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Oito horas. Começa agora o Jornal das Oito com Carla Jorge Carvalho. Os ministros dos negócios estrangeiros e da educação chegaram esta manhã a Kiev, vão ser recebidos por Volodymyr Zelensky e anunciar apoios à reconstrução de escolas.
Vai ser uma visita de dois dias. Além da capital ucraniana, João Gomes Cravinho e João Costa vão ainda passar pela cidade de Zhytomyr, onde se realiza hoje o terceiro fórum de reconstrução da cidade, um fórum organizado por Portugal, Ucrânia e Estónia. O ministro da Educação falou já esta manhã aos jornalistas. João Costa explicou que Portugal leva planos para a reconstrução de uma escola.
Foi-nos pedido apoio pela região de Zhytomyr na reconstrução de escolas. Em particular, começarmos por um liceu grande, que foi destruído, o Liceu número 25. Nós trazemos já o plano funcional para a escola e a ideia é exatamente começarmos aqui o trabalho para a reconstrução desta escola.
Declarações do ministro da Educação esta manhã em Kiev, a revelar que a cidade de Zhytomyr pediu ajuda a Portugal para reconstruir infraestruturas escolares. Esta manhã vai ser também assinado o memorando de entendimento entre Portugal e a Ucrânia, com vista à reconstrução de estabelecimentos e de equipamentos escolares. Amanhã, a agenda dos dois ministros portugueses centra-se em discussões em torno da guerra. Gomes Cravinho vai reunir-se com Dmytro Kuleba para fazer um ponto de situação. Mais tarde, os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Educação vão ser recebidos por Volodymyr Zelensky.
O historiador Bruno Cardoso Reis lembra que embora a guerra na Ucrânia ainda não tenha acabado, é importante começar a reconstruir o país.
Foi há instantes, no Gabinete de Guerra. Bruno Cardoso Reis sublinha também que o país continua numa posição vulnerável. Vamos ouvir Bruno Cardoso Reis.
Pode-se pôr esta questão, mas vamos começar a reconstruir quando, no fundo, a Ucrânia continua vulnerável aos ataques russos, e é disso que estamos a falar. Temos de nos lembrar que a invasão tem uma linha da frente, tem uma zona ocupada, mas a Rússia tem procurado atacar sistematicamente cidades, zonas civis em todo o território ucraniano e, portanto, isso é realmente um problema. Ao mesmo tempo, e como dizias, é muito importante passar a mensagem que não vamos deixar tudo num monte de escombros até a guerra estar terminada. Até é importante também para moralizar os ucranianos, para encorajar a população civil.
Declarações de Bruno Cardoso Reis esta manhã no Gabinete de Guerra da Rádio Observador, a explicar que a reconstrução da Ucrânia nesta fase ajuda a ir moralizando a população.
E depois das eleições regionais que deram a vitória à coligação de direita, o PS Açores está inclinado a não viabilizar o governo minoritário da AD.
A Comissão Regional do PS ainda vai decidir nos próximos dias o que fazer, mas ao que apurou o Observador, em Lisboa, já se fazem contas e a direção nacional parece entender que o ônus deve ser colocado no PSD e nunca no PS. Um dirigente socialista sublinha que quem ganha é que tem de garantir as condições para governar. Não compete ao PS aprovar um programa com o qual não está comprometido. Ora, o líder do PS Açores, Vasco Cordeiro, reconheceu a derrota, mas não diz se o PS está disponível para viabilizar o programa da coligação.
Os resultados são o que são. A coligação venceu. Há a possibilidade de uma maioria de direita, coisa que nunca foi rejeitada pelo líder da coligação. E, portanto, nos próximos dias haverá certamente espaço para esse debate. Não sei se há mais alguma questão.
O PS não quer garantir essa estabilidade?
A seu tempo haveremos de falar sobre isso.
Lá mais para frente é que se vê o que faz, embora o secretário-geral do PS tenha dito ontem à noite que é improvável um entendimento com o PSD.
A coligação liderada por José Manuel Bolieiro conquistou 26 deputados nas eleições regionais. Precisava de 29 para garantir a maioria absoluta, mas José Manuel Bolieiro assegura que quer governar sozinho.
Com os 26 deputados regionais eleitos, contra os 31 dos restantes partidos. Perante este cenário, o líder da coligação de centro-direita promete governar com maioria relativa e sem o apoio de qualquer partido.
Senti, ao ouvir os resultados eleitorais e com o grau desta vitória eleitoral, repito, de 42%, de seis ilhas em nove ilhas, 13 concelhos em 19, 106 freguesias em 155, creio que não há margem para dúvidas que tenho o povo do meu lado e que esta liderança da governação não pode ceder a chantagens. Peço desculpa. Governarei com uma maioria relativa. E não se trata de uma minoria. Uma vitória nunca é uma minoria, é uma maioria de votos e de mandatos.
José Manuel Bolieiro, que durante a campanha eleitoral não fechou a porta a eventuais entendimentos com o Chega, aqui a recusar qualquer acordo.
O Chega que só viabiliza o programa da coligação se houver um acordo de governo para quatro anos.
A garantia foi deixada por André Ventura. O Chega conquistou cinco deputados, mais três do que em 2020. Já Pedro Nuno Santos diz que seria muito difícil ao PS viabilizar um governo de direita. Quanto ao líder social-democrata, atira responsabilidades para cima do PS. Miguel Vitor Dias.
Nos Açores, Luís Montenegro teve direito a púlpito e foi daí que lançou um aviso antes das declarações de Bolieiro.
Só pode haver um governo alternativo a este se todas as outras forças políticas, e em particular duas, o Partido Socialista e o Chega, se unirem, se coligarem. É, portanto, desse lado que a questão de haver uma alternativa de governo deve ser colocada.
A bola está do lado do PS, disse Montenegro, com Pedro Nuno Santos a vincar a autonomia dos socialistas dos Açores, mas a dizer que no plano nacional, o PS dificilmente daria um ok à direita.
No plano regional, será o PS Açores a determinar. No plano nacional, eu sobre isso já o disse várias vezes Nós estamos focados na vitória, é só nesse cenário que trabalhamos. Qualquer outro cenário, eu posso vos dizer que é muito difícil, praticamente impossível, que o Partido Socialista possa viabilizar um governo da direita. Seria profundamente negativo para Portugal nós termos o PS e o PSD comprometidos com a mesma governação.
Pedro Nuno Santos, na primeira eleição que enfrentou como líder do PS, a assumir a derrota.
Quando o PS ganha, ganha tudo o PS. Quando o PS perde, perde tudo o PS e hoje nós perdemos.
E antes de Pedro Nuno e de Montenegro, André Ventura procurou antecipar-se colocando o Chega no governo regional.
Que só haverá estabilidade governativa nos Açores se houver um acordo de governo para os próximos quatro anos. Quero apenas dizer que estamos a trabalhar e que vamos trabalhar amanhã, a partir de hoje e amanhã, para que esse acordo de governo seja possível.
André Ventura antes de saber que Bulieiro quer mesmo governar sozinho.
Miguel Vitero Dias e as declarações dos líderes nacionais dos partidos que têm uma palavra a dizer quanto ao futuro governo regional dos Açores.
O editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, lembra que se o PS viabilizar o programa da coligação, o PSD não precisa do apoio do Chega.
Que fez saber, mesmo durante a campanha, que só viabilizaria um governo de coligação se tivesse direito a pastas nas secretarias regionais.
André Ventura não foi tão vocal, mas José Pacheco disse, numa entrevista ao Observador, que não só queria secretarias regionais como queria escolhê-las. E se José Manuel Bulieiro não lhe quisesse dar, tinha bom remédio, era dizer ao presidente para convocar novas eleições que o Chega iria a votos de novo. Agora vamos ver se o Chega faria isso mesmo ou fará isso mesmo. Há aqui uma questão que é: se o PS viabilizar o governo, o Chega pode não ser chamado a isto, ou seja, pode continuar na oposição. Mas se o PS votar contra o programa de governo, então aí o Chega tem que tomar uma decisão. Vai querer derrubar, passado uns dias, o governo de José Manuel Bulieiro, correndo o risco de ter perdas eleitorais grandes uns meses depois em novas eleições? Isso é também uma dúvida, tal como o PS tem, que o Chega irá ter nos próximos tempos sobre aquilo que fará aqui nos Açores.
Na história do dia de hoje, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, sublinha também que se o PS nos Açores viabilizar o governo de direita, isso pode dar um sinal aos eleitores de que o partido estaria disponível para apoiar a mesma solução nas legislativas nacionais.
E o impacto nacional das eleições nos Açores vai ser o tema do Explicador de hoje, com debate entre todos os partidos com representação parlamentar e depois do jornal das 21h00. E no rescaldo das regionais nos Açores, arranca hoje a maratona de debates televisivos entre os líderes políticos, que vão ser 30 até o dia 23 de fevereiro.
Vão ser divididos entre os três canais generalistas. Alguns vão passar apenas no cabo. À semelhança do que aconteceu para as legislativas de 2020, estes frente a frente vão ter a duração de cerca de meia hora. Exceção para o debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, dia 19 deste mês, vai ser transmitido em simultâneo do Parque Mayer, em Lisboa, pelos três canais em sinal aberto, e este debate vai ter uma duração prevista de 75 minutos. Hoje, o arranque desta série vai ser entre o líder socialista Pedro Nuno Santos e Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal. Vai ser às 21h00, na SIC, uma hora depois, às 22h00. O frente a frente vai ser entre André Ventura do Chega e a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, na RTP3.
E Carla, vai haver ainda debates com todos os partidos.
Dia 20, a RTP organiza um debate com os partidos que concorrem às legislativas, mas que não estão representados na Assembleia da República. Depois, no dia 23, esta maratona termina com o debate entre todos os partidos com assento parlamentar.
São agora 20h10, Carla, antes do Três Toques, que outras notícias marcam a atualidade.
Na Madeira, o representante da República recebe hoje Miguel Albuquerque, o presidente demissionário vai dizer que o PSD tem condições para continuar a governar sem ir a eleições antecipadas. Miguel Albuquerque, que foi constituído arguido no processo em que são investigadas suspeitas de corrupção na região, volta assim a encontrar-se esta tarde com Irineu Barreto. Também hoje, em Lisboa, prosseguem os interrogatórios aos três detidos neste processo. Na Operação Pretoriano, são retomadas esta manhã as audições aos detidos. Fernando Saúl, oficial de ligação dos adeptos, e Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, são ouvidos hoje. Ontem, o presidente do Futebol Clube do Porto deixou um abraço a Fernando Madureira e à mulher. Foi à margem da apresentação da recandidatura à presidência do clube. Pinto da Costa disse que não se envolve no processo judicial, mas diz também que os amigos são para as ocasiões. Pelo menos 20 pessoas terão morrido nos bombardeamentos israelitas que no fim de semana atingiram Rafah, cidade no sul da faixa de Gaza. O gabinete das Nações Unidas para a coordenação de assuntos humanitários diz ainda que cerca de 75% da população de Gaza, mais de metade mulheres e crianças, está deslocada. Já o exército israelita diz que matou dezenas de terroristas no norte e centro do território nas últimas 24 horas, alguns na cidade de Khan Yunis.