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Rádio Observador. Jornal das nove, a edição é do Miguel Viterbo Dias. E Miguel, começamos com um novo terremoto em Myanmar, depois do sismo devastador no final de março.
Um novo sismo de magnitude 5.5 na escala de Richter. O abalão foi sentido pouco antes das 9:00 em Myanmar, passava das 3:00 em Lisboa. Não há, para já, registro de vítimas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que mede a atividade sísmica em todo o mundo, este terremoto foi detectado a uma profundidade de sete quilômetros. Myanmar foi devastada recentemente por um terremoto terra que vitimou mais de 3600 pessoas. O país ainda procura recompor-se das consequências deste terremoto. Este novo abalo, registrado hoje, teve epicentro a 100 quilômetros de Mandalay, a segunda maior cidade do país e uma das mais atingidas pelo sismo de 28 de março.
Por cá, Évora e Lisboa foram os distritos mais afetados pelo mau tempo nas últimas horas.
Seis pessoas ficaram desalojadas em Évora por causa da chuva que caiu ao final da tarde de ontem e que inundaram duas habitações. A Proteção Civil informa que registou mais de 200 ocorrências relacionadas com a chuva. Na Grande Lisboa, os municípios de Loures e Odivelas foram os mais afetados. As autoridades tiveram de resgatar pessoas de casas e veículos por causa das inundações. O comandante sub-regional da Proteção Civil da Grande Lisboa, Hugo Santos, explica que em causa esteve uma cheia do Rio Trancão, em Loures.
Principalmente nos pisos negativos, nomeadamente caves e garagens, zonas mais baixas que terão sido não só afetadas pela precipitação, mas depois com o galgamento do rio, que acabou por causar danos nas habitações.
Hugo Santos, o balanço do comandante sub-regional da Proteção Civil da Grande Lisboa. Em Odivelas, a estação de metro esteve encerrada temporariamente devido a uma inundação.
Na economia, o ministro das Finanças garante que o plano de 10 bilhões de euros de apoio às empresas portuguesas quase não tem impacto orçamental.
Em causa está o apoio apresentado pelo governo na quinta-feira para responder às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. Segundo Joaquim Miranda Sarmento, este plano tem uma linha de financiamento do Banco Português de Fomento, uma entidade fora das contas públicas, uma segunda parte de seguros de exportações, detida por empresas privadas, e ainda uma reprogramação de fundos europeus. Ainda que o impacto orçamental seja zero, o ministro das Finanças admite, no entanto, que a médio e longo prazo, este apoio poderá ter uma parte que terá de ser convertida em subsídios.
Praticamente não há impacto orçamental. A haver impacto orçamental, tal como aconteceu nas linhas Covid, ele acontecerá no final dos empréstimos, daqui a cinco, seis anos, numa pequeníssima margem desses empréstimos, em que se as empresas cumprirem um conjunto de critérios, exportarem mais, criarem mais emprego, investirem mais no final destas linhas de empréstimo, estamos a falar daqui a cinco, seis, sete anos, há uma pequeníssima parte desse empréstimo que pode ser convertido em subsídio e, portanto, não ser pago. Mas estamos a falar de um valor muito pequeno em termos de subvenções, face aos 10 bilhões do programa.
Qual é que é a dimensão dessa figura?
Estamos a falar de cerca de 200 milhões de euros.
O ministro das Finanças, numa entrevista à Agência Lusa, Miranda Sarmento, que ontem esteve em Bruxelas para uma reunião entre os ministros das Finanças da União Europeia.
E Miguel, olhamos agora para os debates televisivos de ontem à noite. O PAN encostou o PS ao Bloco de Esquerda.
O secretário-geral do Partido Socialista recusa ser radical em relação ao IRC, depois da porta-voz do PAN o comparar ao Bloco de Esquerda. Este foi o tema que criou maior discussão entre os líderes do PS e do PAN. O secretário-geral dos socialistas, Pedro Nuno Santos, reforça que o PS é contra uma redução do IRC de forma transversal e sem qualquer critério adicional.
Esta é a posição que o Partido Socialista tem já há muitos anos, nomeadamente durante os governos liderados por António Costa. A nossa posição sobre IRC foi sempre privilegiar as empresas que dão um destino coletivamente ou economicamente útil aos seus lucros. E, portanto, não há aqui nenhuma radicalização.
Pedro Nuno Santos a responder a Inês de Sousa Real, a líder do PAN, que o colou ao Bloco de Esquerda no que toca a estes impostos sobre as empresas.
Eu de repente achei que estava a debater com o Bloco de Esquerda e não com o Partido Socialista, porque vimos aqui Pedro Nuno Santos quase que a diabolizar as empresas e a encostar-se mais uma vez mais à extrema-esquerda do que propriamente ao centro-esquerda.
A habitação também esteve em destaque. Pedro Nuno Santos admite que o PS não é fã da alteração feita à Lei dos Solos, apesar de a ter viabilizado. Inês de Sousa Real diz que esta lei não resolve nenhum problema da habitação em Portugal. Os líderes do PS e do PAN estiveram frente a frente num debate transmitido pela CNN Portugal.
E Miguel, já no debate entre Bloco e a CDU, a pressão ao PS marcou também este frente a frente.
Habitação e defesa foram temas em maior evidência, com Mariana Mortágua e Paulo Raimundo a concordarem em vários aspectos. A coordenadora do Bloco, Mariana Mortágua, aproveitou para criticar Pedro Nuno Santos por ter desistido das pessoas no que toca à habitação, mas mantém a porta aberta para um acordo pós-eleitoral.
O entendimento depende das políticas. O Bloco de Esquerda apresenta prioridades às eleições e cá estaremos para conversar com o Partido Socialista e com todos os deputados que queiram mesmo um teto às rendas e que queiram mesmo ter uma política fiscal justa e que queiram mesmo respeitar quem trabalha por turnos. Os deputados do Bloco servem para isso e são condição para que isso aconteça. E é por isso que é tão importante votar no Bloco e eleger deputados.
Do lado da CDU, Paulo Raimundo diz que é preciso uma caixa de ferramentas muito maior para resolver os problemas da habitação.
Ela ganha uma dimensão tal que não é simples de resolver de um dia para o outro, é uma evidência. É quase que é preciso uma caixa de ferramentas para tratar das vertentes todas. E nós precisamos do quê? Precisamos de construir, precisamos de investir para construir, precisamos de remodelar, precisamos adaptar o património público para a habitação, precisamos atacar o problema das rendas.
Paulo Raimundo e Mariana Mortágua no debate transmitido pela RTP3.
O Livre quer um salário mínimo de 1.250 € daqui a quatro anos e mil milhões de euros anuais investidos em habitação pública.
São algumas das propostas que vão constar do programa eleitoral do partido, que vai ser votado esta manhã. O Livre está a discutir e votar o programa no 15º congresso. Também em destaque está uma das principais bandeiras, a criação de uma herança social. O Livre defende um instrumento no qual cada criança nascida em Portugal recebe um montante de 5 mil €, ao qual pode aceder quando fizer 18 anos.
E vamos ao futebol, Miguel. O Benfica procura hoje regressar à liderança isolada da Primeira Liga na recepção ao Arouca.
Os encarnados vão entrar em campo no segundo posto do campeonato, a um ponto do campeão Sporting, mas o treinador das Águias, Bruno Lage, quer o foco total apenas na recepção ao Arouca.
O foco total, e acho que amanhã é um bom exemplo disso, que todos, quer nós, quer os jogadores, quer adeptos, estamos no foco certo para atingir os nossos objetivos. E nós, olhando para aquilo que é o nosso percurso, nós temos que estar focados naquilo que são os nossos objetivos e para estarmos focados nos nossos objetivos, temos amanhã que estar apenas focados no jogo e ser favoritos em vencer o jogo de amanhã.
Bruno Lage, na antevisão deste duelo, até ao início do jogo, o Sporting está de forma provisória na liderança, depois da vitória frente ao Santa Clara por 1 x 0. Valeu o gol de Geny Catamo, num encontro também marcado pelo regresso de Pedro Gonçalves, depois de cinco meses afastado por lesão. O médio leonino diz que demorou a regressar por culpa própria, mas remete mais esclarecimentos para o fim do campeonato. Já o Porto venceu o Casa Pia pelo mesmo resultado. Aos Dragões valeu o gol de Rodrigo Mora, que os coloca também provisoriamente de regresso ao terceiro lugar. Quanto ao jogo de hoje, o Benfica-Arouca está marcado para às 18h, com relato na Rádio Observador.
Para acompanhar tudo por aqui. Fica por aqui também o Jornal das Nove com o Miguel Viterbo Dias.