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Coimbra e Leiria. Notícias às 19h na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. A Iniciativa Liberal vai pedir o adiamento do debate sobre o Estado da Nação, que está marcado para a próxima quinta-feira. A bancada parlamentar entende que é preciso primeiro ouvir o Ministro da Educação sobre os exames nacionais.

A Iniciativa Liberal já enviou um requerimento ao presidente da Assembleia da República a pedir a discussão do assunto na próxima reunião da conferência de líderes, marcada para amanhã. O líder parlamentar, Mário Amorim Lopes, explica que tendo em conta que Fernando Alexandre foi chamado para um debate de urgência na próxima sexta-feira, faz sentido que o debate do Estado da Nação só aconteça depois.

Numa altura em que os alunos e os pais estão ansiosos com o processo mal conduzido dos exames nacionais, o que importa debater agora são esses mesmos exames. E por isso a nossa proposta é clara: que o debate do Estado da Nação seja adiado para a próxima semana e que esta semana se realize, sim, um debate de urgência com o Ministro da Educação sobre os exames nacionais. E que seja um debate para informar, para esclarecer e, sobretudo, para serenar alunos e famílias.

Mário Amorim Lopes, o presidente da bancada parlamentar da Iniciativa Liberal, a explicar por que quer adiar o debate do Estado da Nação com a presença do governo. É tradicionalmente o debate de encerramento dos trabalhos parlamentares antes das férias. Os liberais propõem que essa discussão aconteça na quarta ou na quinta-feira da próxima semana. A Rádio Observador já está a pedir uma reação dos restantes grupos parlamentares, que amanhã terão de pronunciar sobre esta proposta na conferência de líderes.

Ainda sobre os exames nacionais, os professores classificadores têm até o final do dia de hoje para concluir a correção de todas as avaliações. No entanto, há plataformas que continuam a relatar problemas, mas os diretores escolares dizem que é tempo de confiar nas garantias do Ministro da Educação.

Fernando Alexandre, que ontem esteve reunido com vários organismos do setor da educação. Os diretores e administradores escolares saíram do encontro com a garantia de que as provas estão praticamente todas corrigidas e que sim, há condições para que na próxima sexta-feira os alunos tenham acesso às classificações. No final do encontro, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, Filinto Lima, estava confiante.

Nós estamos a um dia do término dos professores acabarem o seu trabalho e, por esse motivo, e também pela porcentagem que parece ser elevada, 95% dos itens neste momento estão corrigidos, levam a crer que de fato nós no dia 17 possamos afixar as pautas. Por esse motivo.

Portanto, é esse indicador que dá essa esperança.

É só esse indicador que me dá essa esperança, com certeza. Uma esperança que eu acho que é reforçada, mas temos que esperar pelo dia 17. Na mesma também vê para crer, eu quero muito, quero ver as pautas afixadas nas escolas. Acho que é uma grande vitória das nossas escolas, se isso acontecer.

Declarações do presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, Filinto Lima, depois da reunião de ontem com o ministro da Educação. É hoje que termina o prazo para os professores entregarem as classificações dos exames nacionais. O ministro vai estar no Parlamento para um debate de urgência no dia em que os alunos terão acesso aos resultados.

Carla, vamos agora aos mais recentes desenvolvimentos da polêmica relacionada com o ministro da Administração Interna. Luís Neves terá construído uma piscina e não um tanque no monte em Odemira e a Câmara Municipal não recebeu nenhum pedido de licença, nem comunicação prévia.

As imagens reveladas ontem pela TVI e a CNN Portugal mostram que a propriedade tem, de fato, uma piscina, quando o ministro tinha dito que se tratava apenas de um tanque. Ora, de acordo com os especialistas ouvidos pelo Observador, Luís Neves teria de ter feito uma comunicação prévia à autarquia de Odemira, por se tratar de uma obra urbanística, algo que não terá feito. Nas várias entrevistas que deu nos últimos dias, o ministro da Administração Interna assegurou que estava a tratar da licença para as obras neste monte no Alentejo. Frisou que não o fez anteriormente por achar que não era necessário.

Carla, importa também perceber as possíveis implicações reais do caso que envolve Luís Neves e o empreiteiro que trabalhou para a PJ.

Vamos recordar o que está em causa. A reportagem do Nascer do Sol revelou, na semana passada, que Luís Neves contratou para realizar obras numa residência pessoal, um empreiteiro que já tinha trabalhado para a PJ, quando o ministro estava na liderança da instituição. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica os dois cenários em que este caso pode ser grave.

Só pode haver aqui um problema sério se das duas, uma: se Luís Neves interferiu nos concursos públicos da Polícia Judiciária para que esse empreiteiro fosse contratado, isso é um problema muito sério.

Claro.

Não existe nenhum indício nesse sentido, nem de perto nem de longe. Nenhum. Ou então Luís Neves não pagou estas obras que o João Carvalho fez na sua casa. E é isso que nós pedimos desde sexta-feira ao Ministro da Administração Interna, ao doutor Luís Neves: "Faz favor, mostra-nos os comprovativos." Enfim, com os comprovantes e os pagamentos, eu acho que o assunto acaba.

O que ainda não aconteceu. Luís Rosa, o redator principal do Observador na história do dia de hoje.

André Ventura anuncia que o Chega vai pedir a demissão do ministro da Administração Interna.

André Ventura diz que Luís Neves tem explicações para dar sobre esta questão das obras em casa, mas também sobre uma outra. O presidente do Chega alega que foi ameaçado pelo ministro no Parlamento e denuncia tentativas de intimidação por parte de membros do governo. Por isso, Ventura diz que o caminho é só um.

E na quinta-feira, o partido Chega terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, de dizer ao primeiro-ministro que este ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si, diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal.

É a nossa democracia que está em causa.

Afirmações feitas numa conferência de imprensa na sede do Chega ontem, com André Ventura a anunciar que vai pedir a demissão do ministro.

No Médio Oriente, pela terceira noite consecutiva, os Estados Unidos bombardearam em força o Irão. Desta vez, os ataques duraram cinco horas, mas Donald Trump continua a acreditar no acordo.

As Forças Armadas norte-americanas anunciaram ataques em todo o território iraniano. Terão sido atingidos sistemas de defesa, bases de mísseis e drones e ainda capacidades marítimas. Donald Trump falou ontem à noite aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, já com os ataques a decorrer, para prometer que esta investida militar não vai ficar por aqui.

Vamos atacá-los fortemente esta noite. Nós temos uma imensa quantidade de munições, temos números como nunca antes tivemos e vamos atacá-los e vai continuar. Vamos ver o que acontece, mas destruímos toda a capacidade ofensiva deles e estamos a controlar o estreito. Voltámos a colocar o bloqueio. E é um bloqueio que atinge só o Irão e quem fizer negócios com o Irão. Todos os restantes vão poder atravessar.

Ainda assim, o presidente norte-americano disse também que considera que é possível um acordo entre Estados Unidos e o Irão, apesar de continuar a responsabilizar Teerão pelos mais recentes ataques. Donald Trump diz que o Irão não soube honrar o acordo alcançado entre os dois países. Na resposta, a Guarda Revolucionária do Irão reivindicou ataques contra bases norte-americanas no Golfo, no Bahrein e na Jordânia, havendo um morto a registar.

São agora 7:08, Carla, que outras notícias a destacar a esta hora?

O Estado vai mesmo ter de pagar €50 mil de indemnização a um arguido do processo do roubo de armas em Tancos, pelo tempo que passou na prisão, tendo sido depois absolvido. A decisão é do Supremo Tribunal de Justiça e reverte o entendimento da Relação de Lisboa, que no ano passado tinha recusado esse direito. O Jornal de Notícias teve acesso ao acórdão. As juízas defendem que não é o arguido que tem de provar a inocência para que possa ser indemnizado. Gabriel Moreira passou dois anos, cinco meses e dois dias preso. Foi um dos dois arguidos absolvidos depois do julgamento, por falta de prova. Vai passar a ser automática a atribuição do número da Segurança Social aos imigrantes que vivem em Portugal. A informação é avançada pelo presidente do Instituto de Informática da Segurança Social, numa entrevista ao jornal Público. A partir do final deste mês, os imigrantes podem pedir o número diretamente na AIMA, sem terem de se dirigir aos balcões da Segurança Social. É uma medida que pretende aliviar a sobrecarga dos serviços presenciais. Hoje começam os jogos das meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol. França e Espanha vão defrontar-se mais logo à noite, em Dallas. O outro jogo entre Inglaterra e Argentina é amanhã. As duas partidas começam quando forem 8 da noite, hora de Lisboa.