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Notícias, são 7 horas. Jornal das sete com a Carla Jorge de Carvalho. Carla, o Ministro da Educação afirma que são óbvias as resistências que existem nas escolas relativamente à reforma que o governo está a fazer no ministério. Fernando Alexandre considera ainda que houve demasiado alarmismo no que toca ao processo de digitalização dos exames nacionais.
Apesar do que correu mal, o atraso, os erros na divulgação das classificações, o Ministro da Educação entende que houve um ruído desnecessário à volta do processo. Em entrevista ontem à noite na RTP, Fernando Alexandre revelou que até o momento houve 680 casos relatados de erros nas notas e nas correções num universo de mais de 200 mil provas. Por isso, o ministro considera que houve um alarmismo exagerado e volta a garantir que os alunos que terminam agora o ensino secundário não vão sair prejudicados.
Há uma certeza que eu tive desde o início do processo, é que no final os alunos poderiam ter a nota correspondente ao trabalho que fizeram durante o seu percurso escolar. Por quê? Porque os exames estiveram sempre guardados em segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. E por isso, de facto, houve um alarmismo exagerado, porque os exames existem, estão guardados, estão protegidos, e todas as situações que têm vindo a público e que nós tornamos sempre muito transparentes, de incorreções, de erros, de desconformidades que resultam de várias dimensões, têm vindo, podem ser corrigidas e vão ser corrigidas.
O ministro da Educação diz ainda que os registros que tinha sobre a digitalização da prova de Filosofia, o teste piloto do ano passado, lhe davam garantias de que havia, de facto, condições para avançar com esta reforma em todos os exames nacionais, apesar de ter dito também há dias no Parlamento que não tinha nenhum relatório escrito sobre esse projeto piloto do ano passado. Fernando Alexandre foi também questionado sobre as palavras do primeiro-ministro, que disse que havia resistências de alguns professores no processo de classificação dos exames. O ministro concorda com as palavras do Luís Montenegro, apesar de dizer que não as interpretou como um ataque aos professores.
O senhor primeiro-ministro não disse isso dessa maneira. Eu não fiz essa leitura e sei bem qual é o pensamento dele. O que nós sabemos é que, obviamente, estamos a fazer uma grande reforma e uma reforma com esta amplitude, modéstia à parte, ninguém se atreveu a fazer, precisamente porque ela tem riscos. Obviamente, há resistências. Quer dizer, veja uma coisa, nós reduzimos em mais de 40% os cargos de direção superior. É disso que estamos a falar. Nós aqui estamos a fazer uma reforma que resulta da identificação de fragilidades do sistema, de redundâncias. Veja uma coisa, eu tinha três direções gerais para os recursos humanos e nenhuma delas me conseguia dizer qual é o número de professores correto.
O ministro da Educação diz também nesta entrevista à RTP que reúne, continua a reunir as condições para continuar no cargo. Fernando Alexandre diz que deixa de ter essas condições, caso se repitam os mesmos erros na segunda fase, embora ressalve que a última palavra é sempre a do primeiro-ministro. A segunda fase dos exames nacionais decorre até o final desta semana. Os alunos que se inscreveram para realizarem as provas uma segunda vez vão poder também fazer um terceiro exame na época especial que o governo criou a partir de setembro.
E agora o caso que envolve o ministro da Administração Interna. Os advogados ligados ao processo do atrelado de droga, apreendido pela Polícia Judiciária, dizem que pode estar em causa a validade da prova quando começar o julgamento.
A movimentação do atrelado do Seixal para Barcelos pode comprometer a chamada cadeia de custódia da prova, ou seja, todos os procedimentos legais como o registro, a documentação e o acompanhamento de uma determinada prova, desde a apreensão até à decisão final do processo, têm que ser protegidos e salvaguardados para evitar qualquer adulteração ou contaminação. De acordo com vários advogados consultados pelo Observador, essa garantia pode ter ficado comprometida a partir do momento em que o atrelado apreendido pela PJ saiu das instalações da Marinha, no Seixal, para a guarda da empresa do empreiteiro João Carvalho, em Barcelos. Essa movimentação está, de resto, a ser investigada num novo processo pelo DIAP regional de Lisboa e promete marcar o arranque do julgamento dos 19 arguidos, um julgamento que ainda não tem data marcada.
E este é um artigo que pode ler com mais pormenor a esta hora no site do Observador. André Ventura volta a não fechar a porta a uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna.
O presidente do CHEGA considera que a imagem da Polícia Judiciária está neste momento comprometida por causa do Luís Neves. Em entrevista à SIC Notícias, André Ventura diz que o caso chegou a contornos inadmissíveis e, por isso, tanto o ministro como Luís Montenegro devem explicações ao país e admite uma comissão parlamentar de inquérito.
Neste momento, a PJ, que é uma instituição altamente credível, tem a imagem comprometida. E tem a imagem comprometida por causa da atuação do Luís Neves e por causa da atuação de um ministro que tutelou a polícia.
E se ele se demitir, a imagem da Polícia Judiciária fica boa, é isso?
A investigação vai ter que continuar, mas as pessoas sentiram que há consequência e que há credibilidade e que tem que haver outro ministro da Administração Interna. Admitimos a possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito, se o governo e Luís Neves insistirem em não dar explicações que de outra forma não podem ser dadas.
André Ventura insiste na demissão do ministro da Administração Interna. O presidente do CHEGA considera que Luís Neves chegou ao fim da linha no governo.
A poucos meses do início da discussão do Orçamento do Estado para 2027, o líder do PS impõe condições para a negociação do documento com o governo.
José Luís Carneiro chama-lhe prioridades na entrevista que dá hoje ao Público e à Renascença e recusa falar em linhas vermelhas. Sem concretizar, diz apenas que os valores constitucionais e a segurança das pensões vão definir a posição do partido sobre a discussão do orçamento. Afirma que neste momento está tudo em aberto e que vai aguardar pela apresentação do documento. O secretário-geral socialista revela também que ficou de conversar com o primeiro-ministro ainda este mês ou em setembro. Em cima da mesa, diz Carneiro, estão matérias como a segurança, a defesa e também o próximo orçamento. Nesta entrevista e sobre uma eventual revisão constitucional, Carneiro garante que o PS não deixará de apresentar a sua visão sobre o assunto, mas avisa desde já que é inegociável remover os limites materiais à alteração da Constituição.
Destaque agora para o incêndio em Alijó, no distrito de Vila Real. O fogo foi esta manhã dominado. No terreno continuam, a esta hora, cerca de 500 operacionais.
De acordo com o último balanço feito pela Proteção Civil à Agência Lusa, o fogo foi dominado por volta das 6h20. Dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros durante o combate às chamas. Este fogo começou às 13h de ontem, chegou a obrigar ao corte da circulação no IC5, nos dois sentidos, situação que acabou por ficar normalizada pouco depois da meia-noite. Também já durante esta noite, entrou em fase de resolução um outro incêndio no concelho de Mafra. Um fogo que chegou a ser combatido com sete meios aéreos e que provocou atrasos nas partidas e chegadas ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, devido à elevada presença de fumo.
Carla, vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
Realiza-se hoje, na Basílica da Estrela, em Lisboa, o velório de Luís Represas. O velório é aberto ao público entre as 16h e as 22h30. O funeral é amanhã, no mesmo local, reservado à família. Luís Represas morreu ontem, aos 69 anos. O governo deve discutir hoje, em Conselho de Ministros, a criação de juízos especializados em imigração e proteção internacional, e também o fim da concentração dos processos contra a AIMA em Lisboa. De acordo com o Jornal de Notícias, o Executivo pretende tornar estes processos mais rápidos. A medida há de constar do Plano Nacional de Integração de Imigrantes, que deve ser apresentado até ao final deste verão. Esta foi mais uma noite de ataques entre Estados Unidos e Irão. É a 12ª noite consecutiva de bombardeamentos. O Comando Central Norte-Americano diz ter atingido, desta vez, alvos militares para degradar a capacidade do Irão de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz. No futebol, o Benfica arranca hoje oficialmente a época, com a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Os encarnados jogam frente ao St. Gallen, na Suíça. Na antevisão da partida, o treinador Marco Silva admite que a equipa tem um grande desafio pela frente, tendo em conta o pouco tempo de trabalho. Já ontem, o Sporting de Braga entrou a vencer na segunda pré-eliminatória de acesso à Liga Conferência. Venceu na Sérvia por 1 x 0, o conjunto do Zeljezničar Pančevo. O Mundial já terminou, mas ainda ninguém se esqueceu da histórica campanha de Cabo Verde, incluindo o presidente da República, António José Seguro.
Que está em Cabo Verde, em visita oficial. Fez comentários futebolísticos.
Não só fez comentários futebolísticos, como foi surpreendido pelo selecionador cabo-verdiano, Bobista, juntamente com o presidente da Federação, Mário Semedo. Os dois foram ao encontro de Seguro durante uma feira do livro. E o que é que fez Bobista? Entregou ao chefe de Estado português uma camisola muito especial.
Do Vozinha. Do Sidney Cabral. Do Sidney Cabral também.
Do Vozinha mesmo, o guarda-redes que fez furor e que é agora uma grande estrela nas redes sociais. Vamos ouvir um pouco da conversa que se seguiu logo a seguir à entrega da camisola.
É a pureza do desporto e a pureza do futebol. A capacidade de juntar talentos, jogar em equipa e acreditar. Isso é fabuloso.
O Vozinha estar aqui.
Não estava à espera desta surpresa e, portanto, está comigo. É extraordinário. Eu agradeço muito. Isto é que é a verdadeira morabeza.
Seguro, muito contente, radiante com a camisola de Vozinha, que é preciso dizer, foi escolhido pela FIFA para o melhor 11 do Mundial. Foi considerado o melhor guarda-redes do Campeonato do Mundo e lá está, a estrela sensação das redes sociais.
Espero que António José Seguro use esta camisola naquelas peladinhas com os amigos. Eu estava à espera que o Bobista lhe desse a tática para a seleção portuguesa nos próximos anos.
Ele perguntou: "Qual é o segredo?" E o técnico disse: "Muito trabalho". Ora vai ver.
Fica por aqui o jornal.
Não há segredo a fazer.
Fica por aqui o jornal das 19h com a Carla Jorge Carvalho. Atualizamos notícias na Rádio Observador às 19h30.