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Este podcast tem o apoio do Banco Credibom. Tem chegado ao fim do mês e ainda lhe tem sobrado dinheiro? São boas notícias. E o que tem feito a esse extra que lhe tem sobrado? Tem ficado na conta? E tem valido a pena? Há no mercado vários produtos de poupança. Os mais conhecidos são os Planos de Poupança Reforma ou PPR e as contas poupança. Quais as vantagens e desvantagens destes produtos financeiros? É o que vou tentar apurar junto de Helen Ouran, autora do site Finanças com Ela. Olá, Helen.

Olá.

Helen, consegui juntar um pé de meia e a minha previsão é engordá-lo nos próximos tempos. O que me aconselha? PPR ou conta poupança?

Antes de mais, é uma excelente iniciativa querer investir. Para poder responder essa pergunta, nós precisamos de, primeiro, analisar um pouco melhor a situação. A ideia é: tem poupanças e quer fazê-las crescer, mas temos que ter também outros fatores em conta quando vamos escolher onde aplicar o dinheiro, como, por exemplo, a liquidez. Por quanto tempo está disposto a ter o dinheiro preso, entre aspas, isto dá-nos uma ideia também do horizonte temporal. Depois também o perfil de investidor, isto diz-nos se está disposto a correr um pouco mais de risco ou se é mais conservador e não quer correr tanto risco. E depois outro fator muito importante é a diversificação. Se já tem algum dinheiro aplicado em outros ativos. Conforme estas respostas, a escolha do produto vai variar.

Então o PPR ou a conta poupança, o PPR está mais dirigido a que tipo de perfil de investidor e a conta poupança a que tipo de aforrador?

No caso da conta poupança, acaba por haver sempre liquidez, por norma. Pode levantar quando quiser, o que é uma vantagem nesse sentido. Se não quiser ter o dinheiro preso por muito tempo, se calhar uma conta poupança pode fazer sentido. No caso dos PPR, há duas opções diferentes, que é o PPR sob a forma de fundo e o PPR sob a forma de seguro. E estes dois tipos de produto variam também o grau de risco. Ou seja, se está disposto a correr mais risco, se calhar pode optar por um fundo PPR. E se está disposto a não correr tanto risco, pode fazer mais sentido optar por um seguro PPR. O que, neste caso, também quer dizer que, ao correr menos risco, a rentabilidade também será menor.

Helen, quais são as vantagens do PPR em relação a uma conta poupança?

Em primeiro lugar, existe uma grande diferença, porque o PPR pode ser tanto capital garantido ou não ter capital garantido, dependendo se é um seguro PPR, respetivamente, ou um fundo PPR. E uma conta poupança, à partida, terá capital garantido, ou seja, a partir do momento da subscrição do produto, nós já sabemos quanto é que vamos ganhar. Isto temos que ter em conta também para avaliar as vantagens. Ou seja, neste caso, escolhendo um fundo PPR, por exemplo, há a possibilidade de investir em ações, o que dá um potencial maior retorno. Podemos ver isto como uma vantagem. No PPR, à partida, seja seguro ou fundo, mas mais no caso dos fundos PPR, a rentabilidade será maior. Depois existe também outra vantagem em relação aos PPR, que tem a ver com o benefício fiscal, que se calhar vamos falar um pouco mais daqui a pouco.

Era isso que lhe ia perguntar, mas diga antes.

Relativamente à conta poupança, também existem algumas vantagens, como falei há pouco, também existe uma maior liquidez, e o risco acaba por ser mais baixo, é um produto de menor risco.

Já levantou um pouco o véu, Helen. A dedução fiscal é a grande vantagem dos PPR. Como é que podemos beneficiar da dedução?

Sim, exatamente. É uma das principais vantagens, realmente, e que consoante a idade do subscritor, a vantagem fiscal, da dedução no IRS pode ir até aos 400 € por ano. Mas para ter direito a este benefício fiscal à entrada, temos de deixar o dinheiro investido até à reforma. Há que ter isso em conta. No caso de querermos levantar a qualquer altura, não podemos fazer estas deduções fiscais. Mas caso tenha usufruído então do benefício à entrada, ou seja, se fez as deduções fiscais, não dá para levantar o dinheiro antes da reforma sem penalizações. Dar até dá, mas existe sempre penalização. Neste caso, será necessário devolver os benefícios e ainda pagar uma penalização.

Muito bem. Em que situações que pode ser mais benéfico subscrever uma conta poupança?

Pode ser, por exemplo, quando queremos saber exatamente quanto é que vamos ganhar na altura em que subscrevemos o produto. Lá está, por ser um produto de capital garantido. E depois eu acho que também pode ser interessante para, por exemplo, guardar o fundo de emergência, ou seja, aquele montante, o pé de meia, como se costuma dizer, que serve para alguma emergência e que tem que ter sempre liquidez. Aqui o foco é a liquidez e não tanto a rentabilidade.

Muito bem. Helen Ouran, obrigado pelos seus conselhos. Já sinto o meu futuro mais acautelado.

Excelente.

No próximo programa vamos falar sobre subsídio de desemprego, como aceder a este benefício, durante quanto tempo e qual o valor a que temos direito. Até lá. Este podcast tem o apoio do Banco Credibom.