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Jornal das 9. Jornal das 9, com a edição do Luís Soares. Luísa, a ministra da Administração Interna, divulgou esta manhã uma nota de pesar pela morte do bombeiro da Covilhã, mais de 12 horas depois do acidente.

O comunicado foi divulgado há pouco pelo Ministério da Administração Interna. Maria Luísa Amaral diz que foi com profundo pesar e consternação que tomou conhecimento da morte deste bombeiro. A ministra da Administração Interna e os secretários de Estado falam no momento trágico e enviam as condolências à família e também aos amigos da vítima mortal. O acidente aconteceu ontem, ao final da tarde. Um caminhão dos bombeiros despistou-se a caminho de um incêndio. Um bombeiro morreu, outros quatro ficaram feridos, um com gravidade. O primeiro-ministro e o presidente da República reagiram logo ontem à noite, mas a reação oficial da ministra da Administração Interna só surgiu esta manhã. A vítima mortal tinha 44 anos, pertencia ao Corpo de Bombeiros da Covilhã. A Câmara Municipal decretou três dias de luto municipal.

E o bombeiro que ficou ferido com gravidade no despiste na Covilhã está em estado crítico, mas estável.

O operacional foi operado durante a noite no Hospital da Universidade de Coimbra para controlar uma hemorragia interna. A informação é confirmada à Rádio Observador pelo presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes. O despiste aconteceu ontem ao final da tarde, junto à aldeia de São Francisco de Assis, na Covilhã.

E o incêndio de Arganil, no distrito de Coimbra, é o que mobiliza a esta hora mais meios. Está a ser combatido por mais de 1100 operacionais, 400 viaturas e um meio aéreo.

Este fogo que dura desde quarta-feira, alastrou-se já nos últimos dias a vários concelhos vizinhos, como Seia e Pampilhosa da Serra, também para a Covilhã, o que já levou a autarquia da Covilhã a emitir mesmo um alerta de confinamento para 10 freguesias, por causa deste incêndio que começou em Arganil e que se estende já por uma vasta área. Por isso mesmo, junta-se esta hora, nós em direto, o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa. Bom dia, obrigado por se juntar a nós em direto. Qual é que é o ponto de situação deste incêndio, sendo que sabemos que tem várias frentes, mas nomeadamente na sua zona, na zona de Arganil, qual é o ponto de situação que pode fazer esta hora relativamente a este incêndio?

Bom dia, acrescentar apenas à lista de concelhos que já foram afetados, impactados por este incêndio, também Oliveira do Hospital, que tem uma área percorrida já muito significativa. Naquilo que tem a ver com a área do Conselho de Arganil, a evolução do dia de ontem foi francamente favorável. O fogo, nas duas frentes que ainda estavam ativas, ao final do dia estava dominado e neste momento as atenções das forças da Proteção Civil estão viradas para aquilo que é a vigilância, face àquilo que podem ser os possíveis reacendimentos.

Quais é que são as informações que lhe vão chegando das outras frentes de fogo que vão alastrando para concelhos vizinhos. Temos estado a tentar obter informações, nomeadamente através de outros autarcas, mas as comunicações estão muito difíceis. Tem alguma informação daquilo que se vai passando por outros concelhos, como é que está a ser o combate também a este grande incêndio?

A indicação que tenho é que, particularmente nas frentes de Pampilhosa da Serra e de Covilhã, as coisas estão muito complicadas. Falava ontem, ao fim do dia, com o meu colega de Pampilhosa da Serra e aquilo que ele me dizia é que o fogo lá estava completamente descontrolado. Essa informação já me foi reiterada também agora ao início da manhã pelo coordenador municipal de Proteção Civil, que tem essa informação. Portanto, aquela frente de fogo parece que está a dar muito que fazer.

Quanto ao seu conselho, Luís Paulo Costa, já é possível fazer um balanço, por um lado, daquilo que foram os estragos causados por este incêndio e também sobre vítimas ou casas afetadas também pelas chamas.

Nós, em termos de área ardida, o nosso concelho tem uma dimensão significativa, são 332 quilômetros quadrados, uma terça parte em torno de 100 quilômetros quadrados, ou seja, 10 mil hectares, terão ardido neste incêndio. Para além daquilo que é este impacto na paisagem, na floresta, na biodiversidade, há também a considerar aquilo que aconteceu em alguns volumes agrícolas. Estamos ainda a confirmar aquilo que nos foi indicado como sendo três habitações não permanentes. Estamos ainda a tentar clarificar, dizia eu, a natureza de forma inequívoca destes imóveis. Efetivamente, foram estes os principais impactos deste incêndio.

Ainda haverá, certamente, muito trabalho pela frente para fazer toda essa avaliação. Luís Paulo Costa, muito obrigado por ter estado em direto conosco. Luís Paulo Costa, autarca de Arganil, a ajudar-nos aqui a fazer um ponto de situação deste grande incêndio que começou em Arganil e que já se espalhou para outros concelhos vizinhos, sendo que, como escutávamos, Covilhã e também Pampilhosa da Serra são dois dos concelhos onde o combate às chamas está mais complicado. Para além dos incêndios nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Coimbra, a situação continua também complicada a norte, com os fogos de Freixo de Espada à Cinta e Mirandela. Quanto aos aviões Fireboss cedidos pela Suécia, devem chegar hoje, isto de acordo com a Proteção Civil. Devem começar a operar amanhã, numa altura em que o presidente do Chega pede a demissão da ministra da Administração Interna e o líder do PS pede ao primeiro-ministro para que convoque rapidamente a Comissão Nacional de Proteção Civil.

E no Explicador das manhãs 360, depois deste Jornal das 9, vamos falar dos efeitos psicológicos dos incêndios com Sofia Ramalho, bastonária da Ordem dos Psicólogos, e também Luís Meira, antigo presidente do INEM. É para ouvir depois do Jornal das 9. E o presidente do Hospital de Cascais admite que a unidade tem tido uma afluência inesperada na urgência de obstetrícia e avisa que a capacidade de resposta desta unidade de saúde é

Limitada. A única parceria público-privada do país tem conseguido manter as urgências sem encerramentos, os serviços médicos completos e os tempos de espera baixos, situação que está a levar outros hospitais da Grande Lisboa a reencaminhar utentes para Cascais. Em entrevista à "Observador", José Bento queixa-se de uma afluência imprevisível nos últimos tempos no ALS de Cascais, mas garante que tem a porta aberta para grávidas de outras zonas do país, desde que a referenciação seja comunicada de forma atempada.

Nós temos a porta aberta e pelo fato de termos a porta aberta, temos que receber os doentes até ao limite da nossa capacidade. Há alturas em que não temos capacidade para isso. Está prevista a afluência à urgência, naturalmente está prevista. Agora, a programação que se faz muitas das vezes extravasa o número previsto, mas o contrato tem mecanismos que se adequam perfeitamente a tudo isso.

Apesar das escalas preenchidas, o presidente do Hospital de Cascais admite dificuldades na captação de profissionais de saúde. Atualmente, esta é a única parceria público-privada no país e José Bento considera que o modelo devia ser mais aplicado no Serviço Nacional de Saúde.

É uma entrevista que faz a esta hora manchete no site do Observador. Destaque agora para a atualidade internacional. Donald Trump aconselha Volodymyr Zelensky a ceder a Crimeia à Rússia e pede que a Ucrânia abdique da adesão à NATO.

É o que escreve o presidente norte-americano horas antes de receber o presidente da Ucrânia na Casa Branca. Já Volodymyr Zelensky volta a pedir ajuda dos Estados Unidos para que existam garantias de segurança para a Ucrânia no eventual acordo de paz com a Rússia. O líder ucraniano já está em Washington para se reunir com Donald Trump e faz-se acompanhar por uma comitiva composta por vários líderes europeus. Na análise, a investigadora e especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, prevê uma reunião tensa.

Donald Trump também escreveu na última noite, na rede social Truth Social, que o presidente Zelensky da Ucrânia poderá terminar a guerra com a Rússia imediatamente se ele quiser ou ele pode continuar a lutar. Ou seja, este tipo de ultimato e a não compreensão por parte de Donald Trump daquilo que neste momento está a acontecer na Ucrânia, pode revelar e pode gerar tensões durante o dia de hoje. Ainda assim, eu tenho algum otimismo devido ao fato dele não ir sozinho e não se apresentar sozinho nesta reunião com Donald Trump.

Análise de Liliana Reis, investigadora e especialista em Relações Internacionais. Foi no gabinete de guerra desta manhã. Esta reunião na Casa Branca acontece depois do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca, onde Moscovo terá exigido a cedência das regiões de Donetsk e Lugansk para chegar a uma trégua. Entretanto, subiu para 20 o número de mortos na sequência de uma explosão numa fábrica na Rússia, aconteceu na sexta-feira. Há também 134 feridos. De acordo com as autoridades russas, a explosão aconteceu na sequência de um incêndio dentro da fábrica, que fica a cerca de 200 km de Moscovo.

Já a seguir o explicador sobre o impacto psicológico dos incêndios, mas antes, Luiz, que outras notícias estão em destaque esta manhã?

As Forças de Defesa de Israel continuam a atacar a faixa de Gaza após os protestos contra o governo de Benjamin Netanyahu em todo o país. De acordo com o jornal Haaretz, esta madrugada, o exército israelita lançou vários ataques aéreos no enclave. Entretanto, na cidade de Sderot, uma das povoações israelitas mais próximas de Gaza, os residentes estão a ser alertados para a possibilidade de se ouvirem fortes explosões ao longo do dia de hoje, informação avançada pelo Times of Israel. Um grupo de jovens profissionais de saúde vai entregar hoje ao governo um plano para reter talento no SNS. A proposta tem como objetivo melhorar o início de carreira, com medidas que passam pela reformulação de grelhas salariais e mais incentivos para a fixação em zonas mais carenciadas. Além de propostas e sugestões, o documento aponta para a precariedade dos contratos, a falta de progressão nas carreiras, o aumento dos níveis de estresse e burnout, e também a imigração profissionais como principais desafios do setor da saúde. O prazo para oficializar as candidaturas às eleições autárquicas termina hoje. Os candidatos têm até às 18h para entregar as listas, é o que adianta o calendário da Comissão Nacional de Eleições.

Luiz Soares e o Jornal das Nove.