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Muito boa tarde, são agora 15h, temos o Jornal das Três com a jornalista Diana Rosa. Diana, Luís Montenegro acusa o PS de desvalorizar a agricultura em Portugal.

Declarações do líder da Aliança Democrática no Encontro Nacional dos Agricultores e do Mundo Rural. O social-democrata afirma que as próximas eleições vão ser uma oportunidade para avaliar o trabalho do PS em várias áreas, em particular no setor agrícola.

Nós não chegamos aqui há oito dias, nem há oito meses. Nós tivemos oito anos de Partido Socialista, como aliás, se quisermos ser um bocadinho mais amplos na análise, tivemos 22 anos de Partido Socialista nos últimos 28. Será muito estranho confiar a quem não foi capaz, neste período, de valorizar a agricultura, de modernizar a agricultura. Será muito estranho esperar que eles agora tenham finalmente despertado para esse interesse. Não. Tanto não despertaram que a agricultura é objetivamente uma matéria ausente do discurso político do Partido Socialista. Ainda hoje.

Neste discurso, o líder da AD afirmou ainda que está confiante de que as próximas eleições vão trazer uma corrente de mudança no país.

António Costa afirma que Portugal não vai ficar nas mãos da extrema-direita.

numa entrevista ao jornal espanhol "La Vanguardia", o primeiro-ministro admite que a crise política atual é um terreno fértil para populismos a cerca de três semanas das eleições. António Costa diz que ainda é cedo para definir o cenário político depois das legislativas, mas recusa que um futuro governo dependa do voto do CHEGA.

É verdade que o populismo cresceu, mas a minha convicção é a de que conforme nos formos aproximando das eleições, conforme as pessoas que se recusaram a responder às sondagens se perceberem que vão ter de ir votar, os indecisos vão também decidir em quem vão votar. Aí acredito que de um lado o Partido Socialista, do outro a aliança da direita vão subir e a extrema-direita populista vai descer.

Nesta entrevista à "La Vanguardia", António Costa fala do processo influencer para sublinhar que não está arrependido por ter pedido a demissão. O primeiro-ministro esclarece que ainda não foi contactado pela Justiça para prestar declarações, nem foi alvo de qualquer acusação. Lamenta, por isso, que sejam feitos veredictos em praça pública que colocam em causa a presunção da inocência. António Costa considera ainda que o funcionamento da Justiça deve ser respeitado e deve ser afastado da campanha eleitoral.

Seguimos com as notícias. José Sócrates acusa as juízas do Tribunal da Relação de usarem uma citação falsa no acórdão da Operação Marquês e de alterarem os factos do processo.

Em causa estão crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, que voltaram a recair sobre José Sócrates depois da pronúncia das três desembargadoras da Relação. Numa nota enviada hoje à Agência Lusa, o antigo governante afirma que o Ministério Público não tinha legitimidade para pedir a alteração da qualificação jurídica dos crimes, nem as juízas deveriam ter aceitado essa alteração. A decisão da segunda instância foi conhecida no dia 25 de janeiro. Já nessa altura, o advogado de José Sócrates, Pedro Marinho Falcão, tinha admitido contestar a decisão por alegadas questões controversas.

A Frente Cívica considera que os partidos políticos têm má fé em relação à Justiça.

Foi a análise feita à campanha eleitoral pelo vice-presidente da associação, em declarações à Rádio Observador. João Paulo Batalha critica o discurso levado para as ações de campanha nas últimas semanas e deixa culpas à política pelo que se passa na Justiça.

Estamos a assistir a um grande festival de má fé da parte dos políticos. Em primeiro lugar, a querer quase criminalizar o Ministério Público por estar a investigar políticos e, em segundo lugar, a querer chegar a conclusões definitivas sobre processos a cada momento processual. E sabendo nós que temos um processo penal muito labiríntico e que essas coisas estão ainda muito longe do fim, é, para mim, alarmante ver os políticos a fazer este tipo de pressões e começarem a discutir potenciais reformas do sistema judicial à boleia destes casos concretos.

João Paulo Batalha rejeita ainda a responsabilidade da Justiça pela queda do governo do continente e da Madeira. Afirma, por isso, que a preocupação dos partidos políticos nesta altura deve ser o combate à corrupção.

E o chefe da diplomacia europeia afirma que a banca norte-americana é um dos principais obstáculos para a solução dos dois Estados no conflito entre Israel e Palestina.

Depois de os Estados Unidos terem ameaçado voltar a bloquear a resolução da ONU para um cessar-fogo humanitário na Faixa de Gaza, Josep Borrell falou hoje na Conferência de Segurança em Munique. O chefe da diplomacia alerta que os bancos norte-americanos estão a gerar mais violência em direção à Palestina.

Temos de considerar diferentes cenários sobre o grau de envolvimento dos Estados Unidos na segurança europeia. Relativamente ao Médio Oriente, precisamos promover uma solução política abrangente que inclua não só Gaza, mas também a margem americana. Temos falado muito, mas não tanto sobre a situação no Médio Oriente. Estou surpreendido porque toda a gente fala sobre o fim da guerra em Gaza. Sim, temos de acabar com a guerra em Gaza, mas agora toda a gente fala muito sobre a banca norte-americana. E a banca norte-americana é o verdadeiro obstáculo para a solução de dois Estados. A banca dos Estados Unidos está a aumentar o nível de violência contra os palestinianos, que estão em crise desde o dia 7 de outubro. E se as Nações Unidas deixarem de apoiar o povo palestiniano, podemos estar a caminho de uma explosão ainda maior.

Declarações de Josep Borrell na Conferência de Segurança em Munique, no dia em que Israel diz estar contra o reconhecimento unilateral de um Estado palestiniano.

E são agora 15h06. Diana Rosa, que outras notícias marcam a atualidade, agora de âmbito local?

Em Almada, a Proteção Civil colocou este sábado 125 armadilhas para capturar vespa asiática em locais estratégicos do Conselho. A medida coincide com a fase de início de atividade desta espécie invasora e predadora da abelha europeia. É nesta altura do ano que, devido ao aumento das temperaturas, as vespas fundadoras saem do estado de hibernação e iniciam a construção dos ninhos. As armadilhas só vão ser retiradas no dia 13 de abril. Em Oeiras, a Câmara Municipal vai requalificar zonas pedonais e pavimentar as pracetas junto à Avenida Rio de Janeiro. Os trabalhos devem arrancar amanhã. Prevê-se que estejam concluídos no prazo de um mês. O principal objetivo das intervenções é melhorar a segurança pedonal e rodoviária. Para ajudar no progresso dos trabalhos, a autarquia pede que se evite estacionar na zona das obras. Alerta ainda que viaturas estacionadas de forma indevida ou que dificultem a evolução dos trabalhos estão sujeitas a reboque. Nas Caldas da Rainha, 30 pessoas que pediram asilo estão em risco de dormir na rua. O grupo foi instalado pela Agência para a Integração de Migrações e Asilo no Hotel Cristal. A reserva feita através de uma agência de viagens terminou na quarta-feira, de acordo com o que confirma a unidade hoteleira à Agência Lusa. Enquanto esteve alojado no local, o grupo realizou refeições nas instalações da Segurança Social. Terminada esta reserva, na quarta-feira, deixaram de ter acesso a refeições, tendo hoje ficado sem almoçar. Os 31 cidadãos deveriam ter sido encaminhados pela AIMA durante o dia de quinta-feira, o que ainda não aconteceu. Em Aveiro, realiza-se dentro de um mês a Semana dos Parceiros 2024, no roteiro das minas e pontos de interesse mineiro e geológico de Portugal. Vai envolver atividades em vários pontos da região de Aveiro. A iniciativa pretende promover visitas e percursos às minas. Vai realizar-se entre os dias 18 e 24 de março. Na Póvoa de Varzim, o Festival Literário Correntes de Escritas faz 25 anos. As ruas da região já acolhem o evento que celebra não só a edição 25º do festival, como os 50 anos da elevação da Póvoa de Varzim à cidade e ainda cinco décadas do 25 de abril. O tema da iniciativa está voltado para a liberdade na escrita. O plano de atividades vai contar com a presença de 70 autores, 40 lançamentos de livros e ainda um encontro de tradutores. O festival arrancou ontem, dura até à próxima segunda-feira. A fechar, Rita, os U2 deram um concerto em Las Vegas e puseram o estádio a gritar por Alexei Navalny numa homenagem ao opositor de Putin, que morreu na sexta-feira. Vamos ouvir o registo desse momento.

"Apparently, Putin would never ever say his name. So I thought tonight, people who believe in freedom, we must say his name. Not just remember it, but say it. Alexei Navalny. Alexei Navalny."

Aqui o Bono Vox a dizer que Putin recusava-se a dizer o nome de Navalny, por isso, em nome da liberdade, pediu a todos que gritassem pelo nome do opositor russo.

Foi em Las Vegas esta homenagem. Os U2 costumam ser muito interventivos no que diz respeito à política e às várias guerras um pouco por todo o mundo. Ainda no ano passado deram um concerto numa estação de Kiev, na Ucrânia. Desta vez, esta homenagem a Navalny e o alerta contra a Rússia de Putin aqui por parte dos U2.

E é assim mesmo que fechamos o jornal das 15h, edição da jornalista Diana Rosa, já de regresso às 15h30. Até já!

Até já!