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Edição das 9 com José Rafael Lopes. Termina hoje o Congresso do PS e, Zé, o terceiro e último dia desta reunião socialista em Viseu vai contar com a eleição dos órgãos nacionais do partido.

É uma das votações que vai decorrer ao longo do dia de hoje, sendo que a partir das 09h até às 11h, os delegados vão votar a moção global de orientação política de José Luís Carneiro e escolher os órgãos nacionais do partido. Vão ser os primeiros escolhidos desde que o secretário-geral socialista assumiu a liderança do partido. As atenções deste terceiro dia do Congresso do PS estão também viradas para o discurso de encerramento por parte de José Luís Carneiro, no qual o líder do PS deve apresentar propostas para habitação, saúde, economia e ainda, mais uma vez, abordar o tema da legislação laboral. Ontem, a relação com o PSD, à boleia do acordo com o Chega para a nomeação dos juízes para o Tribunal Constitucional, foi um dos temas em destaque do segundo dia de Congresso Socialista, com ideias divergentes sobre até que ponto deve existir ou não uma rutura com o PSD, em particular com Luís Montenegro, caso a posição do PS não seja respeitada na indicação de juízes para o Tribunal Constitucional. Logo no arranque do dia, o presidente do PS, Carlos César, tentou ditar uma estratégia, mas, Miguel Viterbo Dias, há ainda vozes divergentes.

No arranque do dia, o presidente do partido, Carlos César, tentou ditar o tom na relação com o Governo.

O PS deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia, em que deve ser assertivo e distintivo, lembrando ao Governo que é dele que depende a estabilidade política.

Mas nem todos concordaram.

Nós precisamos de ter uma postura forte. Nós temos que nos dar ao respeito. Nós precisamos de falar para o país, porque o PS é candidato a governar o país e não candidato a parceiro parlamentar deste Governo.

Miguel Costa Matos, um dos novos jovens turcos do PS, que pede uma oposição mais agressiva. Mas entre as atuais figuras da direção, o conselho é para evitar ruturas.

Devemos ter todos uma grande preocupação em contribuir para que se não chegue a uma situação de crise irreversível na relação entre os dois partidos.

Francisco Assis, que ainda assim admite que a questão da indicação de juízes para o Constitucional pode mudar a relação entre os partidos.

Se porventura isso acontecer, alterará radicalmente a relação entre os dois principais partidos políticos em Portugal. Isso não deve, evidentemente, ter como consequência natural, automática e inevitável, que o Partido Socialista, por exemplo, diga de antemão que vai inviabilizar o Orçamento.

E entre as vozes que até têm feito reparos à estratégia de José Luís Carneiro, culpa-se o PSD.

O PS não está a fazer uma rutura. Quem faz a rutura é quem, pelos vistos, e acreditando no líder do Chega, não é uma coisa na qual eu deposite grande confiança, há um acordo já fechado há muito tempo sobre este assunto e o Partido Socialista não é envolvido numa conversa sobre isto, não se retiram conclusões. Perguntam: "Mas isto é uma rutura? Nunca mais falamos, nem olhamos para o Orçamento?" Claro que não, o Partido Socialista nunca faria uma rutura dessa natureza.

Rutura de Mariana Vieira da Silva num dia de congresso que não conseguiu estabelecer uma linha firme sobre a relação entre o PS e o Executivo.

Um trabalho do jornalista Miguel Viterbo Dias com a estratégia do PS para lidar com o Executivo de Luís Montenegro. Hoje é o terceiro e último dia deste Congresso do PS em Viseu.

E que vamos acompanhar ao longo desta manhã de fim de semana aqui na Rádio Observador. Marcelo Rebelo de Sousa diz que está a cumprir uma travessia no deserto no que diz respeito ao comentário político.

O ex-presidente da República está a cumprir aquilo que prometeu, de manter-se em silêncio sobre questões políticas. Marcelo Rebelo de Sousa participou numa tertúlia da Festa do Livro de Celorico de Basto e, apesar da insistência dos jornalistas, não comentou nenhum tema que considera político. Quer isto dizer que não comentou qualquer tema. O antigo chefe de Estado diz que esta travessia no deserto é para continuar.

Sobre isso é que não posso dizer nada, tenho imensa pena. Sei que vai ser uma maçada, vai ser um deserto eterno para os meus amigos, onde perguntar mil vezes e eu mil vezes direi que não digo nada.

O Governo tem avançado para colmatar esta crise energética.

Tudo isso são questões políticas sobre as quais eu não me vou pronunciar.

Professor, e então do ponto de vista de Direito e de constitucionalismo, o professor é um perito necessário?

Também não, porque isso é uma questão política.

E acerca da atualidade internacional e da guerra do Irão?

Também é uma questão política.

Não o preocupa?

Também é uma questão política sobre a qual não me vou pronunciar.

Um deserto eterno de comentários, é o que diz Marcelo Rebelo de Sousa. Ainda assim, o antigo chefe de Estado assegurou que vai continuar a aparecer em momentos institucionais.

Um grupo de investigadores portugueses está a desenvolver um método para identificar doentes em maior risco de déficit cognitivo após sofrerem um AVC.

O objetivo é que os sobreviventes beneficiem de tratamentos mais protetores para reduzir o risco de sofrerem sequelas cerebrais no futuro. É um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que envolveu mais de 300 sobreviventes de AVC e que concluiu que os doentes em que se deteta a passagem de partículas que podem bloquear os pequenos vasos sanguíneos para o cérebro, têm um risco duas vezes maior de sofrer défices cognitivos a longo prazo. Isto, por exemplo Problemas no discurso e no pensamento, que se tornam mais lentos, e também problemas de memória e desorientação. À Agência Lusa, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto aponta que o próximo passo é desenvolver um novo ensaio clínico, com o objetivo de comprovar que tratar de forma mais agressiva os doentes com AVC reduz o declínio cognitivo a longo prazo. Este estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

E é já na próxima terça-feira que se celebra o Dia Nacional do AVC, a doença que mais mata em Portugal. No Médio Oriente, o Irão autorizou a passagem de 20 navios paquistaneses no Estreito de Ormuz.

A informação é dada pelas autoridades do Paquistão, que falam num passo significativo para a paz. Além da passagem destes 20 navios comerciais com bandeira paquistanesa, ficou fechado um acordo diário. O regime iraniano vai permitir que dois navios por dia passem pelo estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas no negócio do petróleo. Ainda assim, a passagem pelo estreito de Ormuz vai manter-se restrita ao comércio global, como tem estado desde o início da guerra. Há vários navios à espera de autorização para poderem passar no estreito, o que tem significado constrangimentos no mercado do petróleo.

Ainda no Médio Oriente, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos voltaram a ser alvos de mísseis e drones iranianos.

As autoridades dos dois países confirmaram esses ataques. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos escreveu numa publicação na rede social X que os sistemas de defesa aérea estão a intervir de forma ativa contra estas tentativas de ataque. O exército do Kuwait também disse estar a eliminar os ataques com sucesso. Entretanto, o Irão acusa os Estados Unidos e Israel de estarem a atacar de forma deliberada universidades e centros de investigação. É o que escreve o porta-voz do Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros. Acusa os dois países de tentar minar a fundação científica e o legado cultural do Irão.

Vamos ao desporto. Portugal empatou a zero com o México num jogo de preparação no Estádio Azteca.

Seleção portuguesa que se mostrou desinspirada, terminou o encontro com apenas dois remates à baliza, um em cada parte. Roberto Martínez apostou em algumas surpresas, fez muitas alterações ao intervalo, nove no total. Ainda assim, Portugal não conseguiu quebrar o enguiço, manteve-se o zero zero e apesar do resultado sem gols frente ao México, Roberto Martínez admite ter motivos para estar satisfeito.

Tivemos cinco dias para preparar o jogo, conceitos muito específicos, muito claros, e fiquei muito satisfeito com a intenção de executar isso e a ideia de jogo foi muito clara. Depois, individualmente, não é fácil jogar na altitude, em março. Há muitos aspectos individualmente que nós podemos avaliar, mas não era o estágio de avaliar jogadores num contexto individual, é avaliar os jogadores no contexto de grupo.

Roberto Martínez, em conferência de imprensa no México. O selecionador nacional fala numa equipa portuguesa que está mais preparada para o Campeonato do Mundo. Já João Cancelo admite que Portugal podia ter feito mais frente ao México.

Somos uma equipa que tem grandes jogadores, temos muita qualidade técnica dentro desta equipa e acho que todos nós temos que dar um bocadinho mais e dar um bocadinho mais de todos nós e jogar melhor.

João Cancelo, depois desse empate a zero entre Portugal e o México, jogo de preparação para o Campeonato do Mundo. A Seleção Nacional vai prosseguir o estágio de preparação para o Mundial. Volta a jogar na terça-feira frente aos Estados Unidos, em Atlanta.

Jogo também com relato aqui indireto na Rádio Observador. Antes do jogo, Zé, um adepto da seleção mexicana morreu no Estádio Azteca.

A tragédia aconteceu cerca de duas horas antes do apito inicial. Em comunicado, a Secretaria de Segurança da Cidade do México explica que este adepto caiu da zona de camarotes do estádio. Segundo a mesma fonte, o homem de 27 anos estava em estado profundo de embriaguez e tentou saltar do segundo piso para o primeiro. Ainda foi socorrido no local por pessoal médico, mas acabou por não resistir aos graves ferimentos.

Na Fórmula 1, já há vencedor. A Mercedes voltou a ganhar uma etapa do Campeonato do Mundo.

Kimi Antonelli venceu o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1. O piloto da Mercedes foi o primeiro a cruzar a meta no circuito de Suzuka. Oscar Piastri, da McLaren, ficou em segundo lugar. Charles Leclerc, da Ferrari, fechou o pódio no Grande Prêmio do Japão. Kimi Antonelli, de apenas 19 anos, está neste momento na liderança do Campeonato do Mundo de Pilotos. É o mais novo de sempre a seguir na liderança da classificação geral do Campeonato Mundo de Pilotos.

É desta forma que fechamos o Jornal das Nove, teve a edição do José Rafael Lopes.