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E hoje temos o prazer de receber no nosso estúdio o Diogo, a personagem principal do "Há Monstros no Túnel", o livro que deu ao Diogo Alegria Pé Curto, o autor, e à ilustradora Mara Santos Silva, o primeiro lugar na quarta edição do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce. Grande Diogo, como é que estás? Como é que te sentes esta manhã?

Olá, eu bem, obrigado, João Paulo, e tu?

Bem também. Obrigado por perguntares. Vamos falar então de coisas sérias. Conta-nos lá, fizeste uma viagem alucinante no Há Monstros no Túnel.

Pois foi, viste? Foi mesmo uma super viagem. Bem diferente da que costumo fazer todas as manhãs com a minha mãe, assim mais atripulada. Diz-se assim, não é?

Sim, disseste bem. Pois foi. Tiveste direito a monstros, o tempo que parou e até o rio ganhou vida. Tudo na bela cidade de Lisboa.

Ya, altamente. Sabes que fiquei cheio de medo, mas ao mesmo tempo estava cheio de coragem. Foi um misto, não sei se sabes, mas misto é quando sente-se duas coisas ao mesmo tempo, que são diferentes.

Sei, muito bem. Mas que bem explicado, ó Meio-Bilhete. É assim que explicas que só pagas meio bilhete no livro, também?

Sim, porque com os meus cinco anos só temos que pagar meio bilhete nos transportes públicos, o que é bem fixe, porque o preço do bilhete é proporcional ao pouco espaço que eu ocupo.

Estou a ver. E achas que a medida é justa?

Super justa. Aliás, acho que devia haver mais medidas do gênero pensadas para todas as medidas.

Sim? E então?

Então, se há meios-bilhetes nos transportes, poderia haver mais lugares nos autocarros, mais transporte para os meios-bilhetes e assim ocupávamos menos espaço. Éramos mais rápidos, essas coisas.

Estou a ver. Isso é muito bem pensado, de fato. Mas voltando à tua viagem, como é que foi viver esta aventura sozinho por Lisboa para chegares à creche?

Bem fixe, João Paulo. Gosto que o Diogo tenha esta imaginação brutal que permitiu que eu vivesse esta aventura só com cinco anos, mas...

Mas?

Mas eu acho que na parte dos monstros poderíamos ter desbravado mais. Sei lá, era só mais uma página e um monstro podia ter-me apanhado uma perna e depois...

E depois?

E depois eu andava à luta com o monstro e ainda apanhávamos umas senhoras mais velhotas no metro e entrávamos a rebolar dentro do autocarro.

Sim, mas espera, há uma parte dentro do autocarro?

Sim, está fabulosa, mas eu sou um rapaz de ação, muita. Gosto de coisa assim do gênero do Hulk.

Hulk, estou a ver. O monstro verde. E então, entrava no autocarro e?

E rebolávamo-nos pelo chão e se calhar o monstro mordia-me ou uma cena dessas mais Hollywood style, estás a ver?

Eish, isso é muito à frente. E a seguir, o que é que acontecia?

A seguir, eu até podia sofrer uma metamorfose e ser o novo Hulk, mas do século XXI, que vive aventuras pela cidade de Lisboa.

Bem, Diogo, digo que estás mesmo muito inspirado. E como é que seria essa versão?

Bem, aí tinha que ver depois com a Mara Silva, que é quem trata da minha imagem.

E a Mara podia criar essa tua nova versão, digamos?

Sim, completamente. A Mara na imagem e o Diogo na escrita, a dar continuada a este new me. Percebes o que eu estou a dizer?

Ok, estou a ver que o céu é o limite. Podia ficar aqui à conversa contigo e saíam daqui números para as próximas 20 edições do Há Monstros no Túnel, estou a ver.

Ui, é que nem te conto. A minha mãe é que costuma dizer que não posso ganhar confiança porque depois ninguém me para. Mas ainda do gênero da nova personagem, sabes o que eu adorava?

O que, Diogo? Conta-nos lá.

Ter uma line. Sabes o que é uma line?

Ui, até tenho medo de perguntar.

Em português é ter uma linha, mas não se pode traduzir. É uma frase daquelas que um ator diz num filme que fica icónica.

Sei. O que me espanta é que tu também sabes.

Assim, tipo aquela muito famosa daquele filme bem antigo do Schwarzenegger: "I'll be back". Adorava aquilo.

Acho que tens mesmo futuro, Diogo. És um natural, como se costuma dizer.

Achas? Obrigado. Eu também acho. Mas adoro isto.

Mas voltando à viagem descrita no livro, no final...

Não vais revelar o final.

Do final do livro?

Sim, o final do livro tens que o deixar para os leitores que querem descobri-lo. Lerem, não vale contar.

Ok, aí acho que tens razão. Deixamos para os leitores lerem o livro e descobrirem como é que um meio-bilhete anda sozinho por Lisboa e como é que esta grande aventura vai acabar.

Cool. Assim está melhor. E ainda fazemos aqui uma espécie de teaser. Estás a ver?

Teaser?

Sim, deixamos o suspense no ar para suscitar a vontade nas pessoas para irem ler os livros, compreendes?

Sim, perfeitamente.

A malta da publicidade é conhecedora.

Ok. Então, Diogo, resta-me despedir e agradecer a tua presença na Rádio Observador. Sabes, foste formidável.

Obrigado, eu adorei, malta. Sempre que quiserem, cá estarei. Posso voltar como um possível novo Hulk, quiçá quando tiver essa personagem.

Pois, quiçá. E até podemos entrevistar-te enquanto o novo vencedor do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce, nessa nova personagem.

Exatamente, estou ansioso. Este prémio é espetacular e dá muitas oportunidades. É estar sempre atento. Há todos os anos, e este ano vamos já na sétima edição do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce.

Então adeus, Diogo, e até à próxima. Vamos falando.

Adeus, malta, e obrigado. Fui, que agora novas aventuras me esperam. Até à próxima.

As candidaturas à fase de ilustração do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce estão abertas. Queres lançar-te numa carreira de ilustrador de contos? Então este prémio é para ti. Envia um e-mail para premioliteraturainfantil@pingodoce.pt a pedir a história vencedora e submete a tua ilustração até 1 de julho em pingodoce.pt. Se a tua ilustração for a escolhida, podes ganhar €25 mil e ver a tua obra publicada. Parece fácil? E é! Só precisas de dar asas à tua imaginação e podes ter um final feliz. Quem Conta um Conto é um programa trazido pelo Pingo Doce.