. Eduardo Vitor Rodrigues e o antigo vice-presidente da Câmara de Gaia vão responder em tribunal pelos crimes de prevaricação, peculato e falsificação de documentos. O Tribunal da Relação do Porto ordenou a pronúncia para julgamento em maio.

José Luís Carneiro reforça que o PS é favorável à descida dos impostos, mas coloca condições.

O novo secretário-geral do PS avisa que esta descida não pode pôr em causa as contas públicas do país.

Primeiro, temos que olhar para os seus efeitos nas contas públicas. Nós temos que continuar com contas públicas saudáveis, que é para que mais à frente, se o país tiver dificuldades em função do contexto internacional, não venham dizer que nós tivemos todos as mesmas atitudes e as mesmas responsabilidades. Segundo, temos que procurar garantir que esse imposto também possa ser mais reduzido para aqueles que ganham menos, em relação àqueles que ganham mais, no sentido de garantirmos o princípio da justiça social.

Declarações do novo líder socialista aos jornalistas, à margem da convenção autárquica da candidatura do PS à Câmara de Évora. A proposta do governo de reduzir o IRS vai estar em discussão no Parlamento já na próxima sexta-feira.

José Luís Carneiro acusa ainda a direita de estar completamente à margem das preocupações dos portugueses.

José Luís Carneiro considera que os portugueses se preocupam com temas como saúde, salários, transportes públicos, segurança e habitação. Ora, o secretário-geral do PS elege mesmo a habitação como uma das prioridades da nova liderança socialista.

Nós propomos que se possa avançar com uma construção de 50 mil casas ao ano até 2035. Por quê? Nós temos hoje apenas 2% de oferta de habitação pública e nós temos que alcançar um objetivo bastante superior se queremos comparar com os países europeus. Para esse objetivo, nós temos que colocar todas as máquinas do Estado a trabalhar para esse objetivo.

A proposta passa por reforçar os meios financeiros dos municípios e avançar com a construção de habitação a custos controlados, envolvendo a administração central, municípios e privados. São declarações de José Luís Carneiro em Évora, naquela que foi a primeira iniciativa como secretário-geral do PS.

Nuno Melo avisa que os investimentos na defesa não podem, em circunstância alguma, pôr em causa o Estado social.

O ministro da Defesa lembra que o aumento do investimento no setor até aos 2% é o mínimo exigido pela NATO e que é uma condição obrigatória para quem quer fazer parte da Aliança Atlântica. Entrevistado ontem à noite na CNN Portugal, Nuno Melo sublinha, por isso, que não é uma questão de escolha, mas garante que o investimento não vai pôr em causa as contas do país.

Este crescimento de investimento até aos 2% no final de 2025, é o mínimo que é exigido pela NATO, enquanto organização de defesa coletiva, que garante, entre outras coisas, que se nós formos atacados, somos defendidos, como somos também solidários com os nossos aliados, se disso for caso. E, por isso, basicamente, não é uma questão de escolha. Tem que ser para quem queira fazer parte da NATO. Dito isto, o nosso investimento é um investimento que é nessa medida também virtuoso por isto. Em nenhuma circunstância poderá pôr em causa o Estado social, não pode pôr em causa o bom desempenho da economia e, na verdade, vai reforçar o bom desempenho da economia, precisamente por se tratar de investimento.

O ministro da Defesa, Nuno Melo, explica que o país vai investir de várias formas, incluindo através da indústria portuguesa, e que os valores vão ser reavaliados ano após ano. Está previsto um investimento de mil milhões de euros em defesa até o final de 2025.

São agora 07h10, Luís Soares, que outras notícias estão em destaque neste último dia de junho?

É o dia em que termina o prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS relativa aos rendimentos do ano passado. Os dados do Portal das Finanças mostram que até sexta-feira tinham sido submetidas quase seis milhões de declarações. O fisco tem até 31 de julho para proceder à liquidação das declarações entregues, tendo o reembolso que ser feito até o dia 31 de agosto. Também hoje termina o prazo para a entrega da declaração anual de IRC e para o pagamento do IMI por parte dos proprietários de imóveis. É retomado hoje o julgamento do caso dos Anjos e de Joana Marques. É a terceira sessão. Devem testemunhar figuras como Ricardo Araújo Pereira ou Fernando Alvim. Ainda não é certo se Joana Marques vai depor neste julgamento. Os Anjos exigem uma indemnização de mais de 1 milhão de euros por alegados prejuízos causados por uma paródia da humorista. O Benfica voltou a sagrar-se campeão nacional de futsal, depois de derrotar o Sporting por 4x3, no quinto e decisivo jogo da final do campeonato. O Benfica venceu em casa do rival, no Pavilhão João Rocha, com uma reviravolta no marcador, já perto do fim do jogo. O Sporting falhou a possibilidade de se sagrar pentacampeão nacional, viu o Benfica voltar a triunfar seis anos depois.