Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Notícias às 19h, na Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. Já vamos às conclusões do primeiro encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, na China. Primeiro, o caso do adepto que há um ano foi baleado no olho nos festejos do bicampeonato do Sporting. A advogada acusa a PSP de abuso de força e admite avançar com uma ação judicial contra o Estado. Dentro da polícia, ainda não foram apuradas responsabilidades.

Falamos de um caso que aconteceu dia 17 de maio de 2025, nos festejos do bicampeonato de futebol do Sporting, na zona do Saldanha, em Lisboa. O adepto Bernardo Topa foi atingido com uma bala de borracha, o que levou à cegueira total do olho esquerdo. Só em cirurgias, este jovem de 28 anos afirma que já gastou mais de € 16 mil. Um ano depois, o processo nos tribunais está em segredo de justiça. O inquérito interno da PSP está ainda em fase de instrução. A Rádio Observador falou com a advogada de defesa, que deixa críticas ao Ministério Público e faz acusações à polícia. Miguel Gato.

A advogada de Bernardo Topa, Sara Macias, diz ter provas de que houve, de facto, abuso de força policial.

Os vídeos identificam claramente que são os sete primeiros membros desta brigada que, sem avisar que vão fazer manobras de dispersão, começam a disparar com os braços em ângulo reto. Não há aqui balas perdidas. Ao lado do Bernardo, estava uma criança de três anos nos ombros de um pai. Podíamos estar a falar de um homicídio.

Perante as provas claras e óbvias que diz ter, a defesa de Bernardo Topa não compreende por que o processo interno da PSP para apurar responsabilidades dos agentes ainda está a decorrer.

A PSP sabe quem é que indicou, sabe a quem é que atribuiu aquelas armas, sabe perfeitamente quem é o agente. Portanto, não se pode vir escusar numa situação de não conseguir apurar o nome do agente.

A advogada revela ainda que a ação levada a cabo pela PSP nos festejos do bicampeonato do Sporting no ano passado fez mais de 70 feridos, a maioria homens jovens adultos. Da parte da PSP, não houve qualquer tipo de condenação e Sara Macias acusa até a instituição de estar a mentir.

A PSP no dia seguinte, sabendo que há um adepto que está numa mesa de operações durante cinco horas no Hospital de São José e tem 72 casos nos hospitais por ferimento de balas, vem dizer que o evento correu de forma pacífica e até elogiava os adeptos do Sporting. Não é só cínico, não é só hipócrita, é falso.

As críticas da advogada à PSP, sendo que também há um recado para o Ministério Público.

Não vamos deixar que o processo tenha igual curso ao que teve o processo quando o Sporting foi campeão no Covid, na temporada 20/21. Nós não vamos deixar que este processo seja arquivado.

A defesa do adepto do Sporting admite ainda avançar com uma ação judicial contra o Estado português, caso o processo, que está agora em segredo de justiça, não avance nos próximos tempos.

Miguel Gato, que entrevistou Sara Macias, advogada do adepto que foi baleado no olho nos festejos do bicampeonato do Sporting no ano passado, com críticas à atuação da polícia. Questionada pela Rádio Observador, a Direção Nacional da PSP não comenta as acusações da advogada, diz apenas que qualquer reação seria precipitada, uma vez que o inquérito se encontra em fase de instrução na Inspeção-Geral da Administração Interna.

Já o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia estranha que, um ano depois, a IGAI ainda não se tenha pronunciado sobre o assunto.

Mas diz também que tal pode dever-se ao fato de as provas contra os agentes da PSP não serem suficientemente fortes. É o que diz Bruno Pereira.

Também estranho que, tendo passado um ano, a IGAI não tivesse já tomado uma posição, desde logo, até, por exemplo, assumido uma posição de suspensão do próprio polícia ou dos polícias que foram envolvidos. Com alguma cautela, eu tenho dúvidas que seja assim tão linear ou que essas provas sejam assim tão absolutas e plenas para demonstrar uma culpabilidade clara por parte do polícia.

Em reação às acusações da advogada de defesa, o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia faz o contraditório. Lembra o contexto de violência causada pelos adeptos do Sporting naquela noite.

A senhora defensora estará aparentemente a deixar no ar que terá havido um uso direto, com dolo direto, com mera intenção de agredir alguém, e esse não é o papel da polícia. Lembrar sempre o contexto muito pouco festivo em que aqueles festejos tiveram lugar. É importante também nós recordarmos e vimos imensas imagens, não só de um uso desmesurado de pirotecnia, mas dados de vandalismo tremendos e, portanto, eu não sei até que ponto houve desobediência à ordem pública, se efetivamente houve comportamentos que possam ter perigado, naquele momento ou num momento anterior, a integridade física ou patrimônio ou bens patrimoniais de terceiros e, portanto, não sei em que contexto é que este disparo ou disparos foram realizados.

Bruno Pereira é o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia no programa "Onde Pára o Caso?", da Rádio Observador.

Um programa para ouvir na íntegra. Hoje vai para o ar na Tarde Política, logo a seguir ao Jornal das 5. O ministro da Administração Interna admite o encerramento de algumas esquadras da PSP na zona de Lisboa. Luís Neves explica que o objetivo é ter mais polícias na rua. O ministro quer um policiamento de maior proximidade, afirma que isso só pode ser feito com mais agentes na rua. Para tal, Luís Neves admite encerrar esquadras de forma a direcionar os polícias para o terreno.

Estamos a pensar reorganizar estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente aqui em Lisboa, porque temos muita gente e é preciso haver concentração.

Estão concentrando as esquadras, fazendo menos esquadras, é isso?

Menos esquadras

Para podermos ter mais gente

Mais gente na rua

Na rua e junto das pessoas.

Luís Neves, em entrevista à RTP ontem à noite. Quanto aos casos de tortura que envolvem agentes das esquadras do Rato e do Bairro Alto, o ministro repete que a situação é inaceitável, mas volta a rejeitar a ideia de falência das instituições.

O comandante nacional da Proteção Civil alerta para o potencial risco de incêndio em algumas zonas do país, como Pedrógão Grande. Mário Silvestre admite que a região pode voltar a enfrentar, em breve, grandes fogos.

Lembra que as áreas que são percorridas por incêndios tendencialmente regeneram ainda com mais intensidade. Os grandes fogos de Pedrógão Grande foram em 2017, há quase 10 anos. Em entrevista à Agência Lusa, Mário Silvestre explica que é precisamente passado este tempo que normalmente há novos grandes incêndios.

Estamos novamente naquela zona toda com potencial muito grande de ter novamente grandes incêndios. É cíclico, é o ciclo do fogo, e se não alterarmos e não interrompermos, do ponto de vista de Portugal enquanto sociedade, não interromper esta cadeia acidentológica relativamente aos incêndios, que se repetem ciclicamente, e temos o tal ciclo do fogo perfeitamente estudado, que de oito em oito anos ou de 10 em 10 anos se volta a repetir, porque a floresta e a natureza trata de se regenerar e de crescer novamente, cresce ainda com mais intensidade em grande parte dos sítios. Se nós não tivermos uma intervenção humana que faça a gestão desse território, o potencial de termos grandes incêndios aumenta significativamente.

Mário Silvestre anuncia ainda que a Proteção Civil vai introduzir este ano várias medidas para melhorar a capacidade de análise, antecipação e extinção do incêndio, como o maior número de aeronaves a utilizar retardante de fogo.

O governo vai aprovar hoje, em Conselho de Ministros, a proposta de revisão da lei laboral, que vai ser depois entregue no Parlamento e votada pelos deputados. Hoje também Luís Montenegro deve receber o secretário-geral do PS.

Depois do encontro de ontem com André Ventura, na residência oficial do primeiro-ministro, hoje a reunião será com José Luís Carneiro. O socialista recebeu o convite na segunda-feira. Foi o próprio a explicar isso na entrevista de ontem à noite à CNN Portugal.

Temos a intenção de ter um encontro durante o dia de amanhã para passarem à revista vários assuntos, mas é evidente que daí não se pode extrair a ilação de que o PS viabilizará a proposta de contrarreforma laboral do governo.

José Luís Carneiro diz que a posição do PS em relação à lei laboral vai depender das medidas que o governo decidir apresentar. O líder do PS garante também que não se sente melindrado com o fato do Chega ter ido primeiro a São Bento. A reunião de hoje não está na agenda oficial, nem de José Luís Carneiro, nem do primeiro-ministro. O secretário-geral do PS vai estar às 11h, de visita a uma escola em Oeiras. Luís Montenegro preside ao Conselho de Ministros às 9h30 da manhã, pelo que a reunião entre os dois só deve acontecer depois de aprovada pelo governo a proposta de revisão da lei laboral.

O antigo presidente da República, Cavaco Silva, considera que Donald Trump não é confiável e defende uma força europeia de defesa separada da NATO.

Foi numa entrevista à Renascença, o antigo chefe de Estado aponta para a necessidade da Europa não se acobardar perante Donald Trump. Cavaco Silva deixa várias críticas ao atual presidente norte-americano.

Um presidente supererrático, que considera que as relações comerciais não são para benefício daqueles que intervêm na transação, mas apenas para benefício dos próprios Estados Unidos. Temos nos Estados Unidos, como sabe, um presidente não confiável para a Europa, mas a Europa não deve acobardar-se perante as exigências do presidente Trump.

Cavaco Silva, que era primeiro-ministro em 1986, quando Portugal se tornou membro efetivo da União Europeia. Admite que confia mais na Comissão Europeia do que no Conselho. O antigo presidente e antigo primeiro-ministro defende ainda uma força europeia de defesa separada da NATO, mas que funcione em articulação com a organização.

Donald Trump e Xi Jinping estiveram reunidos cerca de duas horas em Pequim. O presidente dos Estados Unidos afirma que as relações com a China vão ser melhores do que nunca e deixa muitos elogios ao líder do gigante asiático.

Trump e Xi Jinping estiveram reunidos numa cimeira à porta fechada, cerca de duas horas, no Grande Salão do Povo. À entrada para o encontro, Trump mostrou-se otimista e confiante nas boas relações com a China e deixou também vários elogios ao presidente chinês.

Eu e o Xi conhecemo-nos há muito. Na verdade, é a maior relação entre os nossos países que qualquer presidente ou vice-presidente já teve. E isso é uma honra para mim. Temos uma relação fantástica. Nós juntámo-nos quando tínhamos dificuldades, trabalhávamos juntos. Eu chamava por Xi e o Xi chamava por mim. Sempre que tínhamos um problema, trabalhávamos juntos rapidamente e teremos um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China, pelo trabalho que foi feito. É um grande líder, digo isto a todos, é um grande líder. Às vezes, as pessoas não gostam que eu diga isso, mas eu digo de qualquer forma, porque é verdade. Eu apenas digo a verdade.

Xi Jinping falou antes de Donald Trump, apelou a que Estados Unidos e China sejam parceiros e não adversários, num mundo que diz ter chegado a uma nova encruzilhada. Já a imprensa estatal chinesa adianta que Xi Jinping avisou Donald Trump que os Estados Unidos e a China podem entrar num conflito se a questão de Taiwan não for resolvida. Pequim considera Taiwan uma parte inalienável do território chinês. Já os Estados Unidos estão legalmente obrigados por lei a fornecer a Taiwan os meios necessários para a autodefesa.

Este é um tema para analisarmos daqui a pouco no Gabinete de Guerra, hoje com a análise de Miguel Baumgartner, especialista em Relações Internacionais. São 7h11, Carla, que outras notícias marcam a atualidade?

O Tribunal Administrativo de Lisboa começa hoje a julgar a ação de José Sócrates contra o Estado. Remonta à 2017. O ex-primeiro-ministro exige ser indenizado em, pelo menos, 50 mil euros, isto devido à duração do processo Marquês. Em causa está, sobretudo, a alegada violação pelo Ministério Público dos prazos para a conclusão do inquérito. Israel e Líbano realizam hoje, nos Estados Unidos, uma terceira ronda de negociações. O objetivo é tentar alcançar um acordo de paz sob mediação norte-americana. Os contactos devem prolongar-se até amanhã. 15 países competem mais logo pelos 10 lugares na final do Festival Eurovisão da Canção. A semifinal começa às 8 da noite, hora de Lisboa. A final está marcada para sábado, na Áustria, sendo que Portugal, já sabemos, vai falhar a gala pela primeira vez desde 2019. E agora, o que seria se tivessem a inteligência artificial como chefe?

Com o chefe?

Com o chefe. Começou a ser o vosso chefe. Gostavam.

Tinha que ter muito cuidado nos prompts.

Uma relação um bocadinho fria. Era isso que eu ia dizer. Não dava para almoçar com ela. Pois não.

Também não almoço assim tantas vezes. Almoço sempre com o teu chefe.

Vocês já estão a desconfiar. O que é que acontece? Há um café na Suécia em que os empregados são humanos, mas é um agente de inteligência artificial desenvolvido pelo Gemini, da Google, que supervisiona quase todas as áreas do negócio, desde os recursos humanos, a contratação de funcionários, até à gestão de stock. Ao que parece, os empregados não estão muito contentes, porque o chefe envia mensagens fora do horário de trabalho.

Eu pensava que isto era só dos humanos.

Pois, não. Mas na Suécia não é como em Portugal e isto não é nada bem visto.

E se for preciso falar com o gerente, como é que os clientes podem fazer?

Há um telemóvel no café e os clientes podem fazer perguntas à assistente virtual. É claro que isto está a levantar um debate ético muito importante e muito intenso. Habituem-se.