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O Observador 91. As notícias com o jornalista Luís Soares. Um incêndio na serra do Caramulo está a ser combatido por mais de uma centena de operacionais.
São meios que têm vindo a ser reforçados ao longo da última hora. No terreno estão mais de 130 operacionais, apoiados por quase 40 viaturas. O alerta foi dado por volta das 6h. Nesta altura não há ainda meios aéreos no teatro de operações. Ao Observador, a fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil Viseu/Dão Lafões indica que as aeronaves devem ser acionadas logo que possível. A mesma fonte adianta também que as chamas não estão em zona de difícil acesso, mas o vento forte está a ser o principal inimigo dos operacionais. Neste momento, e de acordo com a Proteção Civil, não há populações em risco. Há instantes, à Rádio Observador, a presidenta da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, explicava o cenário no teatro de operações.
Efetivamente, o vento neste momento é a condição mais crítica e que nos merece alguma preocupação pela possibilidade de evolução das frentes do incêndio. Neste momento, o incêndio tem duas frentes. Efetivamente, ele começou na zona da povoação da Corte. Estão a ser mobilizados meios para o local, para além da recuperação do Vale do Vesteiros.
Para já são estas duas frentes que mais preocupam, numa altura em que há mais de 130 operacionais e também 40 viaturas no combate a este incêndio na serra do Caramulo. É um tema que naturalmente vamos continuar a acompanhar.
A Casa do Brasil, em Lisboa, espera que não haja nenhum episódio de violência na manifestação marcada pelo Chega por causa da visita de Lula da Silva a Portugal. Espera que a imigração e a nacionalidade sejam tema nas reuniões entre chefes de Estado.
Isto para que os cidadãos brasileiros que vivem em Portugal sejam tratados de forma igual aos portugueses que vivem no Brasil, com a nova Lei de Estrangeiros já em vigor e com a nova Lei da Nacionalidade a aguardar promulgação por parte da presidência. Ana Paula Costa, a vice-presidente da Casa do Brasil, diz esperar que algo mude com as reuniões do presidente brasileiro com Luís Montenegro e com António José Seguro.
Um dos temas que é esperado falar nesse encontro é o tema da imigração, seja pelos brasileiros que vivem aqui em Portugal, seja pelos portugueses que vivem lá no Brasil e que se espera um tratamento digno de ambas as partes. O tratamento que o Brasil dá para os imigrantes portugueses que lá vivem é muito mais favorável, seja do ponto de vista da aquisição da nacionalidade e até da própria Lei de Estrangeiros, do que o tratamento que infelizmente Portugal tem dado para os brasileiros aqui em Portugal e para todas as outras nacionalidades.
Já quanto à manifestação marcada pelo Chega contra a visita de Lula da Silva em Lisboa, a vice-presidente da Casa do Brasil, Ana Paula Costa, explica que esta é uma atitude que já era esperada, mas apela à calma.
Era de se esperar que houvesse alguma reação de não concordar com essa visita e também de polarizar mais o debate aqui na sociedade portuguesa. E o que nós esperamos, na verdade, é que haja um respeito e haja um tratamento por parte das autoridades, de não potencializar aqui situações mais agravantes, como algum tipo de violência.
Ana Paula Costa, vice-presidente da Casa do Brasil, em declarações esta manhã à Rádio Observador. Para o mesmo local está agendada uma outra iniciativa, mas de apoio ao presidente brasileiro. Esta manhã, Lula da Silva vai encontrar-se com Luís Montenegro, encontro seguido depois de uma declaração conjunta. Mais tarde, o chefe de Estado brasileiro vai almoçar no Palácio de Belém com António José Seguro.
Duarte Cordeiro está fora da comissão política do PS. O antigo ministro quer ficar menos comprometido com a atual liderança do partido e o núcleo duro de José Luís Carneiro acredita que há um aspirante à liderança a ganhar forma.
Isto enquanto dirigentes socialistas próximos de Duarte Cordeiro reforçam a necessidade de haver uma alternativa dentro do PS à atual liderança, para não passar a ideia de haver uma unanimidade que não existe. O certo é que o antigo ministro do Ambiente e antigo líder da federação decidiu ficar de fora da comissão política do PS este fim de semana e, como explica a jornalista Rita Tavares, essa decisão não foi inocente.
E, na verdade, os planos de um político como Duarte Cordeiro, que é bem-tido no Partido Socialista, tem muita influência, sobretudo na federação de Lisboa, no distrito de Lisboa. Ele foi líder desta federação durante muitos anos.
Não terá dificuldade em ter a máquina com ele.
Não teria dificuldade em começar a mobilizar militantes a seu favor. Mas o que eu estava a dizer é que uma figura assim, evidentemente que quando fala, sabe que ao falar vai ter um determinado impacto e também sabe que vão ser feitas leituras, e a mais clara e que não há maneira de ser, julgo eu, contestada, o próprio não vai contestar, aliás, a leitura que se fez ao longo destas últimas horas é que ele é uma alternativa a José Luís Carneiro.
De resto, nos corredores do Largo do Rato, há avisos sobre os riscos que o PS pode correr se houver uma luta pela liderança do partido, a lembrar a corrida de 2014 entre António Costa e António José Seguro. A Rita Tavares lembra também que essa corrida deixou feridas que ainda hoje se sentem.
Será que ele, no futuro, poderá ser acusado de deslealdade de forma tão clara, quando até avançou numa altura em que Carneiro estava sólido?
Só ao aparecer quando estivesse no chão.
Exato. Aí, se calhar, era visto como alguém que, sei lá, como António Costa em 2014. Essa guerra
Importante que houve dentro do Partido Socialista na altura, ainda era recordada agora na rua quando António José Seguro fez campanha eleitoral. Portanto, é uma coisa que foi difícil digerir, porque foi António Costa, no fundo, atirar o tapete a alguém que sabia que estava fragilizado na liderança do Partido Socialista.
Rita Tavares, grande repórter da seção de política do Observador, na edição de hoje da História do Dia.
Um programa que já está disponível em podcast. A Rita Tavares assina também esta notícia, que está em destaque a esta hora no site do Observador. O Irão está a analisar, e de forma positiva, a participação nas negociações de paz em Islamabad, e o Paquistão acredita que, caso os dois países cheguem a acordo, Donald Trump pode mesmo vir a participar nas negociações.
É o que conta uma fonte paquistanesa envolvida nas negociações à agência Reuters. Donald Trump pode mesmo marcar presença em Islamabad, de forma virtual ou presencial, depois de ser alcançado esse acordo. Para já, o que é certo é que será J.D. Vance, o vice-presidente norte-americano, a liderar as negociações do lado da Casa Branca. Deve viajar ainda hoje para Islamabad. Ainda hoje, também, um alto funcionário iraniano contou à agência Reuters que o regime de Teerão estava a analisar a participação nas negociações de forma positiva. Não foi ainda tomada nenhuma decisão para que as conversações possam acontecer já no dia de hoje.
São 09h08, Luís Soares. Já a seguir temos explicador pra falar sobre a crise na restauração, mas antes, que outras notícias marcam esta manhã.
A presidência do Conselho da União Europeia, a presidência cipriota, diz que quer evitar filas nas bombas de gasolina, caso o bloco comunitário tenha problemas de abastecimento de combustível. O ministro dos Transportes e Comunicações de Chipre admitiu hoje que a possibilidade de escassez de combustível é real e, por isso, o bloco comunitário precisa estar disponível para tomar medidas. Os ministros dos Transportes dos 27 debatem hoje, numa videoconferência, o impacto da guerra no Medio Oriente, nomeadamente a pressão sobre o combustível pra aviação e o cenário de um aumento de preços. A Amnistia Internacional acusa os líderes mundiais de serem submissos perante os ataques aos direitos fundamentais. O relatório da Organização de Defesa de Direitos Humanos critica a União Europeia e grande parte dos Estados-membros por não tomarem medidas significativas para travar as ações de Israel em Gaza ou para pôr fim às transferências de armas e tecnologia que alimentam crimes ao abrigo do direito internacional em todo o mundo. Portugal também não escapa às críticas, como aos tratos nas prisões, restrições ilegais a protestos pacíficos e também acesso inadequado ao aborto. Nos últimos nove anos, as autoridades receberam cerca de mil denúncias relacionadas com procedimentos estéticos realizados por pessoas que não tinham habilitações. A campanha "Não é só estética, é saúde", do Infarmed, da ASAE e também da Entidade Reguladora da Saúde, alerta ainda que a aplicação de Botox pode provocar infecções graves. E o Observador teve acesso a milhares de documentos que reconstituem a investigação a um dos crimes mais midiáticos dos últimos anos.
Trata-se do homicídio, em janeiro de 2011, do cronista social Carlos Castro, em Nova York. O caso é contado no novo podcast plus do Observador, "Os Ficheiros do Caso Carlos Castro".
Um crime cometido por Renato Seabra, que era conhecido do público, na altura, por participar num concurso televisivo para novos modelos.
9 de outubro de 2010, três meses antes da morte de Carlos Castro. Renato Seabra fez 21 anos há um mês. Há um mês também chegou ao fim o programa de televisão em que participou, um concurso de modelos organizado pela SIC, em colaboração com a agência Face Models, da designer Fátima Lopes. Chamava-se À Procura do Sonho e teve milhares de candidatos em todo o país.
São sempre miúdos que têm um sonho de moda e que querem entrar neste mundo. Uns têm as qualidades físicas e psicológicas, porque isso também é muito importante, para entrar neste mundo e outros não têm. As físicas, o Renato tinha, porque ele era muito alto, fisicamente era bonito, tinha um ótimo corpo. Aliás, ele era desportista, portanto, ele tinha tudo o que, à partida, nós procurávamos.
Um trecho deste terceiro episódio da série narrada pela atriz Joana Santos. Música original do pianista Júlio Resende. A investigação e os guiões são da jornalista Tânia Pereirinha.
E como é hábito, se for assinante standard ou premium do Observador, não tem de esperar. Pode ouvir já, antecipadamente, todos os seis episódios desta nova série.