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Olá, bom dia.
Olá, Rita Camarnheiro. Como estás? Hoje estamos sozinhos.
Pois é, hoje estamos sozinhos, infelizmente. É sempre bom ser a três. É melhor. Mais uma edição de Melhor Emprego do Mundo e como estamos no final do ano, André, achei que era uma boa altura para?
Para fazer um check-up, pedir desejo.
Não. Consultar uma astróloga. E atenção, eu nunca tive consultas, nunca fui a consultas de astrologia, tarot, mas sempre tive curiosidade em conhecer melhor o ofício. Isto para não pensarem que eu aproveito que vou a uma consulta para gravar, como foi com o dentista.
Nem pensar.
Foi só no dentista. Resolvi falar então com a Jamina Anda Silva, porque, chama-lhe intuição, mas ela é astróloga há mais de 10 anos no Sapo Astral e conta que despertou para este universo desde muito cedo com revistas que a avó lhe levava de Inglaterra. Ou seja, que trazia de Inglaterra.
Foi um percurso muito solitário no início. Ela enviava esses livros e essas revistas normais, mas numa dessas revistas vinha uma parte específica sobre a arte do tarot, a astrologia, as runas, tudo isso. E eu lembro-me, eu era miúda, tinha 15 anos, aquilo despertou-me, fez um clique.
Estamos a falar de há 30 anos, onde não havia, e ela é do Algarve, não havia na altura essa revista.
Tinha que trazer de Inglaterra.
Exatamente. André, tu consideras-te uma pessoa intuitiva?
Nem por isso.
Não?
Eu sou muito espaçarádo e apanho muito poucas coisas em termos de intuição.
Mas a Jamina conta que toda a gente tem intuição, mas nem sempre confiamos nela. Mas todos temos palpites.
Tenho que tirar a consulta.
Todos nós já passamos por isso. "Não devia ter ido por ali, devia ter ido por aquele caminho ou não me devia ter relacionado com aquela pessoa." São aqueles palpites internos, basicamente.
E já me aconteceu, por exemplo, um dia, isto aconteceu mesmo, eu senti que estava no caminho errado. E não só, me caiu uma pomba morta em cima do carro, que veio do céu.
Ela caiu do céu?
Sim, eram 05h00, tinha acabado de acordar. E fui dar a um beco onde vi 10 homens virados de costas a ver aviões, calma.
Que eram aqueles que estavam a olhar para os aviões.
Era, pessoas que adoram aviões. Bom, estava mesmo no caminho errado e liguei o GPS.
Acredito, esteve-me agora, mas sim.
Mas bom, até aposto que não sabes o que é um mapa astral.
Já ouvi falar, nunca fiz o meu.
Ok.
Mas tenho uma pequenina noção.
Para fazer é necessário saber a hora exata do teu nascimento ou mais ou menos. Não sei quando é que tu nasceste.
Eu acho que foi de manhã, se a minha mãe me estiver a ouvir e se estiverem a ver à noite.
E só não chega. Tem que ser mais ou menos.
07h00, talvez.
07h00? Bom, era logo para fazer o jornal das 07:00.
Eu fui tirado a ferros, portanto, se calhar foi mais para as 10h00 que eu devo ter nascido.
Exato, eras manhãs 360, de quinto smart. Bom, é preciso saber então o local, o mês e dia, obviamente, mas a Jamina explica melhor.
O mapa astral é a representação da nossa alma, é a representação de toda a nossa personalidade, de todo o nosso caminho cá na Terra, na nossa vida. Mas, como eu costumo dizer, nada está escrito em pedra.
Isso que é difícil.
É uma abordagem orientadora, vai revelar aquilo que nós somos, aquilo que nós sentimos, o nosso percurso, os nossos desafios, as nossas capacidades.
Tendências. E não quer dizer que uma pessoa que cresça no mesmo dia, no mesmo local, à mesma hora, seja igual.
Seja igual à outra.
Sim, a Jamina fala, obviamente, que existe o ambiente, a genética, a educação, principalmente.
Rita, tu também contaste que ela também é médium, é isso?
Sim, faz sessões de mediunidade, que passa por comunicar com entes queridos. Até me apanhou aqui. Já está a vir.
Mas mediunidade também é um nome.
Mediunidade, sim. Mas assim que aprendo, eu nunca mais esqueço. Como com as outras palavras. Bom, comunicar com entes queridos que já cá não estão, mas não quer dizer que tenham algo importante para dizer. Atenção. Até porque o feitio mantém-se. Mas vamos primeiro perceber o que é mediunidade.
Vamos lá.
O que é mediunidade? Às vezes há aquela confusão acerca desse termo, porque as pessoas podem pensar que é adivinhação. Não, é especialmente conseguirmos receber mensagens de entes queridos que já partiram para dar orientações, para dar validações e memórias. Muitos deles trazem memórias daquilo que eles querem compartilhar com a pessoa que está a receber.
E às vezes pode dar jeito. Imagina que estás à procura há imenso tempo de uma coisa que só a tua falecida tia sabia. Se calhar dava jeito.
Ok, eu já percebi que isto, no fundo, é uma conversa com alguém que já morreu, mas como é que funciona isso?
Começa com uma sessão de meditação e pode estar de olhos abertos ou fechados, é como no dentista.
Para haver essa conexão com a pessoa que está à minha frente, eu estou de olhos fechados, a pessoa obviamente está de olhos abertos ou fechados, como quiser, e eu vou transmitindo aquilo que vou recebendo. Ou seja, a pessoa não pergunta nada, só no final se tiver alguma pergunta, pode fazer sobre a sua vida ou sobre esse ente querido ou vários. Numa sessão, por vezes, podem surgir mais do que um, mais do que uma pessoa.
Às vezes são vários espíritos, imagina.
Às vezes é uma ceia de Natal.
Exatamente, era isso que às vezes estão eles a passar o Natal e estás tu sozinho.
Sozinho.
Também devia ir. Estou brincando.
Eu vou admitir, eu sou um bocado cético em relação a tudo isto. Mas respeito.
Claro.
Obviamente. Mas sou um bocado cético, não sei se ela também sofre com isso.
Ela não é cética, não.
Não, ela certamente não é, mas sofre com isso também.
Sim, ela sofre com isso. E repara, vou primeiro falar sobre como é que ela recebe Os sinais.
Palavras, são imagens, são sensações da personalidade, como é que a pessoa era. Há pormenores, Rita, que não são possíveis de eu saber. Pormenores, por exemplo, da cadeira favorita da pessoa, da forma como lidava com as situações, a personalidade, coisas que só a própria pessoa podia saber, ou uma comida favorita. Coisas assim que fazem com que a pessoa à minha frente realmente sinta: "Sim, esta pessoa está realmente a conectar-se comigo".
E atenção, depois existe o perigo que é o de ficar viciado em falar com o ente querido. A Jamina fala da importância de dizer não. E eu aqui, não sei porquê, imagino um senhor de 50 anos viciado em falar com a mãe e dá-me alguma vontade de rir.
Mas isso acontece? As pessoas vão lá várias vezes para falar com o ente querido.
Pois, lá está. Um cliente voltar lá para falar com essa pessoa e isso tornar-se quase um vício?
É. E aí é que entra a consciência. Ou seja, cabe a mim, e já aconteceu muitas vezes, eu ter que dizer que não. E nem sempre as pessoas entendem, mas eu explico de forma amorosa para a pessoa perceber que não pode de maneira nenhuma ficar dependente disso. Isso, por exemplo, é uma consulta que pode fazer uma vez, por exemplo, no ano.
Ou uma vez daqui a 10 anos.
Pois, é do género, é a mesma coisa, deixa lá estar a sua mãe sossegada.
Ela também nem quer aparecer.
No fundo, isto significa que na Dielidade, o nome está certo?
Sim.
Os espíritos também estão sempre para ver o que nós fazemos?
Obrigada, André. É algo que me preocupa um pouco. Infelizmente, não existe política de privacidade no que toca aos espíritos, o que é uma pena, mas vamos acreditar no seu bom senso.
Dos espíritos.
É sim. Eu costumo brincar com isto. Nós temos a nossa vida privada, eles não estão sempre lá a ver tudo.
Espero que não.
Pronto. E é assim, temos sempre o livre arbítrio de fazer o que queremos, porque vamos lá ver. O ente querido, imagina, em Terra tinha uma personalidade muito assertiva, muito mandona, vamos supor. Quando parte, de certa maneira, para o cliente perceber que é mesmo ela, ela tem que mostrar, revelar essa mesma personalidade.
Ou seja, o peito e o chá mantêm-se.
A pessoa pode dizer: "Olha, acho que devias seguir este percurso". E a pessoa que está cliente pode não querer seguir esse percurso. E está tudo certo.
Estás a perceber? Eu sei que estás.
Estou a perceber. Eu continuo um pouco cético em relação a isto. Por exemplo, como é que a Jamila lida com pessoas como eu ou outros céticos que passam lá?
Pois, eu percebo. Tem tudo a ver com atração.
Não sei se é sorte, não sei, mas felizmente nunca atraí pessoas que tivessem sido críticas. Sempre honrei quem eu sou e acho que isso é muito importante. Claro que há pessoas que podem gostar, outras não. Como em tudo, nós não podemos agradar a todos, mas sou firme e confiante no meu percurso, porque é quem eu sou, é a minha alma.
E atenção, também perguntei à Jamina como identificar um mau profissional e basicamente é quando em vez de seres tu a contactá-lo, é ele que te contacta a ti. Aí sim, é o red flag.
Tipo aqueles que põem os folhetos no para-brisas do carro?
Por exemplo, sim, mas estou mais a pensar em mandar mensagens pessoais.
Olha, por exemplo, alguém que está sempre a contactar a pessoa. Imagina que uma pessoa vai a uma consulta e depois o terapeuta, vamos lá chamar assim, está sempre a mandar mensagens a uma pessoa, a perguntar se está bem, se precisa de mais alguma consulta. Isso cria dependência. Essa pessoa está a querer que a pessoa fique dependente dela. Isso é algo que temos de ter muito cuidado.
E alerta também para a falta de preparação. É melhor primeiro experimentar quando se quiseres ser astrólogo ou médium. Experimentar primeiro com a família, fazer alguns cursos antes de começar, etc.
Pois, senão é isso. "António, anda ver a tua mãe, anda, que ela está a te chamar outra vez".
Exato. Red flag quando é assim.
Olha, até porque já não temos muito tempo, vamos lá àquilo que queremos.
Ok, vamos então às previsões, à primeira.
Então nós vamos ter um trânsito muito forte.
Um trânsito.
Que vai começar a 20 de janeiro, e esse trânsito vai influenciar os próximos 20 anos, que é o planeta Plutão.
Que é da guerra.
Que é um planeta que simbolicamente tem muito a ver com profundidade. Olha, é como se fosse a gruta. Imaginamos uma gruta e então é ali aquela profundidade, ou um buraco na Terra, é aquela profundidade. E esse planeta Plutão vai estar no signo de Aquário. Então, sem dúvida nenhuma, nós vamos continuar a sentir e a ver toda esta dinâmica grupal. Aquário rege toda a energia grupal, toda a energia tecnológica, a necessidade de libertação, independência.
E a partir de maio, não temos tempo agora, mas a partir de maio também há outro trânsito que tem a ver com a comunicação. Mas olha, em relação aos signos.
Mas é boa a comunicação?
É marcante, há uma coisa tipo uma revolução grande tecnológica.
Ok.
Eu acho que é o jet ship vai ganhar vida. Em relação aos signos, que estamos mesmo no final, eu vou fazer um resumo do que disse a Jamina. Capricórnio, Virgem, Touro, o foco vai ser questões práticas e profissionais. Escorpião, Caranguejo e Peixe, o foco é nos afetos, na parte mais emocional. Leão, Carneiro, Sagitário, mudanças pessoais, iniciativas, o que querem começar por aí fora, projetos novos. Aquário, Balança e Gémeos, formações, estudos e aprendizagens.
Muito bem.
A mensagem para todos é estrutura.
Estrutura para cada um. Obrigado, Rita Bela.
Obrigada. De nada. Obrigada antes à Jamina pela entrevista, mesmo para quem é cético, é sempre interessante.
Tu já fizeste uma sessão de mediunidade?
Nunca fiz, mas não sei se não faço com a Jamina.
Vamos os dois.
Não, tem de ser um de cada vez. Se calhar depois os nossos espíritos não se dão bem.
Exato.
É uma chatice. Bom, e foi o melhor emprego do mundo. Até para a semana.
Até para a semana, não, até para o ano.
Até já.
Até já.