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Observador, são 9 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel fala no ataque brutal por parte do Irão e volta a ameaçar com uma retaliação.

Declarações que surgiram na última hora. Israel já tinha prometido ontem à noite uma resposta forte ao lançamento de mais de 200 mísseis por parte do Irão. Agora, o Ministro dos Negócios Estrangeiros repete a ameaça, agradece também o apoio dos Estados Unidos. A noite foi de troca de ataques. Israel bombardeou Beirute pelo menos cinco vezes e o Hezbollah também confirma que houve ataques no sul do Líbano. Entretanto, na Faixa de Gaza continuam também os ataques. Subiu para 60 o número de mortes nos bombardeamentos israelitas das últimas horas.

E o especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, considera que os Estados Unidos estão a reboque das decisões tomadas pelo governo de Israel.

Francisco Pereira Coutinho destaca a ineficiência da administração Biden em convencer Benjamin Netanyahu a um cessar-fogo em Gaza.

Neste momento, é até um pouco complicado perceber onde está a superpotência e onde está o Estado cliente, porque os Estados Unidos tinham definido uma linha vermelha, que era a de que não queriam que Israel fizesse uma incursão terrestre no Líbano. Israel fê-lo e aquilo que ouvimos por parte da administração americana é que apoiavam e, portanto, a ideia que todo este verão os americanos procuraram transmitir que era necessário um cessar-fogo em Gaza, que depois levaria a um cessar-fogo no sul do Líbano, foi completamente abandonada por Benjamin Netanyahu. E isto colocou, neste momento, esta administração americana completamente a reboque daquilo que vai sendo decidido por um governo de Israel, que é um governo que se identifica muito mais com Donald Trump, é um governo de extrema-direita.

A análise do especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, esta manhã na Rádio Observador. Entretanto, na Dinamarca, a polícia está a investigar duas explosões perto da embaixada de Israel em Copenhaga. Não houve vítimas. Não se sabe também se as explosões estão relacionadas com o conflito no Médio Oriente.

E a escalada de tensões, precisamente no Médio Oriente, foi um dos temas principais do debate entre os candidatos a vice-presidente dos Estados Unidos.

Tim Walz diz que é preciso acabar com a crise humanitária. J.D. Vance defende a política externa de Donald Trump. São alguns dos destaques deste frente a frente, que decorreu esta madrugada, hora portuguesa. O debate surgiu horas depois do ataque do Irão a Israel e, apesar da acentuada diferença de ideias, o clima foi de respeito. Miguel Gato.

Exatamente. Foi um debate com registro muito diferente daquele entre Donald Trump e Kamala Harris, mais cordial, contido e sem ataques diretos entre os dois adversários. Vamos aos destaques. Como dissemos, o Médio Oriente está a marcar a atualidade internacional e o candidato republicano J.D. Vance considera que os Estados Unidos não se devem meter nos objetivos do governo de Benjamin Netanyahu. Pelo meio, deixa elogios a Donald Trump.

Temos de nos lembrar que, por mais que Tim Walz tenha acusado Donald Trump de ser um agente do caos, Trump, na verdade, trouxe estabilidade ao mundo. Ele fez isso sendo eficaz. As pessoas tinham medo de sair da linha. Trump reconheceu que para as pessoas terem medo dos Estados Unidos, precisamos de paz através da força. Em relação a Israel, cabe-lhes a eles definirem os objetivos para se manterem seguros. E nós devemos apoiar os nossos aliados quando estão a lutar contra os inimigos. Acho que é essa a abordagem certa.

Do lado democrata, o candidato Tim Walz reforça a necessidade de acabar com a crise humanitária na Faixa de Gaza, mas também sem pôr em causa o apoio a Israel.

Vamos lembrar onde que isto aconteceu. No massacre terrorista do Hamas, no dia 7 de outubro, que matou mais de 1000 pessoas e fez outros tantos reféns. Israel tem o direito de se defender. Temos de salvar os reféns, mas também temos de acabar com a crise humanitária em Gaza. No que toca ao ataque do Irão, é fundamental para os Estados Unidos ajudar Israel a defender-se. E foi isso que, juntamente com os nossos aliados, fizemos nestes mais recentes bombardeamentos.

Noutros temas, J.D. Vance defendeu a política migratória de Donald Trump, diz que os Estados Unidos necessitam de deportações de imigrantes ilegais e também do reforço da fronteira com o México. Tim Walz, por outro lado, reconhece que é necessário pôr a fronteira em ordem, mas com dignidade humana para os que chegam. Ataques são mesmo contra os dois principais candidatos, com troca de críticas à gestão de Donald Trump e Kamala Harris enquanto vice-presidente.

Miguel Gato com os destaques do último debate antes das eleições nos Estados Unidos.

E na análise, a especialista em Relações Internacionais, Ana Cavalieri, fala num bom debate e considera que J.D. Vance venceu o frente a frente.

Ana Cavalieri destaca o ambiente cordial. Diz mesmo que foi um dos melhores debates políticos dos últimos tempos.

Estes dois candidatos a vice-presidente tiveram um dos melhores debates que tenho memória, em termos de não ser tóxico, não haver insultos, haver até alguma generosidade um para com o outro, quando ambos estavam a falar das próprias famílias e de experiências que tiveram durante a infância ou dos próprios filhos. E isso penso que está a fazer com que muita gente desejasse que estes dois candidatos ou duas pessoas com o perfil destes dois candidatos fossem, no fundo, quem estivesse a concorrer pra presidência. Eu sei que isso vai ser muito impopular até aqui para Portugal, porque a maior parte dos portugueses não quer que o Trump ganhe, acham-no chato, insuportável, imoral, ofensivo, mas eu penso que pode ter acontecido que J.D. Vance tenha pelo menos superado as expectativas e, por causa disso, ter ganho este debate.

A análise da especialista em Relações Internacionais, Ana Cavalieri. O debate decorreu na CBS. As eleições presidenciais estão marcadas para 5 de novembro.

E na política nacional, o Conselho de Estado pede estabilidade e por isso

Destaca a importância da aprovação do orçamento. Este órgão de consulta do Presidente da República esteve reunido ontem à tarde, no Palácio de Belém, durante mais de quatro horas. Uma reunião marcada pelo ambiente de impasse negocial em torno do Orçamento do Estado. O Observador apurou que o Presidente da República voltou a apelar ao consenso. Já Pedro Nuno Santos repetiu que não vai ceder às linhas vermelhas, mas os conselheiros avisam que o melhor é evitar uma crise. Rui Casanova.

A maioria dos membros do Conselho de Estado, dominado pela direita, defende a importância de um acordo para a viabilização do Orçamento do Estado. Destacam a importância da estabilidade política e alertam para o atual contexto geopolítico. Os conselheiros foram, por isso, ao encontro do desejo do Presidente da República, que, na reunião, também voltou a pedir consenso. Houve quem visse esta pressão mais dirigida ao PS, mas também há quem conte ao Observador que Marcelo Rebelo de Sousa acabou por deixar repartidas as responsabilidades entre governo, PS e até Chega. Pedro Nuno Santos e Carlos César repetiram que o PS não vai ceder no IRC e IRS Jovem. O secretário-geral socialista reafirma que se o governo quiser aprovar o orçamento com essas duas medidas, deve voltar-se para o Chega. E precisamente André Ventura, presidente do Chega, terá feito uma das intervenções mais breves neste Conselho de Estado. Repete a disponibilidade para aprovar o orçamento, mas só se o PS ficar fora das negociações e o governo respeitar o partido como parceiro.

Rui Casanova, com os detalhes apurados pelo Observador sobre o que se passou na reunião do Conselho de Estado. De recordar que Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos vão voltar a reunir-se amanhã. São agora 9h08, já segue o Explicador precisamente sobre o Orçamento do Estado, mas primeiro vamos a outras notícias em destaque a esta hora. A Ministra da Saúde começa a ser ouvida a esta hora no Parlamento. Ana Paula Martins vai responder às perguntas dos deputados sobre o estado do INEM, a crise nas urgências e também a regulamentação da eutanásia. Vamos dar conta dos destaques desta audição, naturalmente, nos próximos jornais. A PSP apreendeu cerca de 500 quilos de explosivos numa fiscalização a pedreiras, no âmbito de uma operação que decorreu nos últimos dias. A Polícia de Segurança Pública fiscalizou, no total, 98 pedreiras, elaborou ainda 16 autos de contraordenação por incumprimento da legislação para o setor. O presidente da Rússia afirma que as relações com a China estão no auge. Vladimir Putin e Xi Jinping trocaram mensagens por ocasião dos 75 anos do estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais. O líder chinês afirma que está disponível para trabalhar pela paz e estabilidade a nível global. E para vocês que são fãs da Nintendo, eu sei, trago-vos uma sustão. Se forem agora ao Japão, aqui brevemente, a Nintendo inaugura hoje um museu interativo na cidade onde a Nintendo foi criada, em Quioto. Isto não é problemas de rede.

Isto são anos 80.

Parece o Spectrum.

Eu acho que isto já é anos 90. Isto não é o Super Mario?

É o Super Mario, que claro, é a personagem principal desta exposição. Mas há mais, há um percurso pela história da Nintendo. Sabem como é que começou a Nintendo?

Não.

Jogos de cartas.

Aqueles, tipo Magic, não era?

Não sei. Eu sei que começavam e depois começavam.

Não era a batota, não era a sueca.

Não era a bisca. E depois os videojogos, vamos poder ver os Game Boys, as consolas Nintendo e também o mais atual, as Nintendo Switch. E pronto. Quioto, passa lá.

Vais ver que há muita gente a visitar isto.

E, aliás, os primeiros bilhetes vão ser vendidos por sorteio, tal é a exigência.

Imaginável.