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O Major-General José Rui Moreira já está conosco. Começa agora mais o Domínio da Guerra. Bom dia, General.

Olá, muito bom dia a todos.

Antes de falarmos de conflitos, deixe-me dar-lhe os parabéns pelo seu livro, "O Desvio do Poder". Já está disponível em todas as livrarias, mas a apresentação oficial é na terça-feira, na FNAC do Colombo, às 18h30, e eu faço questão de lá estar. Muitos parabéns por este livro.

Muito obrigado pela vossa simpatia.

Vamos então a outro domínio, o da guerra. Durante o fim de semana, fomos todos apanhados de surpresa com a dimensão do ataque do Hamas. De repente, todas as atenções se deslocaram da Ucrânia para o Médio Oriente. General, que implicações é que estes trágicos desenvolvimentos podem ter no apoio que dedicamos a Kiev?

Hoje começamos um pouco longe da Ucrânia, mas temos que perceber também que está tudo ligado. É isso que eu vou procurar mostrar aqui, começando por olhar nem para um lado, nem para o outro. Vamos começar por olhar para África. Eu alinhai aqui um conjunto de datas e de acontecimentos que me parecem muito significativos. Por exemplo, a 24 de maio de 2021, houve um golpe de Estado no Mali. Pouco depois, começaram a chegar os conselheiros militares da Federação Russa, seguido dos mercenários da Wagner. Isto foi em 2021. A 30 de setembro de 2022, no ano seguinte, um novo golpe de Estado, neste caso, no Burkina de Faso. Sai a França de cena, entra em cena a Rússia. Um ano depois, a 26 de julho de 2023, golpe de Estado no Níger. Sai de novo a França, aliás, está a retirar neste momento um contingente que tinha cerca de 1500 militares e naturalmente que as forças do Níger estão preparadas para tornar outra vez a receber a Federação Russa e a Wagner, se necessário. Entretanto, já na República Centro-Africana e no Chade, já havia forças da Wagner antes disso. Isto é, num período extraordinariamente curto, de três ou quatro anos, nós assistimos a uma mudança estrutural naquilo que é o abandono progressivo por parte do Ocidente e o ataque a todos os seus valores. A Rússia, sem praticamente disparar um tiro em África, conseguiu reunir aquilo que eu chamaria os ressentimentos antigos em relação às potências europeias e conseguiu produzir um conjunto muito significativo, estes são alguns exemplos que eu trouxe aqui, de golpes de Estado. Por que eu trago este assunto aqui? Eu trago este assunto aqui por causa da percepção. É que passou a existir uma percepção no mundo, fomentada também pela Federação Russa, também pela China, de que o Ocidente está em declínio e já não tem capacidade de se defender. E é isto que origina depois tudo o resto, que origina também a invasão da Ucrânia por parte da Federação Russa. Por quê? Porque é a sua luta contra o Ocidente. Ora, o que a Ucrânia queria, ambicionava? Era ser um país que pertencia aos valores do Ocidente. Para isso, essa pertença aos valores do Ocidente, faz-se através da presença em duas instituições que representam o Ocidente alargado: por um lado, a NATO, por outro lado, a União Europeia. Ora, ao invadir a Ucrânia, a Federação Russa cortou imediatamente todas as hipóteses de uma adesão imediata à NATO. Não há nenhum país que esteja em guerra que possa aderir à NATO. E, por outro lado, ao fazer, e eu chamo muita atenção para isto, a destruição sistemática das cidades ucranianas tem a ver com a vontade da Ucrânia pertencer à União Europeia. O que a Federação Russa pretende fazer é assustar os líderes europeus em relação à dimensão do processo de reconstrução da Ucrânia, dizendo: "Não se metam nisto porque não vai ficar pedra sobre pedra na Ucrânia. Os gastos vão ser colossais e a Europa vai se dissolver se tentar absorver a Ucrânia". Portanto, há aqui uma linha de continuidade estratégica que tem a ver com estas duas componentes. Por um lado, uma percepção de que a Europa construiu aquilo que pensava ser o seu poder apenas numa base de natureza econômica, sem apostar na defesa, e, por outro lado, a exploração muito hábil do conjunto de ressentimentos que continua a haver no mundo em relação àquilo que foi uma presença anterior europeia. E agora o Hamas é exatamente outra vez a mesma coisa. É a percepção de que Israel, que faz parte deste Ocidente alargado, também já estava envolvido num conjunto de dinâmicas políticas internas muito divisivas, que tinham gerado enormes polarizações políticas internas e que, por outro lado, era possível confrontar militarmente Israel. Isto é, que o Ocidente dividido entre o seu apoio à Ucrânia e o seu apoio a Israel, não reunia as condições suficientes de credibilidade para poder prestar atenção a cada um destes povos. Portanto, está tudo ligado. Isto resulta daquilo que eu digo, é esta percepção que nós fizemos passar de que o poder reside naquilo que é a esfera de natureza econômica. Quando somos confrontados com o poder antigo, o poder da violência, estamos numa posição de grande fragilidade. Olhemos também um pouco sobre esta invasão, porque esta invasão do Hamas a Israel não é igual às anteriores. Não é igual nem em ambição nem em escala. Por que não é em ambição? Não é em ambição porque o Hamas nunca teve intenção de ocupar território israelita. Foi sempre o de infligir danos à população, assustar a população, reunir o conjunto de condições de natureza psicológica que permita chamar a atenção sobre o problema da Palestina, etc. Portanto, ações sempre muito localizadas, aquilo que nós poderíamos vulgarmente chamar o bate e foge. Faz uma ação e depois retira outra vez para o seu... Mas desta vez não foi assim. Foi uma operação prolongada para vários dias e que começa com o lançamento de milhares de roquetes e de foguetes sobre a infraestrutura urbana de Israel. Ora, para lançar estes milhares de roquetes, é preciso uma operação planeada com muitos meses de antecedência. Eu chamo só a atenção para um fato que nos tem passado muito despercebido. É que o Hamas especializou-se naquilo que se chama a reciclagem em favor da guerra. O que é esta reciclagem em favor da guerra? Os israelitas conduzem, por exemplo, uma ação sobre um centro de comando do Hamas, sobre um prédio qualquer, o prédio é destruído. O Hamas vai aos destroços buscar o ferro, as canalizações, enfim, tudo aquilo que pode ser aproveitado para fabricar os seus foguetes. O cúmulo é o último vídeo que o Hamas difundiu, um vídeo instrutivo, podemos dizer assim, para aquilo que é a sua massa de seguidores, e que tem a ver com como é que eles conseguiram construir tantos milhares de foguetes sem que isso tivesse sido notado. Por onde é que entraram? Não entraram como foguetes. Um fundo internacional forneceu à Palestina um conjunto de canalizações de água importantes, portanto, de natureza humanitária, para que houvesse abastecimento de água em largas zonas da Faixa de Gaza. O Hamas foi desenterrar os tubos e transformou os tubos de água, que tinham sido fornecidos do ponto de vista da ajuda humanitária, em armas de guerra, em foguetes. E esse vídeo mostra muito bem o processo de desenterrar toda a tubagem de água, cortá-la, transformá-la e enchê-la depois com o quê? Com aquelas munições que acabaram por não ser explodidas, lançadas por Israel, que estavam intactas, que foram recuperadas, foram aproveitados espoletas, explosivos, etc. O Hamas transformou-se numa imensa máquina de engenharia e de reciclagem de tudo isto. Entretanto, as imagens que nos chocaram, naturalmente, a todos, têm um tempo de vida próprio. Isto é, elas serão brevemente substituídas na nossa cabeça por outras imagens. Quais são essas imagens? São as imagens que o Hamas agora pretende difundir.

Dos ataques de Israel.

Dos ataques de Israel. Portanto, nós nos próximos dias seremos agora bombardeados por dois tipos de operações. O primeiro é um tipo de operação de natureza psicológica, que tudo fará para impedir que Israel possa exercer o seu direito de resposta e, naturalmente, a sua ação na procura da destruição do dispositivo militar do Hamas. Para isso, lá estão os reféns a servir de escudos, para isso lá está uma outra cidade que nós não conhecemos, nós conhecemos a Faixa de Gaza à superfície. Mas há uma outra Faixa de Gaza, é a Faixa de Gaza que existe nas centenas de quilômetros de túneis que estão escavados, através do qual todo o sistema de logística, de produção, etc., do Hamas, se articula. E não é possível que os bombardeamentos cheguem lá. E é por isso que muito provavelmente-

Daí a operação terrestre que anunciou Israel.

Exatamente. Muito provavelmente, Israel intervirá militarmente com ocupação do território. E, portanto, por onde é que passa agora a guerra? É que a guerra ainda não acabou. A guerra vai agora passar para as cidades europeias. É porque, como se demonstrou na Áustria, como se demonstrou em Paris e em Berlim, como se está a demonstrar também em Inglaterra, neste momento, houve um apelo a um dia de raiva. Em França foram precisos colocar 10 mil polícias de prevenção para proteger cerca de 500 locais ligados aos israelitas e a lugares judaicos. O que significa que ainda está aqui uma guerra por acontecer, que é a guerra que vai acontecer no interior da própria Europa, provocada por um conjunto muito grande de apoiantes da causa palestiniana, que agora vão procurar lançar também o caos no interior da Europa. E, portanto, quem vê aqui acontecimentos isolados, não está a ver ainda bem o filme. O Ocidente está sob fogo cerrado e é bom que acorde para isso.

General, também esta semana, o grupo de contato para a defesa da Ucrânia reuniu-se em Bruxelas. Esta é a 16ª reunião deste grupo, desde que coordena o apoio militar a Kiev, e Zelensky apareceu de surpresa. Que balanço podemos fazer deste encontro? E mais, o que tem a dizer de ter sido marcado para uma data em que se vivem momentos de grande perturbação no sistema internacional, general?

Talvez esse seja até um dos elementos mais significativos Naturalmente que esta reunião já deveria estar agendada, mas ela poderia ter sido desmarcada em função daquilo que foi a gravidade dos acontecimentos que tinha acontecido no fim de semana anterior na Faixa de Gaza, em Israel. Mas não o foi, e não o foi muito bem, porque se tivesse sido desmarcada, adiada, etc., dava a sensação de que o Ocidente não estava preparado para reagir a dois acontecimentos graves em dois pontos geograficamente distintos. E, portanto, ainda bem que houve o bom senso de manter esta reunião, ainda bem que Zelensky lá foi também. Zelensky foi lá e não saiu de lá de mãos vazias. Há aqui um conjunto daquilo que seriam os pontos mais significativos desta reunião e que são os seguintes: o primeiro é a noção que todos temos de que a Federação Russa vai tornar a atacar as infraestruturas críticas agora durante o inverno. E que isso só pode ser impedido se formos capazes de, em tempo, reforçar a capacidade de defesa aérea e antiaérea, naturalmente, da Ucrânia. E para isso acontecer, é preciso disponibilizar não apenas os mísseis para as baterias antiaéreas que já estão instaladas, mas é preciso também instalar novas baterias para aumentar a proteção dessas infraestruturas críticas. A Alemanha anunciou a entrega de um sistema Patriot. A Noruega também já se ofereceu para reforçar o combate, sobretudo a drones, através de sistemas bastante sofisticados. A Espanha também já se voluntariou para aumentar a disponibilidade daquilo que são os sistemas rocket, etc. Isto é, nós estamos, parece-me, em tempo, porque esse ataque às infraestruturas críticas ainda não começou, mas nós estamos já a preparar-nos para essa guerra outra vez. O outro segundo aspecto é um aspecto mais de organização dos aliados. Os aliados da Ucrânia tiveram duas formas de organização que foram muito interessantes e que agora vão ser mais exploradas. Uma teve a ver com os Leopard, com a construção de uma capacidade de Leopard, articulando quem fornecia peças, quem fornecia manutenção, quem fornecia instrução, quem fornecia os Leopard, quem comprava, quem tinha os equipamentos e os podia ceder. E em relação aos F-16, também se passou a mesma coisa. Ora, o que agora o secretário de Estado da Defesa norte-americano vem trazer para esta reunião é: vamos olhar então para outras capacidades, para além destas ligadas muito especificamente aos carros de combate e aos F-16, outras capacidades onde, de um ponto de vista coletivo, sejamos capazes de nos organizarmos para, em permanência, podermos continuar a fornecer este apoio à Ucrânia. Isto é aquela visão que é preciso dar, que é a visão de que estamos empenhados numa coisa a longo prazo e que vamos ser capazes de comprar, produzir e distribuir em tempo o equipamento que a Ucrânia vai continuar a precisar para a continuação da sua defesa.

Entretanto, começa a falar-se de uma possível visita do presidente ucraniano a Israel. Do outro lado, a Federação Russa parece fazer tudo para proteger o Irão de eventuais condenações internacionais relacionadas com a atuação do Hamas. General Arno Moreira, o que é que Zelensky pretende com esta visita a Israel, sobretudo numa fase tão inicial do conflito? Esta potencial visita.

Exatamente. Israel tem tido uma posição muito cautelosa na abordagem da guerra na Ucrânia. Aliás, até me parece que surpreendeu um bocadinho, pela negativa, o Ocidente alargado. Isto é, nós estávamos à espera que Israel, que tinha sobretudo naquilo que era a sua proteção antiaérea contra os tais foguetes do Hamas feitos com os canos da canalização de água, pudesse emprestar à Ucrânia muito daquilo que é o seu know-how nesta sua capacidade de defesa, da construção de uma espécie de uma bolha de segurança contra os ataques das plataformas aéreas. Mas isso não aconteceu assim. Israel tem se mantido muito cauteloso e ninguém arrisca dizer, efetivamente, de que lado Israel se encontra no conflito da Ucrânia. Isto percebe-se pela posição geográfica de Israel, numa zona onde faltam aliados seus, e onde abundam os aliados da Federação Russa.

E será que agora a posição da Rússia vai influenciar a posição de Israel neste conflito?

Pois, e é isso que Zelensky vai um bocadinho à procura. A Federação Russa está muito dividida. Não quer hostilizar Israel, mas o aliado da Federação Russa na zona não é Israel, é o Irão. O Irão tem sido a sua capacidade industrial de fornecimento de equipamento de natureza militar. Portanto, a Federação Russa vai apoiar o Irão até ao final. O que Zelensky aqui vai procurar fazer é recuperar Israel para a causa do Ocidente alargado. É claro que isto é muito difícil, porque como eu já expliquei Israel está numa posição geográfica muito complicada em relação aos seus vizinhos. Todos os seus vizinhos são apoiados pela Federação Russa e Israel não quer hostilizar a Federação Russa, porque está a olhar muito para a sua situação geoestratégica. Zelensky vai procurar, certamente. E também ficou bem à Ucrânia que, numa altura em que a Ucrânia está a precisar muito do apoio ocidental no fornecimento e na logística de todos estes equipamentos necessários à guerra, que Zelensky tenha tido uma palavra de solidariedade com Israel e dizer: "Nós precisamos, mas Israel também precisa". Eu julgo que ficou bem a Ucrânia nesta fotografia.

No fórum de Valdai, Putin deixou escapar, talvez propositadamente, não é um escapar a Putin.

Escapar a Putin.

Uma nova versão sobre Odessa, disse que é certamente uma cidade russa, mas acrescentou que tem também uma pequena componente judaica.

Isto passou-nos muito despercebido.

Isto ainda não tinha sido expressado desta maneira, não é?

Pois não, eu estou sempre muito atento aos discursos de Putin.

Eu sei que sim. Às entrelinhas, não é?

Às entrelinhas e a todas estas pequeninas palavras que vão sendo acrescentadas no final dos discursos, às vezes até em tom de brincadeira, de descontração, desvalorizando aquilo que está ali dito, mas isto é para ter ficado escrito. Onde é que eu quero chegar com esta minha análise e esta grande cortina de fumo? Odessa pode estar para lá, neste momento, daquilo que são os objetivos militares da Federação Russa. Isto é, se a Federação Russa ainda conseguir alguns sucessos, como podemos ver relativamente àquilo que são os ataques que está neste momento a desenvolver na zona de Avdiivka.

Vamos falar a seguir.

Ainda vamos falar a seguir. Se conseguir ainda alguns sucessos, vai provavelmente procurar uma estratégia de vitória, isto é, de que conseguimos aquilo que queríamos e, portanto, estamos disponíveis para entrar em conversações de paz. Não é que a paz seja importante para Putin. A paz não é importante para Putin, mas é uma forma de se rearmar outra vez, de se reestruturar outra vez e deixar para outra oportunidade, tal e qual como tinha feito em 2014. Onde é que vem Odessa nisto? É que a tentativa de tomar Odessa falhou. E a partir do momento em que as suas forças ficaram a sul do Dnieper, quando por volta de dezembro, as forças ucranianas obrigaram as forças russas a largar Kherson e a passar para o sul, a Federação Russa ficou numa posição, do ponto de vista militar, muito complicada para poder chegar a Odessa outra vez. Entretanto, nós, Ocidente, também acordamos para a importância de Odessa e de Odessa ficar na posse da Ucrânia. Ora, quando Putin vem dizer: "Isto é uma cidade russa, mas este mas tem um grande significado de natureza política, mas tem uma componente também importante judaica". O que significa que não é completamente russa, isto é, pode não ser um objetivo final absolutamente decisivo para eu declarar vitória. É claro que, o que é que o Putin está a preparar? Está a preparar, porque ele vai recuperar esta frase que nos passou despercebida. Mais tarde, um dia, quando procurar clamar vitória por uma razão qualquer e lhe disserem: "Então e Odessa?" Ele disse: "Odessa é uma cidade russa, mas também é uma cidade de natureza judaica". Isto é, ele abre já a hipótese de poder declarar vitória mesmo sem chegar a Odessa. É muito importante estar com muita atenção a cada palavra que sai de Putin, porque ela saiu para ficar registrada para memória futura. Eu já tinha dito em Valdai que Odessa era importante, mas que tinha uma componente judaica que não era despicienda.

E esta semana temos o nosso ponto mira focado sobre a pequena cidade de Avdiivka, em frente de Donetsk, onde as forças russas, nos últimos dias, concentraram enorme poder de fogo. Esta poderá vir a ser uma das grandes batalhas desta guerra, general.

É, certamente.

O que é que tem Avdiivka de especial do ponto de vista militar?

O que tem do ponto de vista militar é que Avdiivka fica apenas a 10 km daquilo que é a grande cidade que está na posse da Rússia desde 2014, que é a cidade de Donetsk. Isto é, tudo parecia conjugado para que pudesse haver uma enorme expansão territorial a partir de Donetsk para conquistar o resto da região. Mas, de repente, os ucranianos entrincheiraram-se em Avdiivka e nunca a deixaram cair para o lado russo. Ora, o que acontece é que os ucranianos, com a posse de Avdiivka, a 10 km desse hub fantástico do ponto de vista da ferrovia e das vias rodoviárias, não pode ser completamente utilizado enquanto os ucranianos estiverem em Avdiivka. E, portanto, durante o dia de ontem, houve 500 bombardeamentos à linha da frente ucraniana, houve 20 missões aéreas contra os ucranianos e durante a noite foram lançadas 12 bombas de 500 kg sobre as forças ucranianas. Há um enorme potencial de combate ali concentrado. A Federação Russa quer verdadeiramente conquistar Avdiivka. Esta será certamente uma das grandes batalhas que ficará registrada na história deste conflito.

General Arno Moura, muito obrigada por mais um Domínio da Guerra.

Foi um enorme prazer.

Até sexta. Bom fim de semana.

Muito obrigado.