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Um novio. Começamos este jornal com o sismo na Colômbia. Pelo menos 132 pessoas morreram, 570 ficaram feridas. Há também cerca de 3000 desaparecidos. As equipes de emergência estão no terreno numa altura em que vários países anunciam o envio de ajuda humanitária. Falamos de um sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter, que atingiu ontem a Colômbia e afetou, sobretudo, a região a oeste do país. Foi um dos maiores abalos das últimas horas nesta região. O epicentro foi registrado em Chocó, a 300 km da capital, Bogotá. Foi declarado estado de emergência para fazer face à situação. A prioridade neste momento é encontrar sobreviventes e são vários os países a mobilizar ajuda. Rui Casanova.
Com destaque neste momento para a Venezuela, ainda a recuperar dos sismos que provocaram mais de 6000 mortos, o país vai enviar socorristas e ajuda humanitária para a Colômbia. O anúncio foi feito na última noite. Os Estados Unidos também anunciaram, entretanto, um pacote de mais de 15 milhões de dólares para ajudar a Colômbia e a Comissão Europeia mobilizou o Serviço Europeu de Satélite Copérnicus para auxiliar as operações de busca e salvamento. Outros países da América Latina, como Argentina e Brasil, também já prometeram apoiar a Colômbia face a esta emergência. O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, que está no poder apenas desde a última semana, garante compromisso total na ajuda à população e na recuperação dos estragos.
"Por parte del gobierno, toda la disposición, todo el compromiso, la solidaridad con las víctimas y la obligación insoslayable de asistirlas, de estar ahí".
Solidariedade e assistência são as palavras do presidente da Colômbia numa conferência de imprensa ontem à noite. A maioria das vítimas mortais está concentrada na cidade de Pereira. Só aqui 18 edifícios ficaram completamente destruídos e há 60 edifícios parcialmente afetados, sendo que ainda não há uma contabilização oficial e total dos estragos em todo o país. Em Cali, foi decretado recolher obrigatório durante a noite, para evitar pilhagens e também facilitar o trabalho das equipes de emergência no terreno. As imagens mostram edifícios colapsados, pessoas a pedir ajuda e a rezar no meio da rua, também as equipes de emergência e equipes médicas a levar sobreviventes ensanguentados em macas. Entretanto, uma moradora, uma colombiana, deixa um apelo a todo o povo colombiano.
"Es un llamado para que como comunidad nos podamos unir".
"É um momento para o país se unir enquanto comunidade", é o que diz esta colombiana sobrevivente deste sismo. O presidente do país esteve nas últimas horas no terreno. Garante que a prioridade neste momento é encontrar sobreviventes. Estamos ainda dentro da janela considerada crítica de 48 horas para encontrar sobreviventes nos escombros, sendo que as autoridades admitem que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas.
E para já, Rui Casanova, há registro de 132 mortes confirmadas, 570 feridos. São os efeitos do sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter, um dos maiores dos últimos anos na região. Para já, não há registro de portugueses afetados pelo abalo. A garantia é deixada à Rádio Observador pelo secretário de Estado das Comunidades. A Proteção Civil está a emitir recomendações às pessoas que vão até o Parque Natural de Montesinho para ver o eclipse solar de amanhã. Está prevista uma subida das temperaturas e as autoridades estão preocupadas com o risco de incêndio. A região de Bragança espera receber muitos visitantes entre hoje e amanhã para ver o fenômeno, que pode aumentar o risco de incêndio nas zonas do Parque Natural. Ouvido pela Rádio Observador, o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, João Afonso, deixa algumas recomendações de precaução aos visitantes.
São os cuidados habituais para quem frequenta a floresta nesta altura do ano. Tanto é não fazer fogo, é ter cuidado com as beatas, não estacionar os veículos fora dos parques autorizados para o efeito, porque há o risco. A vegetação está muito seca e o estacionamento dos veículos fora das áreas destinadas ao efeito são elas potenciadoras também do risco de incêndio. Sabemos que vai ser uma semana com muito calor aqui, a rondar os 38, 39 graus. Recomendamos também que estejam atentos às recomendações da Direção-Geral de Saúde, nomeadamente para o risco de insolação, desidratação. No fundo, tudo que as pessoas possam desfrutar sem se colocarem elas próprias em risco.
João Afonso, ouvido pela Rádio Observador, adianta ainda que a Proteção Civil tem um dispositivo especial para o dia de amanhã, com várias autoridades envolvidas. A PSP também emitiu recomendações para evitar acidentes e congestionamentos de trânsito durante o eclipse, sobretudo depois do fenômeno. Tem havido uma autêntica corrida aos óculos para ver o eclipse em segurança. As farmácias são uma opção, mas, Carla, em Lisboa, há muitos espaços que não estão a conseguir dar resposta. Pois não. O Instituto de Ciência Viva distribuiu óculos na rede Clube da Visão, que tem mais de 600 óticas em Portugal. Esgotaram três vezes face à elevada procura. A Associação Nacional de Farmácias emitiu um comunicado na semana passada a dizer que, em virtude da escassez, as farmácias podiam comercializar este tipo de óculos. Nos últimos dias, a procura tem aumentado. Há ruturas de estoque, mas, Ricardo Lopes, há farmácias, sobretudo, que não conseguiram sequer adquirir os óculos aos habituais fornecedores.
Uma, duas, três vezes. O stock de óculos gratuitos para ver o eclipse solar em Portugal esgotou sempre que foi reposto. Ao consultarmos o site da rede Clube da Visão, podemos ler que a procura foi enorme e que, por isso, não foi possível chegar a todos. A alternativa foi dada seis dias antes do acontecimento: comprar nas farmácias.
Apenas no dia 6 de agosto é que a ANF indicou que, devido à escassez dos óculos que estavam a ser fornecidos pelas óticas do Clube Visão em parceria com a Ciência Viva, seria permitido à farmácia comercializar os óculos.
Ouvimos a explicação de Alexandra Matos, diretora técnica da Farmácia Alentejo, que não vendeu um único par de óculos.
Tentámos todos os esforços junto dos nossos armazenístas e nunca conseguimos obter qualquer resposta. Não estão mesmo disponíveis.
O cenário é idêntico na Farmácia Alvalá de Saúde, onde nos últimos dias a pergunta mais comum leva sempre a mesma resposta.
Diariamente, imensas pessoas me perguntam pelos óculos para o eclipse. Só que eu não consigo nem sequer ficar com reservas, porque não tenho previsão nenhuma de entrega de óculos.
Silvia Beirão, diretora técnica da farmácia, explica que não foi por falta de tentativa.
Tentei sempre em todos os meus fornecedores, tentar encomendar os óculos, só que estavam sempre esgotados.
Dada a escassez, admite que chegou a equacionar fornecedores menos convencionais.
Soube que a Amazon tinha, por exemplo, mas não sabia se eram certificados ou não, e então não arrisquei.
Seguimos para a Farmácia Marbel, onde o farmacêutico Guilherme Brito explica que também tentaram adquirir os óculos certificados.
Nós fizemos o pedido de cerca de 50 unidades.
Cinquenta unidades que nunca chegaram.
As pessoas têm procurado imenso. Esta última semana tem sido de grande procura. As pessoas ligam para a farmácia à procura dos óculos do eclipse e a verdade é que nós não temos.
A poucas horas do eclipse e com uma verdadeira caça aos óculos, a maioria das farmácias não consegue dar resposta à procura.
Ricardo Lopes, que visitou várias farmácias em Lisboa com rutura do stock em muitos casos, quando estamos a poucas horas do eclipse. A Associação Nacional de Farmácias aconselha, por isso, a partilha dos óculos entre familiares e amigos. São agora 9:09. Já a seguir o Explicador sobre as novas regras de transparência salarial. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de terça-feira? As escolas devem começar a receber hoje os resultados em atraso dos pedidos de recurso e de correção de cotações de exames nacionais da primeira fase. Em causa estão mais de 200 alunos que ainda não conhecem todas as notas. O Ministério da Educação anunciou um inquérito às escolas que enviaram mais tarde os exames ou os pedidos de recurso. O Júri Nacional de Exames atribui às escolas estes atrasos por terem submetido os pedidos mais tarde. Na Ucrânia, pelo menos cinco pessoas morreram e 20 ficaram feridas num novo ataque da Rússia a Zaporizhzhia. Em Kiev, também voltaram a ser ouvidas explosões durante a noite. Já na Rússia, há registo de um incêndio numa refinaria. Isto numa altura em que a Wildberries, conhecida como a Amazon russa, voltou a ser atacada. A vida dupla do espião traidor é o novo podcast Plus do Observador. Narra a história do agente português do Serviço de Informações de Segurança, que foi apanhado a vender segredos da NATO à Rússia. Ao longo de seis episódios, este podcast conta com testemunhos de pessoas que conhecem o SIS por dentro, entre eles ex-diretores das secretas portuguesas.
Em condições normais, Carvalhão Gil teria apanhado um autocarro até ao hotel que reservou para as próximas duas noites. Mas não é isso que acontece.
E depois acabou por não apanhar um transporte para o hotel que tinha reservado. A partir de Términi, tinha para aí uma hora de transportes. Aquilo era nos arrabales de Roma. E ele acabou por não o fez, deambulou por ali e a essa altura entrou num hotel. Entrou num hotel, quer dizer, sem marcação, sem nada, e fez um check-in assim a frio.
Há dias, ainda em Lisboa, Carvalhão Gil fez uma reserva para duas noites no The Brand Hotel Roma, a cerca de 10 km do centro da cidade. Pagou 138 € pelo quarto. Os inspetores também marcaram quartos nas redondezas. Mas agora, o espião acaba de entrar no Hotel Contilia, no número 81 da Via Príncipe Amadeu.
O alvo está deitado é o título do terceiro episódio do novo podcast Plus do Observador, que já está disponível. O ator Ivo Canelas é o narrador desta série, que conta com música original de Bruno Pernadas. A investigação e os guiões são do jornalista do Observador, o Pedro Rainho.