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Muito bom dia. Notícias às 07:00, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. O Ministro da Economia garante que Portugal vai conseguir executar tudo o que está previsto no plano de recuperação e resiliência até o prazo previsto, 31 de agosto. Manuel Castro Almeida nega que tenham sido sacrificados projetos ou devolvidas verbas.

Na reta final do PRR e três dias depois de Portugal ter recebido o nono reembolso da União Europeia, o Ministro da Economia traça um quadro muito positivo da execução do programa. Num artigo de opinião de uma página no jornal Público, o Ministro da Economia vê o país mais forte e mais moderno e rejeita também a ideia de que tenha havido truques para o sucesso da execução do PRR. Rui Casa Nova.

Manuel Castro Almeida começa por criticar aquilo que chama de uma nova narrativa, a de que o sucesso da execução do PRR foi alcançado através de reprogramações e ajustes que deixaram pelo caminho vários projetos. O ministro considera essa tese enganadora, diz que substituiu investimentos impossíveis de concretizar dentro dos prazos por outros igualmente necessários e que foi a boa gestão que resolveu todos os problemas. Nas razões para a mudança, lembra a nova realidade trazida pela guerra na Ucrânia, a crise energética europeia, a inflação, as dificuldades na contratação pública ou ainda os fenômenos climáticos extremos.

Rui, o ministro lembra que Portugal já recebeu 79% da dotação global do PRR, mas que para isso foi preciso tomar decisões difíceis e politicamente exigentes. Dá exemplos?

Sim, diz que tiveram de sair do PRR uma linha de metrô, refere-se à linha vermelha do metrô de Lisboa, uma barragem, em concreto a barragem do Pisão, e ainda um hospital, aqui numa referência ao Hospital de Lisboa Oriental, mas que com esses recursos libertados, garante que o governo reforçou o investimento na saúde, com mais camas, na rede de cuidados continuados integrados, nos paliativos e na saúde mental. Na educação, refere-se ao número de escolas a construir ou a requalificar e em mais habitação e alojamento estudantil. Castro Almeida sintetiza: com o PRR, o governo financiou inovação, desenvolvimento tecnológico e reforço da competitividade.

Rui Casa Nova, com o balanço do Ministro da Economia à execução do PRR. Neste artigo, Castro Almeida garante que o plano de recuperação e resiliência ganhou capacidade de execução sem perder ambição. Na semana passada, a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização das Medidas Especiais de Contratação Pública entregou um relatório ao Parlamento em que apontava para alguns problemas. As medidas especiais de contratação pública permitiram, de facto, acelerar os concursos do PRR, mas os principais bloqueios passaram para as fases seguintes do processo, autorizações de despesa, fiscalização prévia, litigância e procedimentos administrativos.

O Ministro da Administração Interna reconhece que as chamadas de atenção do Presidente da República são sempre vistas pelo Governo como uma forma de alerta e um motivo para pensar e corrigir aquilo que está mal.

Em causa está a prevenção e o combate aos incêndios. O Presidente da República exigiu ontem ao Governo mais trabalho na prevenção e alertou para falhas que se arrastam há anos. Numa cerimónia na Guarda, António Seguro denunciou que muito ficou por fazer desde os grandes fogos de 2017 e avisou que é urgente evitar que as medidas fiquem na gaveta. Luís Neves esteve, entretanto, em Valpaços e Mirandela a acompanhar o rescaldo dos incêndios que atingiram Trás-os-Montes. Confrontado com estes alertas, o Ministro da Administração Interna diz que vê os reparos do chefe de Estado com naturalidade.

Vejo muito bem. O senhor presidente atua no sentido de corrigir e dar nota daquilo que, no seu alto entendimento, deve ser melhorado. Há, de facto, um estudo da comissão técnica independente. Nós estamos a fazer esse percurso. Significa que ainda há questões que têm que ser feitas. O ano passado foi aprovado um grande plano para a Floresta 2050, mas naturalmente, as chamadas de atenção aos pais do senhor presidente da República são sempre vistas como uma forma de alerta e para se pensar e poder corrigir aquilo que há a corrigir.

Luís Neves, em declarações aos jornalistas, o Ministro da Administração Interna repete ainda a ideia de que mais de 95% dos incêndios são combatidos nos primeiros momentos, mas admite que é preciso fazer mais na prevenção.

Os prejuízos causados pelos incêndios vai ser um tema em destaque esta manhã. No jornal das 08:00 recebemos o presidente da Câmara de Mirandela e às 09:00 recebemos o autarca da Guarda. A Associação dos Ucranianos de Portugal questiona o PS sobre um deputado acusado de elogiar a Rússia durante uma viagem ao país. O PS garante que a acusação não corresponde à realidade.

O deputado em causa é José Carlos Barbosa, está a atravessar a Rússia a bordo do histórico comboio Transiberiano e tem feito várias publicações nas redes sociais sobre a viagem. Ora, a Associação dos Ucranianos em Portugal enviou uma carta ao secretário-geral do PS, na qual pede para que sejam avaliadas as ações do deputado socialista. Contactado pela Agência Lusa, o líder parlamentar do PS diz que estas acusações não correspondem à realidade. Eurico Brilhante Dias explica que o deputado José Carlos Barbosa está a fazer uma viagem privada e pessoal pela ferrovia entre Paredes, a terra natal, e Pequim. O líder parlamentar do PS ressalta ainda que José Carlos Barbosa tem votado, ao longo dos anos, ao lado do PS, na condenação da Federação Russa e na defesa da causa ucraniana. A Iniciativa Liberal também já tinha criticado esta viagem do deputado socialista. O próprio José Carlos Barbosa respondeu e disse que esta era uma viagem com a qual sonhava há vários anos. Defende que visitar um país não significa apoiar o seu governo e que mostrar aquilo que se vê durante uma viagem não significa fazer propaganda.

E Carla, vamos ao futebol. O Benfica empatou 2x2 com o Académico de Viseu no Estádio da Luz, na estreia no campeonato.

Os encarnados tiveram em vantagem por duas vezes, mas deixaram-se empatar. O treinador do Benfica, Marco Silva, fala num resultado muito mau e assume as culpas.

Resultado frustrante, de certeza para os nossos adeptos como para nós, e nós temos que assumir as responsabilidades. Simples como isso. Nós marcámos dois gols em casa, tivemos uma ineficácia muito grande com as oportunidades todas que criámos, mas não podemos sofrer da forma como sofremos. Esta é que é a realidade. Isso é que é importante nós falarmos e claramente vermos o que temos que melhorar, porque o resto nós não podemos mudar e não adianta despender energia com isso. Resultado muito mau para nós, assumir a culpa daquilo que foi o resultado.

Marco Silva diz ainda que o fato do jogo ter decorrido à porta fechada não pode servir de desculpa. Do lado do Académico de Viseu, o técnico Bruno Pinheiro fala num grande regresso da equipa à primeira divisão 37 anos depois.

Sentimos muito essa diferença de ritmo competitivo, mas dar os parabéns aos jogadores pela capacidade de sofrimento. Soubemos sofrer quando tínhamos que sofrer. Tentamos jogar quando pudemos jogar. Dar os parabéns e isso é bom, ter o Académico de Viseu na primeira liga 37 anos depois e conseguir este pontinho na primeira jornada no Estádio da Luz.

O técnico do Académico, que confessa ainda que a equipa acabou por beneficiar de um estádio vazio. Antes deste jogo, o Futebol Clube do Porto recebeu e venceu o Alverca por 2 x 0. Foi o único dos três grandes a vencer nesta jornada, depois do empate também do Sporting no sábado frente ao Estrela da Amadora. Já o Gil Vicente venceu o Rio Ave por 1 x 0 e o Braga empatou 2 x 2 no terreno do Moreirense. A jornada um do campeonato termina hoje com o Santa Clara a receber o Nacional. São agora 07h08, Carla, aqui outras notícias estão em destaque a esta hora. Esta madrugada foi registado um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter, que foi sentido nos concelhos de Ourique e Almodôvar, em Beja, e em Santiago do Cacém, em Setúbal. Não há registro de vítimas nem de danos. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o abalo foi registado pouco depois das 03h. Teve o epicentro a cerca de 18 km a este de Odemira. Donald Trump revela que está a negociar parcialmente com o Irão, afirma que os Estados Unidos estão a avançar com calma nas negociações e que não há no horizonte novas ameaças militares. São declarações que surgem no mesmo dia em que o Irão anuncia que um acordo com Omã para definir novas rotas no Estreito de Ormuz está já na fase final. Já Volodymyr Zelensky afirma que a Ucrânia vai fazer novos contactos com mediadores esta semana. O presidente ucraniano sublinha que o país está sempre ativo na diplomacia e promete também novos contactos para assegurar pacotes de defesa aérea. Zelensky volta ainda a acusar a Rússia de falta de vontade para pôr fim à guerra. A temperatura da superfície do mar, a nível global, em julho, foi a mais elevada alguma vez registada. É a conclusão de um relatório do Serviço de Alterações Climáticas do Copérnicus. Há também alertas sobre as ondas de calor das últimas semanas na Europa. O Serviço Copérnicus sublinha ainda que as alterações climáticas favorecem incêndios de grandes dimensões, incêndios que têm atingido sobretudo o sul da Europa. Alexis Guerin vai estrear-se hoje com a camisola amarela na Volta a Portugal em bicicleta. O francês foi o grande vencedor da quarta etapa da Volta. Venceu ontem a subida à Torre, na Serra da Estrela. Hoje é dia de contrarrelógio individual. Está prevista uma ligação de mais de 17 km entre Anadia e Águeda. Mas agora vamos ao que se vai falar durante toda a semana. Quero saber se já têm os óculos para ver o eclipse de quarta-feira. Até te queria os óculos. O Paulo até ficou a tremer.

Deixaste-me nervoso com a conversa.

A ansiedade é enorme. Ainda não chegaram.

Tenho dois pares.

Tens, Paulo?

Tenho dois pares já.

Já tens dois pares.

Comprados a uma amiga, que tinha de sobra e estou à espera de mais três. Eu preciso de muitos, eu tenho dois olhos.

Queres ver várias vezes, não é? Tens. Tens dois.

São dois olhos.

Mas há outra pergunta. Esta dos óculos é o desbloqueador de conversa da semana. Agora há outro: será que o tempo vai estar favorável para ver o eclipse? Vai. Esta parte é assim. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera mantém uma previsão meteorológica favorável à boa visibilidade do eclipse solar durante este período, que vai ser ao final da tarde. De acordo com o IPMA, o céu deve apresentar-se pouco nublado ou limpo na generalidade do território do continente. Olha, atenção tirar as fotografias com o telemóvel.

Cuidado.

O Observador tem um destaque no site, uma contagem decrescente para o eclipse e um guia com tudo o que é preciso saber para acompanharmos este fenómeno. Ponham os olhos no proferio e não no site do Observador.

Mas não no sol diretamente.

Não, no sol nunca.

Mas não no sol diretamente.