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As notícias. Jornal das 9, com edição da jornalista Diana Rosa. Diana, começamos com as homenagens a Pinto da Costa, que morreu ontem aos 87 anos. Multiplicaram-se reações, desde os adeptos às figuras do desporto.

E no Estádio do Dragão, dezenas de aficionados prestaram tributo ao ex-presidente do clube ao longo das últimas horas. Ela que está precisamente a repórter do Observador, Maria Rego. Bom dia, Maria. Pergunto que retrato nos podes fazer do que os adeptos foram deixando nas imediações do clube e se entretanto, nesta manhã de domingo, já há adeptos a prestar homenagem.

Bom dia, Diana. A esta hora a chuva está a marcar forte presença, mas também já se veem por aqui alguns adeptos. Comigo tenho precisamente dois deles, Ruben Oliveira e Ruben Moura. Primeiro de tudo, pergunto qual é o legado que fica de Pinto da Costa e por que decidiram vir até aqui e prestar esta homenagem?

Aqui é o lugar dele e é onde vai ser sempre, é o presidente dos presidentes e só temos este, e vai ser sempre ele. Viemos aqui marcar a presença dele até à hora dele embarcar para o lugar dele, que vai ser o lugar das Antas, que é o lugar sempre que ele destinou. Já nos deu muitas vitórias, deu-nos tudo. Tinha para dar. Já neste momento não tinha mais nada para dar. Chegou a hora dele. Teve as coisas más dele, como também teve coisas boas, e foram mais as boas do que as más, mas isso como todos nós, seres humanos, cometemos erros e ninguém é perfeito. E ele foi uma pessoa muito humilde sempre e sempre ajudou o próximo. E por isso estamos cá nós agora para ajudá-lo a ele, até levá-lo ao lugar dele.

Há poucos minutos estava a dizer-me que o Futebol Clube do Porto morreu também uma parte juntamente com esta despedida. É assim que vê esta posição do clube neste momento?

Neste momento vejo claramente essa posição, porque sem o nosso presidente, que nos ceu da presidência há um ano, sentiu-se a diferença dentro do estádio, sentiu-se a diferença já no ambiente do clube, nas derrotas e nos empates. Acho que a saída de Pinto da Costa fez muita mudança no clube e nos adeptos. Eu acho que o Pinto da Costa deveria continuar até ele decidir realmente que já não podia ficar, porque ele se sentia melhor dentro do estádio, lugar que para ele é 24 horas por dia. E eu acho que tirar aquele lugar para ele foi a pior coisa que aconteceu. Acho que ele merecia realmente ser um presidente ainda, mesmo se já não tinha capacidade. Como o meu colega acabou de dizer, toda a gente pode fazer erros, não somos perfeitos. Se ele fez erros, toda a gente merece segunda chance. Agora é fodido.

E nesta última despedida, acha que estas homenagens, estes cascões que vemos aqui, estão a fazer jus a este presidente?

Eu só espero que as pessoas que estejam aqui, sejam os verdadeiros, que realmente sentem paixão por Pinto da Costa, que não estejam aqui por interesse, porque o que o Pinto da Costa fez pelo clube, nunca mais nenhum presidente vai fazer igual a ele. Eles deviam agradecer ao presidente aquilo que ele fez a este clube, o maior no mundo. Estou felizes que se calhar um presidente daqui dois anos ou três anos, se calhar vai vir outra vez e nunca vai conseguir fazer igual a ele. Por isso, eu acho que é a melhor homenagem que a gente pode fazer hoje.

Muito obrigada. Ficamos aqui então com as palavras destes dois adeptos, eles que esta manhã decidiram vir aqui até ao estádio prestar esta última homenagem para homenagear Jorge Nuno Pinto da Costa, que faleceu ontem aos 87 anos.

Com essa reportagem da Maria Rego, que está no Estádio do Dragão, ela que vai estar a acompanhar as homenagens prestadas pelos adeptos na cidade Invicta.

Das altas figuras do Estado a várias personalidades do desporto, Diana, não faltou quem quisesse prestar uma homenagem a Jorge Nuno Pinto da Costa.

O jornalista André Maia faz um resumo das mensagens dirigidas esta noite à família e aos adeptos do Porto.

As primeiras reações surgiram de dentro das quatro linhas e a maioria veio do grande bastião, sempre elevado por Pinto da Costa, o norte do país. Boavista, Braga, Vizela, Leixões, Famalicão, Rio Ave ou Moreirense, todos deixaram nota de condolências pela morte do dirigente. Também lá fora, alguns dos maiores clubes europeus não esqueceram o ex-líder portista. O Real Madrid elenca o palmarés conquistado e deixa uma nota de carinho aos adeptos e familiares. Também Gianni Infantino, presidente da FIFA, deixou uma nota de condolências. Mas as mensagens mais emotivas vieram de antigos e atuais atletas do Futebol Clube do Porto. O atual capitão Diogo Costa diz que o clube perdeu a sua maior referência, enquanto que Pepe, capitão histórico, escreve: "Líder, amigo, nobre, indomável e leal." Já Sérgio Conceição descreve Pinto da Costa como um pai. Fora do mundo do futebol, destaque para as mensagens das mais altas figuras do Estado. O presidente da República elogia uma personalidade com determinação e estilo muito próprio e que suscitava grandes apoios, mas também muitas divergências. Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, descreve Pinto da Costa como uma personalidade única no dirigismo desportivo, enquanto que Pedro Nuno Santos, líder do PS, admite que o seu clube, o Futebol Clube do Porto e também a Cidade Invicta, perderam uma figura incontornável.

Um trabalho do jornalista André Maia. As cerimônias fúnebres do ex-presidente do Futebol Clube do Porto têm hoje lugar na Igreja Paroquial de Santo António das Antas, onde vai estar em câmara ardente a partir das 18h. O funeral está marcado para amanhã, às 11h. Pinto da Costa esteve à frente do clube durante 42 anos, foi o presidente mais titulado do mundo. Morreu esta noite, aos 87 anos.

Mudamos de tema e seguimos com o balanço da sinistralidade nas estradas portuguesas, mais mortos e mais acidentes em janeiro, comparativamente ao mesmo período do ano passado.

O número de vítimas mortais subiu para sete. É mais do dobro do registado em janeiro de 2024. Foram ainda registados mais de 140 acidentes rodoviários. Os dados são divulgados pela Polícia de Segurança Pública, que avança que foram detetadas quase 4 mil situações de excesso de velocidade. Foram ainda multados mais de 350 condutores por excesso de álcool no mês passado. A PSP esclarece que foram levadas a cabo 70 mil fiscalizações, um terço das situações resultou em coimas.

Sete barras marítimas vão estar fechadas a toda a navegação, Diana, por causa do mau tempo.

A zona Norte é a mais fustigada, de acordo com o que avança a Autoridade Marítima Nacional, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Vila Praia de Âncora, também Póvoa do Varzim, Vila do Conde e, mais a sul, Ericeira. As barras estão preventivamente encerradas à navegação, numa altura em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para as ondas que podem atingir os quatro metros de altura. Para hoje, o IPMA prevê períodos de chuva fraca até ao início da tarde, vento fraco e neblina ou nevoeiro matinal.

O secretário-geral do PCP considera que Portugal não se deve submeter aos interesses da NATO e reitera que o governo está ao serviço das multinacionais.

Numa altura em que decorre a Conferência de Segurança em Munique e os líderes europeus manifestam a necessidade de aumentar o investimento na defesa, Paulo Raimundo afasta o que diz ser a submissão aos interesses da Aliança Atlântica. Para o líder comunista, a direita portuguesa está a vergar-se perante os grandes grupos económicos.

Neste momento, o governo de turno do PSD e do CDS está encarregue de levar em prática. O capital quer, o governo executa, o PS contribui e a Iniciativa Liberal e o Chega aplaudem. Todos diferentes, não há dúvida, mas todos eles, de uma forma ou outra, comprometidos, todos cúmplices, todos submissos às ordens do chefe.

Em declarações na Marinha Grande, Paulo Raimundo considerou ainda que a alteração à lei dos solos é mais uma oportunidade de negócio para o capital e para a especulação.

E quem pede explicações ao primeiro-ministro sobre este tema é o secretário-geral do PS, a pretexto da empresa de imóveis detida pela mulher de Luís Montenegro.

Em causa está um alegado conflito de interesses, uma vez que a empresa poderá vir a beneficiar da alteração da lei dos solos aprovada pelo governo. Pedro Nuno Santos pede ainda esclarecimentos ao primeiro-ministro sobre a polémica em torno do novo secretário de Estado do Poder Local e ex-presidente da Câmara de Vagos, com quem Luís Montenegro celebrou vários contratos por ajuste direto no passado. Para o líder do PS, o primeiro-ministro deve esclarecimentos e critica o silêncio de Luís Montenegro.

No que diz respeito a este caso que envolve o primeiro-ministro ou aos outros que envolvem os demais estados, devem ser dados esclarecimentos e explicações aos portugueses, como o primeiro-ministro exigia quando era líder da oposição. Eu tive a oportunidade de lembrar e vou lembrar novamente que o senhor primeiro-ministro não dá respostas a jornalistas sobre problemas nacionais desde o dia 20 de janeiro. Com exceção do dia 3 de fevereiro, em que falou da candidatura presidencial que apoia, não é confrontado ou não responde a perguntas de jornalistas já quase há um mês.

Em declarações em Lousada, Pedro Nuno Santos pediu também explicações ao presidente do Parlamento pelos insultos que o Chega dirigiu à deputada do PS, Ana Sofia Antunes, na passada quinta-feira. Também a deputada socialista já tinha expressado desagrado face à inação do presidente da Assembleia da República no que toca a comportamentos impróprios no Hemiciclo.

Na atualidade internacional, o G7 alerta para o perigo do apoio direto da Coreia do Norte à Rússia.

O grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo acredita que a aproximação entre Moscovo e Pyongyang abre uma nova fase do conflito na Ucrânia. O G7 considera que com o apoio da Coreia do Norte à invasão russa, pode intensificar-se a guerra, mas também a segurança europeia fica mais fragilizada. Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 apelam dessa forma a que a Coreia do Norte abandone o armamento nuclear e a postura hostil face ao Ocidente.

É o ponto final no Jornal das Nove, edição da Diana Rosa. De regresso às 21h30 com mais notícias. Até já.

Até já.