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São 9 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Apesar do cessar-fogo anunciado, voltam a ouvir-se sirenes em Israel. O Irão disparou um míssil contra o país.

O que significa que viola o acordo de cessar-fogo entre os dois países, que entrou em vigor esta manhã. A denúncia é feita pelo exército israelita, que confirma pelo menos um míssil balístico disparado a partir do Irão. Ainda assim, não há registro de danos ou de vítimas. Acontece depois de, esta manhã, Benjamin Netanyahu ter aceitado o acordo de cessar-fogo. Donald Trump também já tinha oficializado o início destas tréguas no Médio Oriente. No entanto, e de acordo com a imprensa israelita, Maria Miguel Duarte, estão a soar sirenes no norte de Israel.

Exatamente. Terão sido disparados vários mísseis a partir do Irão com o objetivo de atingir a zona norte do país, a região de Haifa. As Forças de Defesa Israelitas já alertaram a população para esta nova tentativa de ataque. Tudo indica que este cessar-fogo, que começou há cerca de quatro horas, já esteja a ser violado, Carla.

Pouco tempo antes, Benjamin Netanyahu tinha aceitado a proposta de Donald Trump.

O primeiro-ministro israelita diz que já atingiu o objetivo de eliminar a ameaça nuclear iraniana e agradece assim o apoio do presidente norte-americano. No entanto, Netanyahu garante que Israel vai responder em caso de violação do cessar-fogo. Esta foi a primeira reação por parte de Tel Aviv, que surgiu esta manhã, já depois de Donald Trump ter anunciado o início do acordo.

Do acordo, sendo que a noite fica também marcada por vários ataques.

São já cinco as vítimas mortais que resultaram de um ataque iraniano ao sul de Tel Aviv durante esta madrugada. Do lado do Irão, pelo menos nove pessoas morreram na sequência de ataques israelitas a edifícios residenciais.

São as atualizações trazidas aqui pela Maria Miguel Duarte, a acompanhar o que acontece no Médio Oriente, enquanto que em Haia arranca a Cimeira da NATO, nesta altura de maior tensão no Médio Oriente e também com a guerra na Ucrânia. Prevê-se que os aliados assumam ainda o compromisso de gastar mais em defesa. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, vão representar Portugal nesta cimeira da Aliança Atlântica.

E o historiador Bruno Cardoso Reis lembra a importância da Base das Lajes para as operações dos norte-americanos.

Tal como esta do ataque ao Irão, numa altura em que Donald Trump tem aumentado a distância dos aliados tradicionais, Bruno Cardoso Reis diz que a importância das bases europeias deve ser recordada ao presidente norte-americano.

Esta operação, aparentemente altamente eficaz dos Estados Unidos no Irão, só foi possível graças às bases que os Estados Unidos continuam a ter na Europa.

Que é a base das Lajes, não é?

Exatamente. Em primeiro lugar, a Base das Lajes. Portanto, isso não é algo que deve ser dado por adquirido, é algo que os aliados, de facto, concedem aos Estados Unidos e que é uma enorme mais-valia em termos geoestratégicos. Realmente, ouvindo muitos trumpistas, parece que é um grande frete eles terem bases na Europa e que o que faziam bem era fechar essas bases todas e irem-se embora. Ora, sem a Base das Lajes, esta operação não teria sido possível.

Análise deixada esta manhã no Gabinete de Guerra com o historiador Bruno Cardoso Reis.

É um episódio que já está disponível em podcast. O primeiro-ministro espera que o Parlamento dê luz verde às alterações à Lei da Nacionalidade. Luís Montenegro fala em mudanças que dão mais dignidade aos cidadãos.

Depois de terem sido ontem apresentadas as alterações que o governo quer fazer em matéria de imigração, o desafio é deixado por Luís Montenegro, que pede a confiança dos deputados.

Espero participação, espero contributos e espero que, no fim, a Assembleia da República possa viabilizar este ímpeto de transformação e reforma que, repito, quer dar mais regulação para também dar mais dignidade às pessoas que procuram Portugal e, dentro destas, aquelas que depois pretendem ser cidadãos portugueses.

Declarações de Luís Montenegro, horas depois da reunião do Conselho de Ministros, que aprovou alterações à Lei da Nacionalidade. Os imigrantes vão precisar de sete a 10 anos de residência legal em Portugal para pedir a nacionalidade e uma criança só será portuguesa se os pais viverem de forma legal no país há três anos. São alterações que precisam, ainda assim, da luz verde dos deputados na Assembleia da República.

Este é o tema do Explicador de hoje. A seguir a este jornal, juntam-se a nós Alexandre Poço, do PSD, Rita Matias, do CHEGA, e Marina Gonçalves, do PS. O CDS de Lisboa reuniu-se para deixar um aviso a Carlos Moedas. Quer continuar a aliança partidária que elegeu a atual equipa autárquica, mas quer também manter lugares de destaque, mesmo que a Iniciativa Liberal se junte à coligação.

Em causa estão as negociações para as autárquicas de Lisboa, mesmo que Carlos Moedas ainda não tenha confirmado que é candidato. Num plenário que reuniu dezenas de militantes e autarcas da cidade, o CDS Lisboa votou por unanimidade a estratégia para as eleições deste ano. O partido quer continuar a integrar a aliança Novos Tempos, liderada por Moedas, mas para que isso seja viável, os democratas cristãos entendem que devem ser valorizados, é a expressão utilizada no texto da resolução, valorizados independentemente do alargamento da coligação a novos partidos, ou seja, à Iniciativa Liberal.

São agora 9h06. Carla, antes do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã?

Foi mais uma noite marcada por ataques russos na Ucrânia. De acordo com o Kyiv Independent, pelo menos sete pessoas morreram e 14 ficaram feridas. As regiões de Sumy, Kherson e Kharkiv foram alvo de ataques com recurso a drones e artilharia. Vários edifícios civis ficaram danificados. Ataques também em Gaza. De acordo com a Agência France-Presse, pelo menos 21 pessoas morreram quando esperavam por ajuda humanitária. Entretanto, o líder da oposição israelita pede o fim da guerra com o Hamas em Gaza, depois de ter sido anunciado o cessar-fogo com o Irão. A área ardida no Brasil superou a média histórica em mais de 60% no ano passado. Isto representa um total de cerca de 30 milhões de hectares de terras afetadas pelo fogo. De acordo com o relatório divulgado hoje, a Amazônia brasileira foi a zona mais afetada, registou a maior área queimada desde que há registro.