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São 7 horas. As notícias com Carlos Pedro. Jornal das 7, na Rádio Observador, a abrir com a atualidade internacional. Donald Trump afirma que os Estados Unidos têm mil mísseis prontos e apontados para destruir e dizimar o Irão. A ameaça é feita através de um post na Truth Social, já nesta madrugada, e surge como uma resposta à alegada tentativa iraniana de assassinato. A informação foi revelada pelos serviços secretos israelitas, que dizem que o Irão tinha um plano para assassinar o presidente dos Estados Unidos. Na publicação, Trump avisa que o exército norte-americano está pronto e recebeu ordens para destruir o Irão por completo, caso ocorra, de fato, essa tentativa. Trump acrescenta que Washington está pronto para bombardear Teerão durante um ano ou mais. Ainda pelo Médio Oriente, os norte-americanos estão à espera de um comunicado vindo do Irão a confirmar a reabertura do estreito de Ormuz. A notícia é avançada pelo portal Axios e cita fontes diplomáticas norte-americanas. Washington espera que a comunicação seja publicada até ao dia de hoje. Uma das fontes diz, e passo a citar: "Queremos que eles digam publicamente que vão parar os ataques aos navios, explicitamente ou pelo menos implicitamente reconheçam que estragaram tudo". Outra das fontes citadas pela imprensa internacional avisa que se não for feito nenhum anúncio no prazo estipulado, não será um bom dia para o Irão. E vem aí uma nova subida dos preços do combustível na próxima semana. O aumento vai fazer-se sentir mesmo com o reforço do desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos determinado pelo governo. De acordo com as previsões da ANAREC, o preço do gasóleo deverá registar uma subida de cerca de €0,07 por litro. Já a gasolina deverá sofrer um agravamento de quase €0,03 por litro. O Chega vai, a esse respeito, propor a indexação do preço dos combustíveis às descidas registadas no mercado internacional. O partido de André Ventura pretende que sempre que o preço do petróleo baixe no mercado internacional, os preços nas bombas nacionais desçam também na mesma proporção. Ventura quer os consumidores portugueses a sentir também o efeito da queda do preço do crude.

Quando o mercado internacional desce os preços do petróleo, os preços do gasóleo e da gasolina devem descer na mesma proporção, para que as pessoas não sintam apenas que só têm aumentos quando o mercado internacional aumenta, mas nunca têm a diminuição proporcional quando há essa diminuição também no mercado internacional de petróleo.

Na sede do partido, em Lisboa, numa comunicação aos jornalistas, André Ventura criticou também a ida do primeiro-ministro ao festival NOS Alive, com incêndios ativos no país e a crise da água em Almada. A uma semana do debate sobre o Estado da Nação no Parlamento, o presidente do Chega antecipa-se nas considerações.

E o Estado da Nação não é bom. O Estado da Nação é mau, é péssimo, mas também é mau e péssimo o governo que temos, porque não consegue ser proativo nem nas coisas mais básicas que se exige a um governo perante os seus cidadãos. Sempre que vêm problemas, sejam eles de falta d'água, de aumento dos combustíveis ou do custo de vida, o governo inventa uma reforma qualquer que quer fazer para tentar desviar as atenções. Mas nenhuma reforma que invente muda o que as pessoas sentem no bolso delas.

O líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa na sede do partido. Seguimos com a crise no abastecimento de água em Almada. Terminou há sensivelmente uma hora a suspensão do serviço nas localidades de Laranjeiro, Feijó, Vale de Flores, Barrocas, Cova da Piedade e Escadinho. Estava agendado até às 6h pela autarquia de Inês de Medeiros, um corte no abastecimento de água, uma medida imposta devido à situação de alerta declarada na passada quarta-feira. Estas falhas têm provocado fortes protestos no Conselho. Um grupo de moradores do Monte da Caparica realizou uma manifestação para exigir a reposição do normal reabastecimento de água. A concentração aconteceu junto à estação de comboios do Pragal. O protesto foi mobilizado através das redes sociais para expressar a indignação dos munícipes face às falhas do serviço à Agência Lusa. Uma das participantes explica que a ideia de convocar este novo protesto surgiu após o cordão humano realizado na Costa da Caparica na quinta-feira anteontem. Cerca de 1500 pessoas exigiram soluções e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros. Passamos agora para a polêmica em torno dos exames nacionais. Falta uma semana para os resultados serem divulgados e o número de constrangimentos continua a aumentar. O PS exige que o ministro da Educação esclareça se há ou não exames nacionais incompletos que já foram alvo de classificação. É um pedido que surge na sequência da denúncia do movimento Missão Escola Pública, que avisa que está a ser pedido a professores classificadores que recebam respostas incompletas dos exames para as avaliarem tal como estão, isto caso as folhas em falta não cheguem até o final do processo de correção. Perante esta denúncia, o deputado socialista Eurico Brilhante Dias apela ao ministro da Educação que esclareça o caso.

A afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está, neste momento, a ser colocada em causa. Aquilo que nós esperamos é que o senhor ministro da Educação, ainda mesmo antes de ir ao Parlamento, eu diria nas próximas horas, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se necessário for, esse procedimento.

O deputado do PS Eurico Brilhante Dias diz ainda que o ministro Fernando Alexandre deve nas próximas horas garantir às famílias e aos alunos que os testes estão a ser corrigidos de forma integral. Antes de olharmos para os incêndios em Espanha, arranca hoje em Sintra o 17º Congresso do LIVRE. A reunião magna do partido será marcada pelo início de uma nova fase no LIVRE, a começar pela saída de Rui Tavares do cargo de porta-voz. O início dos trabalhos está marcado para às 10h00, no Oquei Club de Sintra, em Lisboa, onde cerca de 500 congressistas vão eleger os órgãos nacionais para os próximos dois anos. São candidatas à direção três listas. A lista A é encabeçada por Isabel Mendes Lopes e tem como número dois Jorge Pinto, que se propõem os dois a ocupar o cargo de porta-voz em dupla. Em terceiro, surge Rui Tavares, que se propõe a ficar na direção com o pelouro da estratégia, comunicação e formação. Há ainda mais duas listas que convergem nas acusações de uma excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes e do grupo parlamentar. Em Espanha, o incêndio de Los Galardos, em Almeria, continua fora do controle dos bombeiros, relata o jornal "El País". A imprensa espanhola diz que os ventos de 50 km/h estão a dificultar o trabalho às autoridades. Doze pessoas morreram, oito ficaram feridas e há 23 desaparecidos, de acordo com os dados confirmados pelo presidente do Governo Regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, que já decretou três dias de luto na região. O incêndio começou na quinta-feira e já afetou 5 mil hectares, forçou a saída também do local afetado de 1400 pessoas. As investigações apontam para um cabo elétrico caído como a origem do fogo. Fechamos com o Mundial de Futebol. Está definida a primeira meia-final da prova. A Espanha venceu ontem a Bélgica por 2x1 e vai agora medir forças com a França. Os espanhóis começaram a vencer com um gol marcado à meia hora de jogo por Fabian Ruiz. A seleção belga empatou aos 41 minutos por De Ketelaere. O gol da vitória espanhola surgiu nos minutos finais, novamente pela autoria de Mikel Merino, o carrasco português, aos 88 minutos. O número seis espanhol voltou a ser o herói depois do gol marcado frente a Portugal na eliminatória anterior. A Espanha apura-se assim para as meias-finais, vai defrontar a França no dia 14 de julho, Dia Nacional de França, que celebra o início da Revolução Francesa com a Tomada da Bastilha. Este fim de semana jogam-se outros dois encontros destes quartos-final do Campeonato Mundo de Futebol, Noruega e Inglaterra às 22h00 e o Argentina e Suíça já de madrugada, para os mais corajosos, às 2h00. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à antena da Rádio Observador quando forem 7h30. Até já.