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As notícias com a Carla Jorge Carvalho e com destaque para o mau tempo, que provocou 1500 ocorrências em todo o país até agora. O Norte é a zona mais afetada pela depressão Joseph. Só esta madrugada foram registadas quase 500 ocorrências, com destaque, Carla, para o distrito de Viana do Castelo.

Os dados acabam de ser atualizados pela Proteção Civil, num novo balanço feito esta manhã à Rádio Observador. No distrito de Viana do Castelo, há casas inundadas em Ponte de Lima e estradas cortadas em Arcos de Valdevez e Caminha, porque ficaram submersas depois de uma noite de intensa chuva. O comandante da Proteção Civil, Paulo Santos, faz o balanço destas últimas horas, com destaque para uma madrugada muito complicada.

Entre as 0h e as 7:45 de hoje, registamos um total de 490 ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa, mas principalmente na região Norte, que foi onde se registou uma atividade mais intensa, inundações e quedas de árvore. Desde o início do estado de prontidão especial de nível dois, ou seja, desde as 0h do passado dia 25 até às 7h de hoje, havia um total de 1508 ocorrências.

É o mais recente balanço feito pelo comandante Paulo Santos. As ocorrências mais frequentes são as inundações e a queda de árvores.

Não há registro de feridos, mas a Proteção Civil, Carla, regista cinco desalojados na zona de Oeiras.

Trata-se do caso de uma família em Porto Salvo, que viu a casa ser atingida por um deslizamento de terras na sequência das chuvas intensas. Hoje há oito distritos sob aviso laranja por causa do mau tempo. Amanhã esses avisos sobem para vermelho em vários distritos do Norte e do Centro. As autoridades alertam para o agravamento do estado do tempo nas próximas horas, com a depressão a deslocar-se para o sul de Portugal continental.

Destaque agora para as eleições presidenciais. António José Seguro e André Ventura encontram-se esta noite no único debate desta segunda volta, numa altura, Carla, em que seguem estratégias diferentes na campanha.

Completamente diferentes. O debate começa às 20h30, tem uma duração prevista de 75 minutos. Vai ser transmitido em simultâneo pelos três canais de televisão. André Ventura até desafiou o adversário para três debates. António José Seguro não aceitou. Recusou também participar no debate proposto pelas rádios. Vai ser, portanto, o único frente a frente entre os dois candidatos que vão à segunda volta no dia 8 de fevereiro. Seguro tem apostado numa campanha calma, dedicando cada dia a um tema em específico. Vai avisando ainda que nada está ganho. Já André Ventura assume-se como o candidato do povo, tem feito arruadas e tenta também piscar o olho a quem votou em Marques Mendes, em Gouveia e Melo ou em Cotrim Figueiredo.

E Carla, estivemos há pouco a fazer uma antevisão deste debate no "E o Vencedor É".

Miguel Santos Carrapato considera que é importante que o candidato apoiado pelo PS vá a jogo. O editor-adjunto de Política do Observador entende que Seguro quer correr menos riscos nesta fase da corrida a Belém, mas não deve considerar este debate uma mera formalidade.

Um debate contra André Ventura é uma exposição ao risco. André Ventura é muito competente a debater e é, sobretudo, imprevisível. Portanto, António José Seguro quererá correr o mínimo risco possível. Tem aproveitado esta segunda volta, que ainda não começou, está a começar a meio gás, mas para fazer uma espécie de desfile, não se expondo muito, fazendo da votação do dia 8 de fevereiro uma mera formalidade. É preciso e é importante ir a jogo. Se António José Seguro encarar este debate como uma mera formalidade, pode lhe correr muito mal.

Análise de Miguel Santos Carrapatozo, há instantes aqui na Rádio Observador, o editor-adjunto de Política, que aponta ainda o debate de Ventura como de alto risco e de grande imprevisibilidade.

E depois de 18 anos de negociações, a União Europeia e a Índia chegaram esta manhã a acordo sobre o novo tratado comercial. Ursula von der Leyen destaca a importância da cooperação entre parceiros no atual contexto geopolítico.

É o que sai da cimeira entre a União Europeia e a Índia, que está a decorrer em Nova Deli. Em causa, um mercado sem barreiras para 2000 milhões de consumidores entre a Europa e a Índia. Vai funcionar sem taxas alfandegárias, à semelhança do mercado único. A presidente da Comissão Europeia espera que a Europa duplique as exportações nos próximos anos. Ursula von der Leyen diz que a chave para o sucesso no mundo em convulsão está precisamente na cooperação.

Conseguimos. Conseguir assinar a mãe de todos os acordos. Estamos a criar um mercado de 2000 milhões de pessoas. Este é um acordo entre dois gigantes que escolhem parceria. Uma mensagem clara de que a cooperação é a melhor resposta aos desafios globais. Vamos atingir patamares de crescimento que nenhum dos dois atingiria sozinho.

Declarações de Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, na cimeira que decorre em Nova Deli. Está ainda prevista a assinatura de um segundo acordo para circulação de trabalhadores, estudantes e investigadores, bem como um pacto de segurança entre a União Europeia e a Índia.

9:07, a seguir o Explicador hoje sobre o novo podcast Plus do Observador. Mas antes, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de terça-feira?

A Câmara de Lisboa vai ter de pagar uma multa por ter divulgado dados pessoais à Rússia, num caso que ficou conhecido como Russiagate. O Tribunal Constitucional rejeitou o recurso da autarquia e decidiu que a Câmara vai ter de pagar uma coima no valor de mais de € 1 milhões. A notícia é avançada esta manhã pelo DN. A Câmara de Lisboa foi condenada a pagar essa multa em 2022, depois de ter sido acusada por ativistas que participaram num protesto junto à Embaixada da Rússia, a favor do opositor Alexei Navalny, de ter fornecido dados pessoais à embaixada russa. O caso remonta a 2021, quando a Câmara de Lisboa era liderada por Fernando Medina. O Ministério Público arquivou as queixas-crime apresentadas por Boaventura Sousa Santos contra as 13 mulheres que o acusaram de assédio sexual e moral. Em causa estavam queixas de injúria e difamação feitas pelo professor. De acordo com o despacho citado pelo Jornal Público, Boaventura Sousa Santos limitou-se a colocar em causa os depoimentos das visadas. As 13 investigadoras e estudantes do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra acusaram Boaventura Sousa Santos de assédio sexual e moral em 2023. Já estreou mais um podcast Plus do Observador.

Isso mesmo, e chama-se Os Segredos da Seita do Yoga. Narra a história real de como dezenas de portuguesas se tornaram seguidoras de um guru que é suspeito de vários crimes, entre eles, Carla, a exploração sexual e tráfico humano.

O centro da história é uma escola de yoga em Lisboa que ainda hoje continua a ter no guru um mestre espiritual. É o romeno Grigorian Bivolaru, o guia espiritual da escola, autor de todas as lições ali ensinadas e guru de todos os alunos. Carinhosamente, chamam-lhe Grig.

A pouco e pouco, íamos sendo incutidos que o Grig era um ser muito especial. Não quero estar a exagerar, mas algumas pessoas acabavam por, de certa forma, o equiparar a Jesus ou pelo menos a um mestre muito evoluído. E que nós tínhamos uma grande graça divina por termos um mestre que estava encarnado, que estava vivo. Era uma graça divina, era algo muito especial que nós tínhamos, que era termos a possibilidade de ainda encontrarmos o mestre, ainda vermos o mestre.

É o excerto do primeiro episódio de Os Segredos da Seita do Yoga, o novo podcast Plus do Observador, que é narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim.

Como habitualmente, há um novo episódio para ouvir todas as terças-feiras. Estreia hoje e é bem possível que este podcast ajude a consolidar o ranking que coloca o Observador em primeiro lugar dos podcasts mais ouvidos em 2025. E agora sim, temos direito a aplausos.

Ficamos assim.

Realmente estava a ver que não.

Realmente.

Obrigado. E amanhã alguém que traga um bolo. Mercio também.

Amanhã ou mesmo hoje.

Eu já comi o pastel de nata. Mas nunca se recusa.

Como o Bruno não precisa, não tragam para ninguém. Mas é preciso, vou impressionar-vos com os números. Ao longo do ano passado, os ouvintes clicaram 33,2 milhões de vezes no botão do play para ouvir um podcast do Observador.

Impressionante.

É verdade. Somos líderes nacionais, a Renascença ficou em segundo lugar e a Comercial em terceiro.

E Carla, quais são os mais ouvidos?

Vamos lá. Por esta ordem, o Contracorrente em primeiro, Guerra Traduzida, a História do Dia, E o Resto é História, E o Vencedor É, O Bom, o Mau e o Vilão, Ideias Feitas e Gabinete de Guerra. Temos 22 podcasts acima do meio milhão de downloads. Impressionante.

E vocês fazem todos parte disto? Todos fazemos parte. Contracorrente, E o Vencedor É.

Todos.

Todos. E os ouvintes, sobretudo. Ao Observador e obrigado por nos escolher. A si, que está sempre desse lado, aconteça o que acontecer.