Um homem fugiu de uma prisão no noroeste do Tennessee onde cumpria uma pena de prisão perpétua por ter assassinado um colega de trabalho há quatro anos, alertam as autoridades. O suspeito terá conseguido escapar ao usar uma brecha na vedação.

Segundo adianta a Associated Press, o Tennessee Department of Correction (TDC) deu conta de que Jacob Morley, de 28 anos, tinha desaparecido pelas 23h30 de domingo (5h30 de segunda-feira em Lisboa) do Northwest Correctional Complex, uma prisão de nível de segurança médio localizada em Tiptonville. Confirmada a sua fuga, esta agência estadual emitiu um alerta no seu site e nas suas redes sociais, partilhando imagens do recluso.

Morley foi captado pelas câmaras de vigilância a deslocar-se ainda vestido com o seu uniforme prisional. Nessas imagens não é visível o momento em que o recluso terá atravessado a vedação do estabelecimento prisional, nem as autoridades deram para já uma explicação quanto às circunstâncias desta fuga.

O fugitivo, no entanto, foi mais tarde apanhado noutras imagens de segurança a roubar uma carrinha pick-up. O Tennessee Bureau of Investigation (TBI), o departamento de investigação do estado do Tennessee afeto ao FBI, divulgou esse vídeo, em conjunto com a informação de que se trata de uma Ford F-350 de 2008.

Nestes, tal como noutros materiais que as autoridades têm divulgado, pede-se às pessoas que não se aproximem de Morley se o virem, classificando-o como perigoso. Em vez disso, devem contactar as autoridades e, para esse efeito, ofereceram uma recompensa de até 2500 dólares a quem auxiliar na sua detenção.

“Pede-se aos residentes da zona que verifiquem as câmaras de segurança domésticas e das campainhas, as câmaras de trilhos e de caça, bem como outros sistemas de vigilância, para detetar possíveis avistamentos ou atividades suspeitas”, lê-se também nos comunicados do TBI e do TDC.

O presidiário em fuga — que entretanto foi adicionado à Lista dos Mais Procurados do TBI — está agora a ser sujeito a uma caça ao homem por parte das autoridades. Segundo a AP, várias forças policiais da região têm feito pente-fino a edifícios e outras estruturas próximas da prisão, situada a cerca de 145 quilómetros a norte de Memphis, a segunda maior cidade do estado.

Morley foi condenado em 2022 pelo crime de homicídio qualificado pela morte de Cody Birchfield, seu colega de trabalho, sendo acusado de dar-lhe um tiro na nuca. A AP adianta que, quando avistou agentes a dirigir-se à sua casa, pôs-se em fuga, iniciando uma perseguição policial que terminou com a sua captura. O corpo de Birchfield foi entretanto encontrado numa grande caixa metálica escondida na residência de Morley, no condado de Carter, no Tennessee.

Além do crime de homicídio qualificado, foi também condenado por roubo agravado, profanação de cadáver, vandalismo e resistência à detenção. Descrito como sendo “solitário”, Morley alegou legítima defesa no julgamento e afirmou ter problemas de saúde mental. Foi, no entanto, condenado a prisão perpétua em fevereiro de 2025.

Este é mais um incidente comprometedor para o Tennessee Department of Correction, já que é a segunda fuga das suas prisões no espaço de uma semana — Gregory Lynn Redde, a cumprir uma pena de 15 anos, conseguiu fugir de um hospital em Nashville onde estava a receber tratamento, tendo entretanto sido capturado.

Reclusa condenada à morte que sobreviveu a duas injeções letais está “consciente e a falar”, relatam advogados

Além disso, foi o Tennessee Department of Correction o organismo responsável pela execução falhada de Christa Pike, que sobreviveu a duas doses de pentobarbital a 1 de outubro. O caso levou o seu diretor, Frank Strada, a demitir-se.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]