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Está à vista uma nova subida do preço dos combustíveis. Em Portugal, a gasolina e o gasóleo podem ficar novamente mais caros já a partir de segunda-feira. Isto, claro, por causa da instabilidade no Médio Oriente.

O aumento é expectável, mas não com valores tão elevados como os que foram registados esta semana. É o que avança a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis ao Jornal de Negócios. O vice-presidente da ANAREC explica que a evolução dos preços vai depender, sobretudo, da cotação internacional do petróleo e do fecho dos mercados. Nos últimos dias, o crude voltou a rondar os 100 dólares por barril. Chegou mesmo a ultrapassar esse valor, o que faz disparar o preço dos combustíveis. De recordar que na segunda-feira o gasóleo registou subidas de até 25 cêntimos por litro. A gasolina subiu cerca de sete cêntimos por litro.

Neste contexto, a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição pede ao governo para que intervenha nos impostos associados aos combustíveis. O objetivo é proteger a confiança dos consumidores na economia.

É o que avança o diretor-geral da APED, em entrevista à Agência Lusa. Gonçalo Lobo Xavier sublinha a importância do equilíbrio nas contas públicas, mas alerta que o único caminho para fazer face a esta crise energética é cortar nos impostos.

É preciso mexer no IVA dos combustíveis e nas outras componentes fiscais dos combustíveis, que isso é que são coisas em que o governo pode mexer, mais do que outras ideias que de vez em quando surgem, como o IVA zero, que é uma questão que é para usar em caso de emergência. Foi uma medida excecional e que nós achamos que ainda não chegámos a um ponto de pressão inflacionista que justifique essa mudança.

Gonçalo Lobo Xavier, da APED, em entrevista à Agência Lusa. Nas últimas horas, os Estados Unidos anunciaram uma suspensão temporária das sanções contra a Rússia. O objetivo é baixar o preço do petróleo. De acordo com o secretário do Tesouro, que fez o anúncio, o levantamento das sanções sobre o petróleo russo pode adicionar centenas de milhões de barris de crude aos mercados globais, reduzindo assim os preços.

Donald Trump volta a subir o tom e afirma que é uma grande honra, enquanto presidente dos Estados Unidos, estar a matar iranianos. O líder norte-americano repete que está a destruir o regime do Irão e volta a deixar ameaças.

É o que escreve numa publicação na rede social Truth Social. O presidente dos Estados Unidos diz que é uma grande honra matar iranianos e insiste que está a dizimar o regime de Teerão, tanto a nível militar como económico. O presidente dos Estados Unidos deixa também no ar a possibilidade de novos ataques nas próximas horas, isto depois de um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Irão atingir um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no Iraque com seis tripulantes a bordo. No terreno, mantém-se a troca de ataques. Esta madrugada há registro de novas explosões no Dubai. A Arábia Saudita abateu um drone na zona das embaixadas de Riad e há também sirenes a soar numa base da NATO na Turquia.

São temas que vão estar em análise esta manhã no Domínio da Guerra, com o major-general Arno Moreira, para ouvir depois das notícias das 09h30. Vamos à política nacional. O Parlamento discutiu hoje propostas do Chega e do CDS para proibir o uso de bandeiras ideológicas ou de outros países em edifícios públicos.

É o caso da bandeira da comunidade LGBT ou da Palestina. O Chega e o CDS querem que nos edifícios públicos seja hasteada apenas a bandeira nacional e a da União Europeia e outras bandeiras institucionais. À Rádio Observador, o deputado centrista João Almeida defende que a utilização de bandeiras em edifícios públicos não pode ser alvo de discussão política.

É que não haja polêmica ao hastear de bandeiras, seja de que bandeiras for. E, portanto, clarificar que um edifício público deve representar aquilo que é o país e o serviço que serve.

Estas propostas vão ser discutidas e votadas esta manhã no Parlamento, a partir das 09h30. Para que passem, é preciso o voto a favor do PSD, que ainda não está decidido.

E falamos agora de saúde. Este fim de semana vão estar fechadas sete urgências, sobretudo de ginecologia e obstetrícia.

Três no sábado e quatro no domingo. É o que indicam os dados do portal do SNS. Amanhã está encerrada a urgência geral do Hospital de Coimbra e os serviços de ginecologia e obstetrícia de Santarém e Aveiro. Aveiro vai continuar fechada também domingo, sendo que nesse dia, domingo, a Península de Setúbal só vai ter urgências de ginecologia e obstetrícia em Almada, uma vez que vão estar encerrados os serviços nos hospitais do Barreiro e de Setúbal.

E Carla, estamos a poucos dias do arranque da primeira urgência regional de obstetrícia e ginecologia.

Estamos. A partir de segunda-feira, o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, passa a receber as utentes de Vila Franca de Xira. Ontem, a Ministra da Saúde admitiu o recurso a médicos tarefeiros para garantir o funcionamento dessas urgências regionais em Loures, sendo que ainda não há uma data para a entrada em funcionamento da urgência regional da Península de Setúbal, que será no Garcia de Orta. Apontado inicialmente pelo governo como o primeiro projeto-piloto de concentração de serviços, tem sido sucessivamente adiado pela dificuldade em fechar escalas.

E este vai ser o tema do Explicador desta manhã. Vamos estar com deputados do PSD, Chega e PS, logo a seguir ao Jornal das Nove. 08h06, daqui a pouco a nova edição de Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta véspera de fim de semana?

Os militantes do PS começam hoje a votar para as eleições diretas do partido. O atual secretário-geral, José Luís Carneiro, volta a ser candidato único. Foi eleito líder em junho de 2025. Os militantes do PS vão também eleger os delegados ao Congresso Nacional, agendado para o final de março. O ministro da Defesa afirma que o nível de prontidão das Forças Armadas durante as tempestades foi o máximo desde o primeiro dia. Numa audição no Parlamento, ontem à noite, Nuno Melo rejeita qualquer atraso na resposta por parte do exército, e isto depois do Expresso ter noticiado que os militares só atingiram o nível de prontidão imediata uma semana depois do início da tempestade Cristina. Os dois candidatos à presidência do Sporting estiveram em debate ontem à noite. Frederico Varandas elogia as contas do clube e afirma que a equipa continua em todas as frentes. Já Bruno Sá, o adversário do atual presidente, compara Frederico Varandas a José Sócrates. As eleições presidenciais são amanhã. As urnas abrem a partir das 09h.