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Rádio Observador, são 5 horas. As notícias com Nadine Soares.
Bom dia! Hoje é dia de segunda volta das eleições legislativas em França. As últimas sondagens dão a extrema-direita mais longe da maioria absoluta. A coligação dos partidos de esquerda e extrema-esquerda aparecem próximos do partido de Marine Le Pen e Jordan Bardella. A Nova Frente Popular aparece com mais intenções de voto de 155 a 185 deputados. A União Nacional sobe ligeiramente com o intervalo de 170 a 210. É de relembrar que são necessários pelo menos 289 lugares no Parlamento francês para uma maioria absoluta. Uma sondagem do Instituto de Estudos de Opinião do Marketing de França. Os franceses são chamados hoje a votar na segunda volta. A dúvida é se a União Nacional vai conseguir ou não a maioria absoluta. A enviada especial d'O Observador, Cátia Bruno, explica que tudo está em aberto.
Temos a sondagem que foi publicada na sexta-feira à noite, que nos dá algumas luzes do que poderemos ter este domingo como resultado. É uma sondagem que diz que a Frente Nacional, aliás, a União Nacional, antiga Frente Nacional, deverá vencer esta segunda volta, mas não deverá ter deputados suficientes para conseguir uma maioria absoluta. Ora, isso a acontecer, é muito provavelmente por causa da quantidade de desistências que houve nas chamadas triangulares, as corridas em que passaram mais do que dois candidatos à segunda volta. Mas a situação continua a ser complexa e está tudo em aberto, porque não é certo se estas desistências fazem com que automaticamente a União Nacional perca nesses círculos eleitorais.
A editora da seção de internacional d'O Observador diz ainda que tudo pode mudar, porque há eleitores que podem não ter gostado do fato de terem sido forçados a escolher uma frente.
Há eleitores que não conseguem aceitar a ideia de ou ter de votar num candidato da esquerda, que é, por exemplo, associado à França Insubmissa de Mélenchon e que é visto por muitos em França como uma extrema-esquerda demasiado radical. Outros, à direita, que são de centro-direita e que não se revêm na União Nacional, custa-lhes ter de apoiar um candidato da Frente Popular. Outros, à esquerda, custa-lhes ter que pôr o seu voto num candidato ou do campo Macron ou até nalguns casos, dos Republicanos, o partido de centro-direita que se dividiu nesta eleição, em que uma parte apoia a União Nacional e a outra continua a concorrer sozinha. E, portanto, neste domingo, as decisões de todos estes eleitores podem mudar completamente o jogo.
A explicação de Cátia Bruno, enviada especial d'O Observador à França. Pelas 18h, vamos ter uma emissão especial da Rádio Observador para acompanhar os resultados. Vão ser eleitos 577 deputados por 49 milhões de eleitores. Ainda na atualidade internacional, a União Europeia repreende Viktor Orbán, desta vez por uma viagem surpresa ao Azerbaijão. O primeiro-ministro participou numa cimeira dos Estados Turcos. Em comunicado, Josep Borrell esclarece que foi um encontro exclusivamente da responsabilidade da Hungria e da organização e que não representa a instituição europeia. A Hungria exerce atualmente a presidência rotativa do Conselho Europeu até dezembro. O chefe da diplomacia europeia explica, por isso, que a Hungria não recebeu qualquer mandato do Conselho da União Europeia para avançar com laços com a organização dos Estados Turcos. Orbán já tinha sido repreendido pela União Europeia depois de ter viajado para Moscovo sem ter informado as instituições. Os assessores de campanha de Joe Biden enviaram uma lista de perguntas às rádios, é o que dizem dois locutores de rádio à ABC News. Estes profissionais tiveram a oportunidade de entrevistar o presidente dos Estados Unidos esta semana e revelaram que receberam uma lista de questões para fazer antes das entrevistas. Esta informação vem agravar as críticas de que o candidato democrata está a tentar corrigir a má prestação no debate frente a Donald Trump. A campanha respondeu, citada pela mesma fonte, garante que não queria condicionar as entrevistas e que eram apenas sugestões e uma prática comum. Isto numa altura em que o cerco a Joe Biden parece estar a apertar. Um grupo de congressistas e senadores democratas continuam com dúvidas sobre as condições de Joe Biden para continuar na corrida à presidência da Casa Branca. Por isso, estão a planear uma reunião de emergência hoje, é o que avança a NBC. Reuniões que surgem para manter a pressão sobre o presidente norte-americano. Viramos a página para a política nacional. Nenhuma das propostas de revisão dos estatutos foi aprovada na Convenção da Iniciativa Liberal. Os trabalhos encerraram, por isso, à hora de jantar. A agenda da 8ª Convenção Liberal tinha previsto a discussão de propostas de estatutos, as que conseguissem dois terços de votos com possíveis alterações. Como nenhuma obteve os votos necessários, os trabalhos foram encerrados. Miguel Viterbo Dias.
Um congresso para mudar estatutos que os deixa tal qual como estão. A Iniciativa Liberal mantém a organização inalterada porque nenhuma das propostas conseguiu os dois terços necessários para ser aprovada. A proposta da Direção Nacional teve 58% dos votos e a da oposição interna apenas 28%, mas nenhuma cumpriu os mínimos exigidos. No final de duas rondas de votação, o presidente da Convenção Nacional deu por encerrados os trabalhos, pouco passava das 20h. Ainda que ninguém tenha conseguido levar avante a proposta apresentada, a cara da oposição interna, Tiago Maia Gonçalves, admitiu ao Observador que a iniciativa da Direção Nacional representava um retrocesso.
Entre estes estatutos e mantermos tudo absolutamente tal como estão, a proposta do grupo de trabalho estatutário, acho que é, sinceramente, um retrocesso para o nosso partido e aliás, objetivamente, representará a nossa incapacidade de fazer crescer o liberalismo em Portugal.
Tiago Maia em entrevista ao Observador, horas antes dos resultados serem conhecidos. A Direção Nacional ainda contou com a ajuda de caras como João Cotrim Figueiredo ou Rodrigo Saraiva, que não conseguiram convencer os congressistas necessários. Mas o antigo líder parlamentar e agora vice-presidente do Parlamento, diz que Rui Rocha tudo tem feito para unir o partido.
É preciso dois pra dançar o tango. O Rui demonstrou que estava disponível pra dançar o tango. E houve pessoas que nessa convenção apoiaram a Carla Castro e hoje em dia colaboram com o Rui Rocha, colaboram até com o grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, foram candidatos nestas últimas legislativas. Outros Se calhar não quiseram ser unidos.
Rodrigo Saraiva em entrevista ao Observador num partido menos dividido, mas em que Rui Rocha ainda não consegue impor as regras internas que quer.
Miguel Viterbo Dias a acompanhar a convenção da Iniciativa Liberal, uma convenção que ficou marcada também por críticas ao governo. Miguel Gato.
No arranque dos trabalhos, Rui Rocha não deixou muitas críticas ao governo, mas fez exigências quanto à TAP.
Surpreendentemente, porque este governo, em funções atualmente, se apresentou com o propósito de privatizar a TAP, dá-me a ideia que vamos ter de liderar outra vez, porque perderam a vontade de privatizar a TAP e nós vamos continuar a insistir que é preciso privatizar a TAP.
O tom da Iniciativa Liberal é de construção e João Cotrim de Figueiredo encontra pontos positivos na governação do Executivo de Luís Montenegro.
A partir de determinada altura, depois de algumas semanas iniciais titubeantes, o governo começou a produzir legislação que vai genericamente naquilo que seria o caminho que a Iniciativa Liberal também tomaria.
Também o vice-presidente da Assembleia da República, eleito pela Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, pede estabilidade para o governo e deixa recados ao Partido Socialista.
O PS nunca faz o chamado período de nojo ou período de luto. No dia seguinte a saírem do poder, estão a fazer oposição como se não tivessem responsabilidades governativas nos últimos anos. E agora têm que dar tempo ao governo que foi escolhido pelos portugueses, a um governo alternativo.
Os liberais esperam poder ter medidas na proposta do Orçamento do Estado e tiram lições, como admite Cotrim, do crescimento de outros partidos, nomeadamente do Chega.
As pessoas são sensíveis à personalização da política, as pessoas são sensíveis a uma certa forma mais direta de comunicar as alternativas políticas. As pessoas são particularmente sensíveis a que se tratem os temas que as preocupam e ocupam no dia a dia. Não é uma inevitabilidade, nem em Portugal nem na Europa, conseguir limitar o crescimento dessas forças.
Cotrim de Figueiredo recusa a marca pessoal no resultado das eleições europeias e aponta as lições que a Iniciativa Liberal retirou das legislativas.
Miguel Gato a acompanhar a convenção da IL em Santa Maria da Feira, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, considera que os resultados são uma meia vitória da oposição interna.
Houve duas propostas muito ambiciosas, uma do Conselho Nacional com a linha oficial, que era apoiada por Rui Rocha, e uma que juntava os críticos e que era o cimento que unia todos os críticos de Rui Rocha. Apesar de ser uma vitória pírrica, eu acho que isto é uma meia vitória de Tiago Maia Gonçalves, porque se é verdade que ele tinha toda a confiança de que poderia aprovar os estatutos, ninguém acreditaria nisso. Agora, eu pergunto o seguinte: uma proposta de revisão estatutária apoiada por Luís Montenegro, por Pedro Nuno Santos ou por André Ventura, não seria aprovada? Mesmo que fosse necessário dois terços, eu faço esta reflexão. Claro que seria.
A análise de Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador. Tempo ainda para olharmos para o desporto. Estão definidos os jogos das meias-finais do Euro 2024. A Inglaterra venceu a Suíça nas grandes penalidades. Os Países Baixos deram a volta ao marcador e venceram a Turquia. 2x1 foi o resultado final. Agora, contas feitas, a meia-final vai opor a Espanha e França já na próxima terça-feira, pelas 20h, em Munique. No dia seguinte, na quarta-feira, a segunda meia-final é jogada pelos Países Baixos e Inglaterra, também pelas 20h, em Dortmund. A final está marcada para 14 de julho, em Berlim. O calendário das edições 2024, 2025 da Primeira e Segunda Liga Portuguesa de Futebol é hoje conhecido, através de um sorteio das competições profissionais. A cerimónia chamada Kickoff está marcada para as 19h30 no Convento do Beato, em Lisboa, e vai definir o percurso de cada clube no futebol nacional. Na Copa América, o Uruguai eliminou o Brasil nas grandes penalidades e está nas meias-finais. Os uruguaios venceram a formação Canarinha por 4x2, após 90 minutos, sem gols no Nevada, nos Estados Unidos. É o ponto final neste noticiário. Voltamos a atualizar toda a informação às 05h30.