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Começa agora mais uma edição das Outras Histórias do Desporto, sempre com a jornalista Filipa Rivar. Olá, Filipa, bom dia.
Olá, bom dia.
Hoje arrancamos pelos franceses, porque ao que parece, na última semana, os adeptos da seleção francesa lançaram uma petição para obrigar a UEFA a repetir o jogo dos oitavos de final da França com a Suíça. O que é que se passa?
É verdade, eles não andam muito bem. No total, mais de 270 mil pessoas assinaram a petição que pedia a repetição do França-Suíça. Os servidores chegaram a ir abaixo com a grande procura pela petição e os responsáveis da plataforma chegaram até a pedir calma aos franceses no Twitter.
Mas qual é que foi a justificação para se pedir a repetição do jogo?
Os franceses alegam que nos pênaltis, no final do encontro dos oitavos de final, o guarda-redes suíço não cumpriu as regras quando defendeu o pênalti do Mbappé. Pênalti que acabou por decidir a vitória e a passagem da Suíça aos quartos de final. Os franceses não ficaram muito felizes e dizem que o guarda-redes suíço não tinha os pés em cima da linha, como mandam as regras do futebol.
É bom ver que as pessoas se movem por estas causas.
Originais.
Originais. Dizemos muito ao Paulo Pereira.
Causas decisivas.
Mas parece que esta petição, apesar de tudo, apesar de ser muito nobre, não deu em nada.
Não, não deu em nada e eles tinham quase a certeza de que estavam certos, mas na sexta-feira o autor da petição acabou mesmo por pedir com que se acabasse com a mesma. O francês reconheceu que, apesar do erro do guarda-redes suíço, a passagem aos quartos-final foi merecida pela Suíça.
Ou seja, andaram a fazer barulho pra nada. E a verdade é que já nem a Suíça está no Euro.
Sim, andaram só a chatear. Os suíços acabaram também por perder com a Espanha na sexta-feira. Já estão fora do Europeu, por isso voltar a repetir um jogo dos oitavos final não tinha qualquer sentido nesta altura.
E quem está nas meias-finais é mesmo a Inglaterra. Os ingleses venceram a Ucrânia por 4x0 no sábado. O jogo está a ser muito comentado nas redes sociais, tudo por causa de uma troca de garrafas de água que não devia ter acontecido. Desta vez não é Coca-Cola.
Sempre as garrafas.
É sempre as garrafas.
Sempre as garrafas, mas desta vez foi aquela água que o Ronaldo falou. Durante o jogo da Ucrânia com a Inglaterra, numa daquelas pausas em que está a assistência médica a um jogador, as equipas aproveitaram para beber água. Até aqui, tudo normal. No entanto, houve um jogador que se esqueceu das regras da Covid-19.
Ou seja, andaram a partilhar garrafas?
Exatamente. Ao que parece, de uma garrafa de água beberam duas pessoas, o ucraniano Yaremchuk e o árbitro do jogo. Depois de beber água, o jogador da Ucrânia decidiu passar a garrafa ao árbitro, as câmaras filmaram e deu errado.
Covid. Entornou-se o caldo.
Claro, e devia então ser dado um cartão vermelho a este árbitro.
Exatamente. Aliás, porque agora as pessoas estão muito mais atentas por causa da Covid-19 e já estão a dar também muitos cartões vermelhos nas redes sociais. Entre as reações, algumas pessoas dizem: "A sério que vi um árbitro a partilhar uma garrafa de água com um jogador? Não acredito." Outros dizem que se lixe a Covid e outros pedem: "Acordem, malta, atenção com a Covid."
Deviam ter mais atenção com a saúde, não só deles, como o exemplo que passam para casa.
Exatamente.
Há milhões e milhões de pessoas a ver isto. E ao que parece, Filipa, este fim de semana as coisas também aqueceram no torneio de ténis em Wimbledon.
Sim, é verdade, ficou quentinho porque as coisas entre a croata-australiana Tomljanovic e a tenista da Letónia, Ostapenko, azedaram. Entre as várias acusações, as tenistas chamaram de mentirosa uma à outra.
Por que as meninas ficaram zangadas uma com a outra?
As amigas. A primeira a ficar chateada foi a Tomljanovic. A croata-australiana não gostou que a Letã Ostapenko pedisse ajuda médica quando estava a perder por 4x0 no terceiro set. Tomljanovic achou estranho o timing da colega e avisou a árbitra da partida que a Ostapenko estava a mentir. Portanto, Tomljanovic diz à árbitra: "Você sabe que ela está a mentir", mas foi um bocadinho ignorada.
Mas aqui os ânimos nem pareciam assim muito exaltados, pareciam mais controlados.
Sim, porque era só a Tomljanovic a reclamar, mas no final do jogo as duas tenistas acabaram por trocar alguns pontos de vista. Eu não sei se vocês se sentem um bocadinho como na escola quando começavam a fazer umas acusações e começavam a gritar.
Estávamos no recreio agora.
É, começavam a gritar por trás. Ostapenko, que alegou lesão, disse a Tomljanovic que se ela continuasse com dúvidas para ir falar com o fisioterapeuta. Tomljanovic respondeu e disse em tom irônico que esperava que a colega já estivesse melhor. Ostapenko passou-se e disse a Tomljanovic que a tenista não tem respeito nenhum pelas pessoas e Tomljanovic rematou e disse à Ostapenko para ela olhar por ela lá baixo.
Ui.
Não há dúvidas que ficaram mesmo.
Ficaram. Amigas, não ficaram. A discussão foi ainda pra conferência de imprensa. Ostapenko voltou a reforçar que Tomljanovic é a tenista com o pior comportamento.
As mulheres. Feitiço junto ao feitiço. Nunca se sabe.
Isto pra escala de comportamentos do ténis é, de facto, é tipo uma bancada inteira no futebol à pancada.
E a puxar, Filipa, falamos de coisas mais felizes, como pedidos de casamento em jogos de futebol.
Sim, parece que já é comum. Vamos até aos Estados Unidos. Ontem, no jogo do Minnesota United com o San José, o jogador do Minnesota, Hasani Dodson, pediu a namorada em casamento no meio do relvado, em frente a toda a gente.
E ela assim não teve hipótese, aceitou?
Teve de aceitar. Eu até achava mais graça se ela não aceitasse, porque normalmente quando isto acontece, elas aceitam sempre. Mas pelo que deu para perceber no relato dos comentadores, que também foram apanhados de surpresa, ela disse mesmo que sim.
She said yes. Um casamento relatado.
Exatamente, um pedido com relato.
É, aqui pelos comentadores não há dúvidas que ela aceitou.
Aceitou. E nas imagens também ficamos com essa certeza. A namorada, agora noiva, da Hasani Dodson, saiu do campo a exibir o anel pras câmaras e pras invejosas, quem sabe?
Golo! E é assim com amor que chegamos ao fim das Outras Histórias do Desporto com a jornalista Filipa Rivar. Filipa, obrigada, até amanhã.
Até amanhã.
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