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Luís Soares. Luís, boa noite. Começamos com o movimento A Acampada do Porto. Saúda a disponibilidade do presidente da Câmara para uma reunião pública, mas diz que não há condições para esse encontro.

O autarca do Porto convidou os membros da Acampada pela Habitação para uma reunião amanhã, nos espaços do Conselho, para debater a possibilidade da existência de acampamentos ocasionais. Numa carta a que a Lusa teve acesso, o movimento salienta que após intervenção policial do dia 1 de novembro, está a dar prioridade aos cuidados e acompanhamento jurídico dos detidos. Explica que a recusa ao convite para a reunião já tinha sido também deliberada numa assembleia. No entanto, o movimento diz que esta decisão não constitui uma recusa de diálogo institucional, mas antes o respeito pelos processos de discussão e deliberação coletiva da Acampada. Ainda assim, o movimento congratula-se com a disponibilidade do autarca para preparar uma ação pública no Rivoli.

E a PSP garante que vai cumprir a decisão do tribunal relativa aos protestos pela habitação. No entanto, Luís, considera que a decisão judicial que hoje deu razão ao protesto de Renata Câmara, vai ao encontro do que tem sido a atuação da polícia.

É a reação da PSP à decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que reconheceu também a legitimidade da utilização de tendas nas acampadas como símbolo de protesto. Em declarações aos jornalistas, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, diz que sempre foi dado aos manifestantes a possibilidade de manter tendas de forma simbólica nas praças.

Relativamente mesmo à questão de estruturas de acampamento ou estruturas colocadas nas duas praças, quer em Lisboa, quer no Porto, já em diversas negociações, em mediação, diálogo, comunicação que foram encetadas com os promotores, tínhamos dado a possibilidade de, de forma simbólica, ficar um número razoável e simbólico, passo o pleonasmo, de estruturas de acampamento, já mesmo depois da 00h30. E, portanto, era algo que para nós era negociável, que foi sugerido, todavia, nunca foi acatado pelos promotores e pelos restantes manifestantes.

Sérgio Soares diz que os promotores das manifestações não deram concordância a essa hipótese, mas diz que, como aconteceu ontem no Porto, essa sempre foi uma possibilidade.

Desde que não haja outros direitos fundamentais em conflito, a PSP aceitou sempre negociar, mediar. Chegámos, inclusivamente, ontem, durante a madrugada, negociar e mediar com os promotores que ficasse um número simbólico de tendas na Praça do Pedro IV. Sr. Comissário, que número é esse? Número simbólico, quantas tendas é que poderão ficar então? É um número simbólico que não viole outros direitos fundamentais que aqui possam estar em conflito.

Sérgio Soares, o porta-voz da PSP, não concretizou o número de tendas consideradas simbólicas numa manifestação, mas garante que vai cumprir a decisão do tribunal relativa aos protestos pela habitação.

E Luís, já dura há cinco horas a reunião do Conselho de Estado sobre coesão social.

Reunião que acaba de terminar neste mesmo instante. Vamos desde já em direto ao Palácio de Belém, onde está o Vasco Maldonado Correia. Vasco, há indicação de que a reunião já terminou.

Sim, acabou agora mesmo. Foram cinco horas de reunião. Quem fez esse anúncio foi Aníbal Cavaco Silva, o antigo presidente da República, que saiu aqui há instantes, quando marcava exatamente cinco horas de reunião, às 20h em ponto, 20h01 foi quando saiu Aníbal Cavaco Silva. Nesta altura, os conselheiros de Estado, os que ainda restavam, eram 13 conselheiros de Estado, além do presidente da República, vão saindo a conta-gotas. Ainda falta sair a maioria deles, mas estiveram ao longo dessas cinco horas a debater a coesão social, os problemas com a habitação. Nestas reuniões há sempre encontros mais longos, mais curtos, tendo em conta o tema, tendo em conta o impacto mediático do tema que levou António José Seguro a convocar esta reunião do Conselho de Estado, acabou por ser normal essa duração mais prolongada. Ficamos agora à espera que os conselheiros de Estado saiam, como dizia, a conta-gotas, para saber se algum irá comentar, acrescentar algo sobre o que foi aqui falado. Nesta altura, sai Marcelo Rebelo de Sousa, que vai dizendo que não vai falar. De resto, é esse o protocolo do Estado.

É o que é habitual também, geralmente ninguém fala no final.

Nesta altura, Marcelo Rebelo de Sousa faz um comentário, mas que não tem nada a ver com o conteúdo dessa reunião. Vai saindo agora também Alberto Martins, um dos cinco nomes que foi escolhido por António José Seguro para o Conselho de Estado, mas, como dizia, não é esperado qualquer comentário depois desta reunião. Até agora, sempre que isso acontece, é notada essa quebra do protocolo do Estado. O André Ventura, por exemplo, quando falou aqui há pouco aos jornalistas, à entrada para essa reunião, foi aconselhado pelos assessores da Presidência da República a não o fazer e, por isso, como dizia, não é esperado que isso vá acontecer nos próximos minutos.

É esperado um comunicado, eventualmente. Eventualmente, não, haverá certamente um comunicado nos próximos minutos, não é, Vasco?

Sim, deve ser divulgado nos próximos minutos. Será também entregue aqui em mão aos jornalistas. É assim que costuma ser. Nesta altura, sai também o presidente do Tribunal Constitucional, o novo presidente do Tribunal Constitucional, que tomou hoje posse em conjunto com Luísa Neto, a Provedora de Justiça, que também já abandonou a reunião. Falta sair pouca gente, mas entre eles o primeiro-ministro e também André Ventura.

Estão mais demorados na saída dessa reunião do Conselho de Estado, o Vasco Maldonado Correia vai trazer-nos aqui também depois a decisão desta reunião, assim que se souber e se for emitido esse comunicado.

E o diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição garante que apenas sete supermercados do Intermarché em Portugal, Luís, foram alvos de um ataque informático que afetou a cadeia de frio.

A APED esclarece que só estas superfícies comerciais estão vulneráveis a este tipo de ataque, um ataque informático que causou problemas a vários supermercados na Europa, em especial nos sistemas de refrigeração. Em Portugal, o grupo Mosqueteiros, que detém o Intermarché, confirma à Rádio Observador que foram identificadas ocorrências em sete lojas. Em entrevista nesta tarde, o diretor-geral da APED, Gonçalo Lopes Xavier, esclarece que em três dessas sete lojas houve perdas totais de mercadorias.

Estes sete estabelecimentos dos nossos da rede Intermarché, dos sete, quatro não tiveram qualquer tipo de dano em termos de mercadoria. Outros três, sim, em que se registaram perda de mercadoria, perda total de mercadoria, porque o ataque foi feito durante a madrugada. Nos outros quatro, não houve qualquer dano.

A garantia deixada por Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED. Sublinhar que em Portugal apenas esta cadeia de supermercados está mais vulnerável a estes fenómenos devido à estratégia operacional do grupo. O certo é que vários supermercados em toda a Europa foram afetados no dia de hoje, como por exemplo, na Bélgica, no Luxemburgo ou até na Suécia.

Oito minutos para lá das 08h00. Tempo ainda nesta edição para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta segunda-feira, dia 2 de novembro.

Em Santa Maria da Feira, o fecho da fábrica de calçado Eco vai deixar 632 pessoas desempregadas, é o que adiantam os próprios operários da unidade portuguesa da multinacional de calçado, à saída das instalações. O encerramento da fábrica foi revelado aos funcionários da unidade durante uma reunião realizada na manhã de hoje, já com a produção suspensa. A linha de comboio entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras vai reabrir a partir de 15 de novembro. A Infraestruturas de Portugal confirmou que os trabalhos de recuperação da ferrovia no troço da Linha do Oeste já terminaram. A linha estava encerrada desde janeiro, por danos provocados pela tempestade Cristi, no percurso entre Mira Sintra-Molestas e Torres Vedras, mantém-se suspenso. O Grupo Casais e a IKEA concretizaram a primeira aplicação do conceito Well Liv no município da Amadora. Empreendimento de 48 habitações do Serrado da Mira acolheu mais de 50 pessoas e é o primeiro exemplo de construção hibrida no Conselho. O projeto está inserido na estratégia local de habitação da Amadora e foi financiado pelo PRR. Em Matosinhos, começa amanhã a semana de reabilitação urbana. Este ano é a antiga Fábrica de Conservas Vasco da Gama, que durante três dias recebe o evento, o maior evento nacional dedicado à habitação, construção e sustentabilidade. Acolhe conferências, debates, workshops e também seminários jurídicos num programa que conta com mais de 100 oradores. O município de Pombal aderiu ao Passaporte Climático das Cidades, um projeto promovido pela ADENE, em parceria com a Agência para o Clima. O Passaporte Climático é uma iniciativa voluntária que valoriza e dá visibilidade ao progresso dos municípios na implementação de políticas climáticas. O projeto incide na concretização dos Planos Municipais de Ação Climática e incentiva a ação local para um futuro mais sustentável. O Barreiro vai receber 59 filmes e cinco estreias mundiais no Entrelhares, a partir do dia 7 de novembro. Durante 10 dias, a cidade vai acolher a oitava edição do Festival de Cinema, no Auditório Municipal Augusto Cabrita e nos Cinemas Castelo Lopes. A programação deste ano cruza ficção, documentário e animação. Entre os destaques estão cinco estreias mundiais e também uma secção para crianças.

Ponto final na edição das 08h00, na Rádio Observador, com o Luís Soares. Luís, um abraço, bom descanso. Até amanhã! As notícias da manhã estão de regresso no intervalo do jogo entre Benfica e Alverca, já com a Laura Figueiredo, com ela a noite informativa por aqui na Rádio Observador. Já a seguir regressa ao Estádio da Luz para acompanhar esse encontro da 10ª jornada, Benfica-Alverca, para ouvir aqui com relato em direto do Miguel Cordeiro.