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Na cidade de Faro. As notícias das 7 com Carla Jorge Carvalho. Começamos com uma atualização dos incêndios em Portugal. A situação complicou-se durante a noite. Em Ponte da Barca, quatro aldeias foram evacuadas e as chamas chegaram ao concelho vizinho de Terras de Bouro.

A Proteção Civil afirma que há quatro frentes ativas a lavrar com intensidade e reforça que o vento e os acessos difíceis continuam a ser os principais obstáculos. O incêndio está a ser combatido a esta hora por mais de 400 operacionais, apoiados por 150 viaturas. Esta manhã é esperado um reforço dos meios. O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, confirma que quatro aldeias foram evacuadas devido à proximidade das chamas.

Aquilo que temíamos veio a acontecer. Temos hoje quatro aldeias evacuadas. A população teve que sair das suas casas, porque não conseguimos assegurar as suas vidas nas suas residências. Durante o dia, tem sido muito complicado, com vários reacendimentos, novos focos de incêndio, com muita violência. Temos casas em perigo neste momento, nalguns sítios.

O presidente da Câmara de Ponte da Barca, em declarações à RTP ao início da madrugada. Augusto Marinho volta a pedir um reforço dos meios aéreos e afirma que recebeu essa garantia por parte do governo.

Eu já falei com o senhor secretário de Estado da Proteção Civil, que me assegurou que amanhã estarão cá logo pela manhã cinco meios aéreos, que inclusivamente anteciparam o seu emprego, a vinda deles para cá, mas não são suficientes. A frente é muito extensa, são muitos lugares, os meios humanos e os meios terrestres também são necessários reforçar, porque nós temos muitas aldeias a proteger, temos muitas casas a proteger, é habitação dispersa. Estamos no Minho e, portanto, o apelo que eu faço é que esses meios cheguem com rapidez para proteger a população.

O presidente da Câmara de Ponta Barca sublinha que os acessos são difíceis e que por isso são necessários mais meios aéreos. O incêndio está ativo desde sábado e nas últimas horas chegou ao concelho vizinho de Terras de Bouro, um pouco mais a sul. O autarca deste município disse ao início da madrugada que as chamas estavam muito perto de habitações e que a prioridade era proteger pessoas e bens.

Já a situação em Arouca está agora mais calma. A Câmara Municipal afirma que o incêndio está a estabilizar.

E que não há desenvolvimentos que causem maior preocupação. É o que pode ler-se num comunicado divulgado esta noite pela Câmara de Arouca, que cita informações da Proteção Civil. As autoridades destacam que a situação está estabilizada, embora com alguns reacendimentos que são imediatamente apagados pelos bombeiros. A autarquia apela para que a população se mantenha vigilante.

E Carla, se a situação é agora mais calma, o cenário foi muito diferente nas últimas horas. A aldeia de Vila Viçosa esteve cercada pelas chamas.

As chamas não deram tréguas nesta pequena localidade com cerca de 80 habitantes e o rasto de destruição causado pelo fogo é bem visível, Miguel Gato.

À entrada da aldeia deparamo-nos com um morador a tentar apagar um reacendimento. O fogo voltava e chegava perto de uma habitação. Este morador pedia à família para lhe passar a mangueira, mas a água que tinha era limitada. As dificuldades, segundo aponta Vítor Oliveira, tinham sido muitas durante os últimos dias e o cenário era mesmo assustador.

Ontem como eu estive, você não via nada aqui nesta redondeza, não via nada. Eu só pensava assim: "Olha, foi tudo". Foi daqui para cima, parecia um inferno mesmo.

Este morador relatou o medo sentido pela população nas 48 horas em que a aldeia esteve cercada pelas chamas e os danos, esses foram inúmeros.

Fiquei sem batata, sem galinhas, sem coelhos, sem rações para o gado, fiquei sem nada. Vai acontecer esta miséria.

Uma miséria como a de Márcio Embelano nunca viu em Vila Viçosa. Um fogo que chegou mesmo a atingir uma habitação, mas a população fala numa falha de vigilância.

Os bombeiros estavam aqui presentes e, como todos nós, o nosso corpo precisa de alimento. E então foram almoçar aqui em cima, mas deixaram aqui sem vigilância nenhuma. E depois, enquanto estavam a almoçar, de repente isto começou a arder.

Aurélio Fonseca aponta responsabilidades à corporação de bombeiros. O fogo atingiu também um campo de futebol recentemente inaugurado e arderam ainda centenas de hectares de eucalipto, que agora está totalmente queimado. O incêndio chegou a ter três frentes ativas, os populares tiveram ordem de confinamento, um combate difícil às chamas e nesta pequena aldeia de Vilar Viçosa, as condições climatéricas também não ajudaram.

Reportagem de Miguel Gato no incêndio em Arouca. No terreno continuam mais de 600 operacionais, apoiados por 240 viaturas. Destaque também para o incêndio que continua ativo em Penafiel e que está a ser combatido por mais de 170 operacionais. Situação também complicada em Cinfães, distrito de Viseu, com 60 bombeiros no terreno. Já o incêndio de Paredes, no distrito do Porto, foi dominado nas últimas horas.

E por causa dos incêndios dos últimos quatro dias, a área ardida no país este ano mais do que duplicou.

Entre sábado e terça-feira, arderam quase 17 mil hectares de floresta e mato. É o equivalente a 17 mil campos de futebol. Este número é superior ao total do resto do ano. Desde janeiro até à última sexta-feira, tinham ardido cerca de 12 mil hectares. Os fogos de Arouca, Ponta Barca e Penamacor contribuíram de forma muito expressiva para o aumento da área consumida pelas chamas. Ainda sem contar com os fogos desta semana, o Diário de Notícias revela que a área ardida até julho já tinha sido três vezes mais em comparação com o mesmo período do ano passado.

As temperaturas vão baixar um pouco nos próximos dias, mas espera-se uma nova onda de calor já a partir de domingo.

Se amanhã e sábado deve haver uma ligeira descida da temperatura, as previsões meteorológicas apontam para o regresso do calor em força. Os termômetros podem chegar aos 45 graus, sobretudo nas regiões do Sul, Vale do Tejo e centro do país. Estes valores devem manter-se pelo menos até terça-feira.

E na política, José Luís Carneiro deixa um aviso a Luís Montenegro: se quer dialogar com o PS, é com o PS que deve dialogar.

O secretário-geral socialista foi recebido pelo primeiro-ministro em São Bento ontem à tarde. Foram discutidos vários temas, desde a lei da nacionalidade até à crise na habitação, sem tocar no tema Orçamento do Estado, com discussão agendada para outubro. O secretário-geral do PS vê no chefe do Executivo abertura para negociar. Carlos Pedro, o líder dos socialistas, saiu da residência oficial do primeiro-ministro com, pelo menos, promessas de diálogo sobre três temas.

A lei da nacionalidade, defesa e a saúde. É o que para já fica deste segundo encontro entre José Luís Carneiro e Luís Montenegro. No mês passado, os dois estiveram reunidos para debater o aumento da despesa orçamental para 2% do PIB, na preparação da Cimeira da NATO, que decorreu em Haia no final de junho. Com mais temas em cima da mesa, o líder do PS descreveu a conversa como muito construtiva.

E que promessas de diálogo recebeu José Luís Carneiro?

Vamos por partes. Discutiu-se a alegada aproximação do Governo à extrema-direita nas questões da lei da nacionalidade e da imigração. Carneiro ainda não desistiu de fazer o Governo chegar-se mais à esquerda e, por isso, deixou um aviso ao primeiro-ministro. Diz também que tanto PSD como PS combinaram manter diálogo aberto sobre esta matéria.

O Partido Socialista, pela minha voz, do secretário-geral, está a transmitir-vos o que eu transmiti ao senhor primeiro-ministro. Se quer dialogar com o PS, o diálogo tem de ser feito com o PS. Em segundo lugar, o PS não é um qualquer partido, é o partido que de clandestinidade conquistou as liberdades, os direitos e as garantias fundamentais. Sobre aquilo que o senhor primeiro-ministro me transmitiu, deve ser ele a dizê-lo, porque não devo ser eu a substituir-me às palavras do senhor primeiro-ministro.

Depois, na saúde, o primeiro-ministro, como já tinha dito, vai dar seguimento à proposta do PS para a criação de uma unidade de coordenação das emergências hospitalares. Aliás, o Governo já terá uma equipa a trabalhar nisso, o que deixou Carneiro satisfeito. O Observador sabe também que é o grupo de trabalho que está a estudar a reforma do INEM que vai estudar também esta proposta.

E, Carlos, também na defesa houve diálogo.

Um diálogo que Carneiro considerou positivo, depois de anteriormente ter criticado os objetivos de investimento no setor, assumidos por Montenegro em Haia, de 5% em 2030, sem diálogo com a oposição. Desta vez, o líder socialista focou-se no ponto em que há acordo, o investimento de 2% do PIB até o fim deste ano. O pedido é o mesmo diálogo entre os dois e o pedido parece ter sido atendido. Também aqui, na defesa, o Governo considera que há abertura para dialogar com o PS.

Já no tema da habitação, o PS deixou ao primeiro-ministro uma proposta para fazer face às barracas e às habitações ilegais.

Falamos da Bolsa de Emergência Habitacional, que já existe na realidade. José Luís Carneiro quer financiar esse programa e defende uma articulação com empresas que possam disponibilizar daqui a alguns meses casas modulares como solução.

Apresentámos uma proposta e dissemos ao primeiro-ministro como é que entendíamos que era importante resolver e como pode ser resolvida a emergência a partir da Bolsa de Emergência Habitacional do país. Já há legislação própria, é preciso financiar para responder a situações de emergência, como aquelas que podemos verificar na área metropolitana de Lisboa. Há soluções que permitem colocar habitações modulares para responder, até mais estruturalmente já, a alguns dos problemas de habitação. E depois, a importância de lançar um programa de habitação a custos controlados.

José Luís Carneiro no final da reunião com o primeiro-ministro em São Bento.

Ele foi o único a falar aos jornalistas. As conversas sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano ficam adiadas para setembro.

E falamos agora de saúde. Estamos à porta de agosto, uma altura sempre complicada para as urgências dos hospitais do SNS. Este fim de semana, por exemplo, há um total de 14 urgências encerradas.

É o primeiro fim de semana de agosto, uma altura de férias para os profissionais de saúde e, por isso, de constrangimentos para os hospitais. O portal do SNS indica que sábado há seis urgências encerradas, no domingo o número sobe para oito. E Rui Casanova, os constrangimentos começam já amanhã.

Dia 1 de agosto, sexta-feira, véspera de fim de semana, há cinco urgências encerradas amanhã. São elas: as urgências de ginecologia e obstetrícia dos hospitais do Barreiro, Vila Franca de Xira e Aveiro, e as urgências obstétricas dos hospitais de Santarém e Abrantes.

No sábado, a situação é semelhante.

Sim, são seis as urgências encerradas, incluindo o serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital das Caldas da Rainha e também a urgência pediátrica do Hospital de Vila Franca de Xira.

Rui, no domingo, dia 3 de agosto, a situação piora.

O número sobe para oito. Vão ser oito as urgências encerradas. Na ginecologia e obstetrícia, há constrangimentos no Garcia de Orta, no Barreiro, em Vila Franca de Xira, Caldas da Rainha e Aveiro. Também os hospitais de Santarém e Abrantes vão ter as portas fechadas nas urgências de obstetrícia. Ao nível de pediatria, não há urgência no domingo no Hospital de Vila Franca de Xira.

Rui Casanova, olhar para os constrangimentos nas urgências neste primeiro fim de semana de agosto. Mais uma vez, à semelhança do que tem acontecido, os principais problemas são ao nível da ginecologia e obstetrícia nos hospitais da Grande Lisboa, sobretudo na margem sul.

E é o arranque da nova época de futebol. Hoje joga-se a Supertaça entre o Sporting e Benfica.

Os dois clubes estão empatados nesta matéria. Têm ambos nove taças cada. O jogo do desempate vai decorrer esta noite no Estádio do Algarve e abre a nova época 2025-2026. O treinador do Sporting, Rui Borges, divide o favoritismo.

Independentemente de quem seja campeão ou não, é sempre um jogo de 50-50, duas grandes equipes, com bons jogadores, com grandes jogadores, onde acredito, volto a dizer, que seja um grande jogo.

Um grande jogo. Já Bruno Lage queixa-se da falta de tempo para preparar o encontro, e isto por causa do Mundial de Clubes.

Espero um adversário muito competente, uma equipe técnica competente, um adversário competente, com excelentes jogadores, mas neste momento, o nosso maior adversário é o tempo e é esse tempo que nós vamos ter que vencer.

A antevisão desta Supertaça Cândido de Oliveira por parte dos dois treinadores. O jogo começa às 20h45 no Estádio do Algarve.

E tem relato e comentários aqui em direto na Rádio Observador. São 19h13, Carla Queiroz. Notícias estão em destaque a esta hora.

O governo vai aprovar hoje a reforma do Estado em Conselho de Ministros. É esperado que sejam apresentadas as primeiras medidas, sendo que esta foi uma prioridade assumida por Luís Montenegro. O primeiro-ministro promete um ímpeto reformista centrado na modernização da administração pública. Para liderar esta missão, Montenegro nomeou como ministro Gonçalo Matias. A leitura do acórdão da Operação Portoriano está marcada para hoje. O Ministério Público pediu penas de prisão efetiva superiores a cinco anos para seis dos 12 arguidos do processo, incluindo Fernando e Sandra Madureira. A leitura começa às 14h, no Tribunal Criminal de São João Novo, no Porto. Marcelo Rebelo de Sousa começa hoje uma visita de cinco dias aos Açores. O presidente da República vai visitar cinco ilhas. O programa indica que vai visitar a base das Lajes e a vila de Rabo de Peixe. Vai também participar num briefing sobre a importância geoestratégica do mar do arquipélago. O Parlamento da Ucrânia vota hoje uma nova lei que tem como objetivo garantir a independência das agências anticorrupção, isto depois do documento anterior ter gerado várias críticas de parceiros internacionais, nomeadamente da União Europeia. Houve também protestos no país. O presidente Volodymyr Zelensky anunciou, entretanto, um novo projeto de lei.

E esta é para vocês que adoram cães, que têm imensos cães lá por casa. Tenho uma história ótima para vos contar.

Então.

Neste caso, o cão é um robô que foi apresentado na Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai.

Os meus filhos querem muito, muito um cão.

Há robôs que são incríveis.

E talvez o robô seja a solução.

Utens.

Até lá vão demorar. Robô de cozinha.

Sim, robô de cozinha, robô de mesa, de restaurante.

Isto é colocado onde?

O Robocop.

Esse é só pra nossa geração.

Robocop.

Robocop. Este foi concebido para missões de resgate, inspeção industrial e resposta a emergências.

Este, garoto, nunca se sabe quando é que precisamos.

Depende, depende também do teu escalão social.

Salva-vidas, não é?

Depende da coleira.

Salva-vidas.

É verdade, quanto vale uma vida, não é?

Não tem preço.

Ainda não há preço, mas o modelo anterior, portanto, aqui uma raça um bocadinho menos evoluída.

É o 1.0.

Tinha um valor de pré-venda a rondar os € 15 mil. É provável que o novo Bobby seja um bocadinho mais.

Este ainda não ladra.

Vou comprar um rafeiro.