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Jornal das 7, edição com a Carla Jorge de Carvalho. Carla, o Ministério da Educação vai pagar aos professores €1 por cada resposta classificada nos exames nacionais. O ministério, liderado por Fernando Alexandre, revela ainda que os professores vão receber €12 por cada prova reapreciada.
A tabela de pagamento aos professores classificadores consta de um comunicado do ministério enviado ontem à noite às redações. É ainda indicado que os professores vão receber €10 por cada prova classificada em suporte físico, casos de Geometria Descritiva e Desenho A, e €18 por cada exame classificado no âmbito de uma reclamação. A medida aplica-se aos exames nacionais da primeira e segunda fases, bem como à época especial de setembro. Neste comunicado, o ministério reconhece o papel dos docentes no processo de avaliação. Lembra o contexto de particular exigência que implicou trabalho à noite e aos fins de semana, pelo que entende compensar todos os professores classificadores.
O processo de correção dos exames desta segunda fase começou ontem e já com alguns problemas, nomeadamente com a falta de professores.
É o que denuncia ao Observador a Missão Escola Pública. Ainda não foram convocados todos os professores classificadores. O processo está dependente de uma nova plataforma, Carlos Pedro.
É uma plataforma onde os diretores escolares devem indicar que professores estão disponíveis para a classificação das provas. Sempre que há um caso de indisponibilidade, a substituição pode ser feita de forma mais rápida e direta. Só que na véspera do início do período de correção, nem todos tinham conseguido aceder à plataforma. A Missão Escola Pública revela que existem escolas onde ainda nenhum professor foi convocado para a segunda fase.
Carlos, a convocatória para classificar itens de exames nacionais não pode ser recusada, mas o mesmo não acontece quando falamos de pedidos de reapreciações. Esses podem ser recusados.
Os professores são legalmente obrigados a classificar os exames da segunda fase, mas têm de ser formalmente convocados. Caso tenham férias marcadas, podem ter de alterar os dias. Outro grupo de docentes, a MetaProf, revela ao Observador que o grande receio é que não haja professores classificadores disponíveis para todo o trabalho e revela que há diretores a convocar colegas por chamada, à semelhança do que aconteceu na primeira fase.
E quando olhamos para ontem, o primeiro dia de classificação, há também problemas antigos que se repetem.
Professores e diretores escolares contam que voltaram a surgir problemas, ainda que em menor dimensão. A plataforma foi abaixo. Há relatos de professores que não conseguiram aceder ou não tiveram folhas de continuação. Também outros professores contam que receberam itens para corrigir, sem terem sido convocados para a segunda fase.
Carlos Pedro, com o balanço do primeiro dia de correção dos exames nacionais. O Observador pediu também esclarecimentos e um balanço ao Educa e ao Ministério da Educação, mas não obteve resposta. De acordo com os números revelados ontem pelo ministro, no total, há 90 mil provas da segunda fase por corrigir, a que se somam outros 15 mil pedidos de reapreciação. Ao todo, são pelo menos 105 mil provas para classificar, número que pode vir a aumentar.
O Chega admite chamar António Costa e Luís Montenegro à Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária.
André Ventura ressalva que a lista das pessoas que o Chega quer ouvir ainda não está fechada, mas garante que todos os envolvidos vão ser chamados a prestar esclarecimentos. O presidente do Chega lembra que na Operação Influencer, tal como na Operação Marquês, o Ministério Público prescindiu da cooperação da Judiciária e preferiu a PSP para participar na investigação, uma atitude que, na altura, mereceu muitas críticas à então procuradora-geral da República, Lucília Gago. Por isso, em entrevista à CMTV, André Ventura admite chamar tanto o atual primeiro-ministro como o anterior, António Costa, à Comissão Parlamentar de Inquérito. O primeiro-ministro é uma opção?
O atual provavelmente poderá ser. O anterior, com toda a certeza será, porque está em causa a Operação Influencer.
Diretores de serviço da Polícia Judiciária.
Pode vir a acontecer. Nós ainda queremos avaliar isso com detalhe.
O empreiteiro.
Mas todos os que estão envolvidos naquilo que é preciso esclarecimento, eu acho que podem ser chamados.
Então, mas não tem uma lista fechada ainda?
Não, a comissão de inquérito agora é enviada para o presidente do Parlamento. O presidente do Parlamento tem que dar autorização, porque ela é potestativa.
Sim, mas podia já ter uma ideia de quem é que quer chamar.
E temos, mas não quero antecipar isso, porque acho que isso é uma das questões também estratégicas de uma comissão de inquérito.
André Ventura, na entrevista ontem à noite à CMTV, critica a posição do PS sobre este caso que envolve Luís Neves, acusa os socialistas de não quererem procurar esclarecimentos e sugere que estão a proteger o ministro da Administração Interna.
Sobre esta mesma polêmica, a ex-diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária diz que nunca foi informada sobre o desaparecimento do atrelado que acabou na empresa do empreiteiro amigo de Luís Neves.
Luísa Proença acompanhou o atual ministro da Administração Interna na PJ entre 2018 e o início deste ano. Era a responsável pela gestão dos bens apreendidos pela polícia. Questionada pela TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol, diz que só tomou conhecimento do caso pela comunicação social e garante que nunca foi informada da saída do atrelado do parque de apreendidos do Seixal, nem de qualquer pedido urgente de remoção.
A menina de 12 anos encontrada no Aeroporto de Lisboa e que terá sido vendida pelos pais para casar em França, foi levada para um centro de acolhimento para crianças e jovens vítimas de tráfico humano.
A informação é avançada ao Observador pelo Centro de Acolhimento, que sublinha que a grande maioria deste tipo de casos é sinalizada precisamente no aeroporto. A menor, que está neste centro desde sábado, está aparentemente tranquila e a conseguir interagir com as outras crianças. Foi encontrada no Aeroporto de Lisboa no sábado, acompanhada por uma mulher que se fez passar pela mãe. Vinham do Senegal com destino a França. A PSP detectou irregularidades no passaporte e a própria menor denunciou que estava a ser levada para França para casar com um homem depois de ser vendida pela família para saldar uma dívida. A editora adjunta de sociedade do Observador, Leonor Riso, explica que a mulher ficou em prisão preventiva e está a ser investigada pela Judiciária por alegado tráfico de seres humanos. Já a menina de 12 anos está ao abrigo de um centro que dá apoio a este tipo de vítimas. Vamos recordar estes esclarecimentos da Leonor Riso.
Neste momento já está a interagir com as outras crianças.
O que é um bom sinal.
O que é um bom sinal. E quando há essa interação, aquilo que sabemos é que há uma abordagem feita pelas próprias crianças em dizer: "Olha, eu também passei por isso, eu também estive no aeroporto como tu". E, por exemplo, há quem lhe diga: "Olha, tu agora não tens telemóvel aqui". Ou seja, há essa abordagem.
Quase que incluí-la naquela comunidade de crianças que passaram pela mesma experiência altamente traumática.
E também é importante ressalvar que tanto estas pessoas da organização Acto, como a equipe multidisciplinar, como a PSP e a Frontex, tiveram e têm formações e têm uma abordagem especial para lidar com crianças vítimas de tráfico de pessoas.
A editora adjunta de sociedade do Observador, Linor Rizzo, na história do dia. O caso vai ser acompanhado por um tribunal. A criança vai ficar com uma medida de proteção de menores. Linor Rizzo explica o que pode acontecer a partir de agora.
Há aqui três possibilidades: ou ficará em Portugal e será integrada no sistema de resposta a crianças neste tipo de situações, ou vai para o país de origem, se se perceber que há lá familiares que a possam receber e que tenham condições para tal, ou então irá para reagrupamento familiar. Imaginemos que se descobre que há familiares na Europa que possam ficar com ela. Então, por exemplo, esta associação, que tem a guarda da menina, pode comunicar com o Serviço Social Europeu, como se chama, e tentar definir se há realmente uma resposta de familiares na Europa, por exemplo, para onde ela possa ir.
A criança é cidadã da República Democrática do Congo. Já a mulher que se fez passar pela mãe é francesa, tem 45 anos.
É um tema em destaque a esta hora no site do Observador e que também pode ouvir desenvolvido na história do dia desta terça-feira. Viramos atenções para os incêndios. Há dois fogos ativos a esta hora em Portugal. O que mais preocupa é o da Guarda, que está a ser combatido por 300 operacionais, apoiados por 90 viaturas.
O incêndio começou ontem à hora de almoço, na localidade de Rochoso, perto do Sabugal. Há registro de cinco bombeiros com ferimentos ligeiros, é o que indica a Proteção Civil, que adianta que ontem à noite o incêndio tinha duas frentes ativas com vários quilômetros de extensão. Destaque também para o incêndio de Penafiel, na localidade de Duas Igrejas. Está a ser combatido, nesta altura, por mais de 200 operacionais, apoiados por 70 viaturas. Hoje, quase todos os distritos do continente voltam a estar sob aviso amarelo por causa do calor. Faro é a única exceção, é o que indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Todos os distritos do norte e centro de Portugal continental e ainda Beja e Faro estão em perigo máximo de incêndio. O resto do território está em perigo muito elevado.
Os incêndios que também preocupam lá por fora, em Espanha, o governo vai os declarar como zonas de catástrofe, os territórios atingidos pelos fogos que têm devastado várias regiões do país.
Uma medida anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. O objetivo é dar início ao processo de reconstrução e recuperação das áreas afetadas o mais rapidamente possível. O decreto vai ser aprovado pelo Conselho de Ministros e deve permitir avançar com o levantamento dos danos provocados pelos fogos, para depois definir as medidas de apoio necessárias. As autoridades continuam o combate a dois grandes incêndios perto de Madri, com o de Ávila a ser já o maior fogo de sempre em Espanha. Consumiu nos últimos dias mais de 50 mil hectares. França também está a tentar dominar os incêndios que afetam, sobretudo, a região de Bordéus. Espera-se uma nova onda de calor e por isso as autoridades falam numa corrida contra o tempo. Cerca de 3 mil portugueses e lusodescendentes foram transferidos para centros de acolhimento, devido precisamente a este fogo perto de Bordéus. O governo confirmou ontem que não há registro de vítimas portuguesas na sequência destes fogos.
São 7h10. Olhamos para outras notícias também em destaque a esta hora.
Nasceram mais 900 bebês até junho deste ano do que no mesmo período do ano passado. 43 mil bebês fizeram o teste do pezinho nos primeiros seis meses deste ano. Os dados são do Instituto Dr. Ricardo Jorge, que coordena o Programa Nacional de Rastreio Neonatal. Os distritos com mais nascimentos foram Lisboa, Porto, Setúbal e Braga. Em sentido contrário, os números mais baixos foram registrados em Bragança, Portalegre, Guarda e Vila Real. Um dia com muitas passagens na Casa Branca. Donald Trump recebe hoje Volodymyr Zelensky e Benjamin Netanyahu. Os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia são os temas em cima da mesa. Primeiro, é recebido Zelensky na Casa Branca, quando forem 12h30 da tarde, em Lisboa. Uma hora e meia depois, será Netanyahu a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, numa altura em que se têm tornado públicas algumas divergências quanto ao conflito no Irão. Os norte-americanos confirmaram na última noite uma nova ronda de negociações entre Israel e o Líbano, que vai decorrer a 4 de agosto, em Roma. Já estreou o novo podcast Plus do Observador, conta a história do espião português que foi apanhado a vender segredos à Rússia.
Chama-se A Vida Dupla do Espião Traidor. Recua a 2016, o ano em que Frederico Carvalhão Gil, na altura um agente do Serviço de Informações e Segurança, foi detido em Roma, depois de passar documentos classificados a um espião russo.
O caso chamou mesmo a atenção dos serviços secretos norte-americanos.
A CIA recebeu informações de que Carvalhão Gil se encontrou com agentes do SVR, a Agência Internacional dos Serviços Secretos Russos. E não é de agora, já acontece há anos. Há fortes suspeitas de que foi virado. Na gíria dos serviços de informações, a expressão virado é sinônimo de traição. É isso que está ali em causa. Carvalhão Gil está a ser sinalizado por haver evidências claras de que está a ser controlado por um serviço de informações estrangeiro. E não é um serviço qualquer. Carvalhão Gil estará a ser controlado pelas secretas russas. Vendeu-se ao SVR.
É um excerto do primeiro episódio de A Vida Dupla do Espião Traidor. É o novo podcast Plus do Observador, uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, com música original de Bruno Pernadas. A investigação e os guiões são do jornalista Pedro Rainho.
De resto, vamos receber o Pedro Rainho e o Ivo Canelas esta manhã, depois das 9h30, para conhecermos melhor este novo podcast Plus do Observador. Já sabe, há um novo episódio todas as terças-feiras no nosso site, também nas plataformas podcast e no YouTube. Se for assinante do Observador, tem acesso antecipado a todos os episódios deste novo podcast Plus.