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Bom dia, são 8 horas. "Jornal das 8", com edição do Rui Casanova. Dia 3 de janeiro, pode ser o início da incursão dos Estados Unidos na Venezuela. Pelo menos sete explosões foram ouvidas em Caracas esta madrugada.

Ainda não se sabe a origem das explosões ou se há vítimas, sabemos apenas que há partes da cidade sem eletricidade. Surgiu há instantes uma primeira reação do governo da Venezuela, que confirma os ataques nos estados de Caracas e Miranda, Aragua e La Guaira, e avisa que rejeita esta agressão militar dos Estados Unidos. Um comunicado acrescenta que o presidente Nicolás Maduro ordenou a implementação de todos os planos de defesa nacional e que declarou estado de emergência. É a primeira reação oficial do governo de Caracas a estes ataques, a estas explosões ouvidas esta madrugada, por volta das duas da manhã, hora local, eram cerca de seis da manhã em Lisboa. Não há para já reação oficial por parte dos Estados Unidos. É uma notícia conhecida num momento de crescente tensão entre Donald Trump e Nicolás Maduro. O presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado avançar com uma incursão na Venezuela para travar o narcotráfico. De resto, nas últimas semanas foram notícia os ataques das forças norte-americanas a vários navios venezuelanos alegadamente utilizados para o narcotráfico e, no início de dezembro, há cerca de um mês, Donald Trump disse que estaria para muito breve uma incursão terrestre dos Estados Unidos na Venezuela, sendo que ontem a Venezuela afirmou que está disponível para negociar o acordo com os Estados Unidos para combater o narcotráfico. Agora, Nicolás Maduro avisa que rejeita esta agressão militar dos Estados Unidos. Pelo menos sete explosões ouvidas esta madrugada em Caracas. Há também registo de aeronaves a sobrevoarem a capital venezuelana a baixa altitude, numa altura em que aguardamos a primeira reação oficial da Casa Branca, da administração de Donald Trump, a estas explosões ouvidas em Caracas, na Venezuela.

É uma notícia com poucos minutos e que vamos continuar a desenvolver aqui na Rádio Observador e também no site, em observador.pt. Afinal, a portuguesa que tinha sido dada como ferida num incêndio na Suíça não foi uma das vítimas da tragédia. A imigrante estava no hospital devido a um pequeno acidente doméstico sofrido na mesma noite.

A mulher de 40 anos tinha sido contabilizada pelas autoridades da Suíça como estando entre as vítimas do incêndio mortal numa estância de esqui em Crans-Montana, na noite da passagem de ano. Isto porque estava no hospital de Sion na mesma noite, a 31 de dezembro, mas foi ao hospital porque sofreu um pequeno acidente em casa e entretanto já teve alta. A informação é confirmada pelo governo, que fala num lapso das autoridades suíças à Rádio Observador. Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, adianta também que o governo criou um canal de comunicação para serem sinalizados casos de eventuais portugueses desaparecidos na sequência deste incêndio mortal.

Criámos um canal de comunicação que divulgámos no LinkedIn, nas redes sociais, com a nossa embaixada, para serem sinalizados casos de eventuais pessoas que pudessem estar desaparecidas, através de familiares ou amigos. Temos essa informação, dado que temos a informação que muitas das vítimas estão difíceis de reconhecer e foi no sentido de procurarmos obter pistas e foi isso que fizemos.

Isto numa altura em que continua desaparecida uma cidadã portuguesa, originária de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. Não se conhecem ainda os contornos do desaparecimento, e se está ou não relacionado com este incêndio na estância de esqui, um incêndio que provocou pelo menos 40 mortos e mais de 100 feridos. As autoridades suíças acreditam que o incêndio terá começado por causa de velas com faíscas colocadas em garrafas de champanhe. Na noite de passagem de ano, estava a decorrer uma festa num bar nesta estância de esqui em Crans-Montana, nos Alpes Suíços.

O Ministério Público arquivou o inquérito sobre o arremesso de objetos contra André Ventura nas presidenciais de 2021. O líder do Chega já anunciou que vai recorrer da decisão.

O caso remonta a 21 de janeiro de 2021, quando à saída de um comício em Setúbal, a comitiva do Chega foi confrontada por cerca de 120 pessoas que gritavam palavras de ordem como "fascismo nunca mais". Os manifestantes acabaram mesmo por arremessar vários objetos contra André Ventura e envolveram-se em confrontos com a polícia, que já tinha destacado para o local o corpo de intervenção. O Observador teve acesso ao despacho do Ministério Público, no qual é dado conta este arquivamento por falta de elementos que permitam concluir que os mesmos foram praticados. É o que escreve o Ministério Público. Ora, em reação ao Observador, André Ventura, o líder do Chega e candidato presidencial, afirma que está indignado e avança que vai recorrer da decisão da Justiça.

No futebol, o Sporting escorregou em Barcelos. Os leões empataram uma bola com o Gil Vicente e podem, no final desta jornada, ficar a sete pontos da liderança.

A equipa de Rui Borges ainda foi a vencer para o intervalo, com o gol de Luís Suárez, mas na segunda parte a vida ficou complicada para os Leões. Gonçalo Inácio foi expulso por vermelho direto. O Gil Vicente aproveitou e chegou ao empate aos 87 minutos com gol de Carlos Eduardo. Rui Borges recusa dar desculpas para justificar o empate, lamenta apenas que a equipa não tenha conseguido chegar ao segundo gol quando podia.

Poderíamos ter feito 2 x 0 e estamos aqui a falar de outra coisa. Não fomos capazes de o fazer. Tivemos essa oportunidade, não fizemos. Deixámos entrar uma equipa que está a fazer um belíssimo campeonato, tem uma boa equipa, bem organizada, acredita sempre até o fim, no estádio deles. E depois, claro, a expulsão condicionou ali um bocadinho, fez-os acreditarem ainda mais nesse sentido e acabaram por conseguir chegar ao gol do empate. Por isso, não me vou lamentar com as ausências

Quero ter toda a gente, como é lógico, e isso era importante, ter toda a gente para nos dar mais soluções, mas dentro do que temos, a equipa bateu-se bem e apesar de tudo, teve qualidade.

Reação de Rui Borges a este empate em Barcelos frente ao Gil Vicente a um golo. Do lado da equipa da casa, o técnico César Peixoto elogia a prestação da equipa.

Tentámos jogar de igual para igual com o Sporting, uma equipa grande que luta pelo título. Este é o nosso ADN, não mudamos. Tenho muito orgulho no campeonato que estamos a fazer, nos meus jogadores, no trabalho que estamos a fazer. Não abdicam de jogar, não abdicam de pressionar alto. A nossa ideia é mesmo esta e acho que ficou provado hoje que, independentemente qual é o resultado, acho que nós, o resultado e o adversário, nós tivemos outra vez caráter para ir à procura, não nos organizamos e empatámos o jogo e quem sabe, podíamos ter vencido.

O Sporting tem agora 42 pontos, menos quatro do que o Futebol Clube do Porto, que ainda joga nesta jornada, vai aos Açores amanhã para defrontar o Santa Clara. Já o Gil Vicente, por outro lado, chegou aos 28 pontos. É um recorde de pontuação do clube numa primeira volta.

Equipa a aproveitar já hoje este deslize para reduzir a diferença para o rival é o Benfica. Os encarnados recebem na Luz o Estoril, que vem de duas vitórias nas duas últimas jornadas.

Os encarnados podem voltar a reduzir a diferença para três pontos para o rival Sporting. As contas estão difíceis no campeonato para o Benfica, mas José Mourinho recusa atirar a toalha ao chão.

Se tivessem só nove em disputa, eu dizia: a matemática não nos permite. Faltam muitos. Agarro-me, obviamente, à matemática e agarro-me ao facto de nós sermos a única equipa que nas competições portuguesas não perdeu. O Sporting já perdeu, o Porto já perdeu e o Benfica não perdeu. Agarro-me à nossa equipa, que não é obviamente uma equipa do outro mundo. Se fôssemos do outro mundo, estávamos obviamente em primeiro lugar e já qualificados na Champions, etc. Mas somos uma equipa que com as suas forças e com as suas debilidades, somos uma boa equipa.

A leitura de José Mourinho à atual classificação da liga. O português deixou ainda muitos elogios ao Futebol Clube do Porto de Francesco Farioli, que diz estar a fazer uma primeira volta extraordinária. Do lado da equipa do Estoril, o técnico escocês Ian Cato diz que é um bom jogo para a equipa se superar, mas espera muitas dificuldades na Luz esta tarde.

Temos a consciência, claro, que obviamente vamos ter um jogo muito difícil. Jogamos contra uma equipa que tem excelentes jogadores. Acho que está muito claro que nós vamos ter um jogo de uma dificuldade elevada, que vai obrigar-nos a melhorar. É mais uma oportunidade para superar os nossos níveis.

As antevisões a este Benfica-Estoril, que está marcado para esta tarde no Estádio da Luz, às 18h.

É para ouvir na Rádio Observador, com relato aqui em direto.