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Sem críticas à antiga geringonça, nem pedidos de maioria absoluta. No discurso de encerramento do quinto dia de campanha em Santarém, o secretário-geral do Partido Socialista pediu uma votação expressiva, mas omitiu a palavra mais óbvia.

É necessário uma votação massiva de todas e todos os portugueses para garantir a força necessária para continuarmos a avançar.

António Costa parte para as eleições de 30 de janeiro com um alvo bem desenhado: é o PSD de Rui Rio.

E do outro lado, o que nós temos é um PSD que diz que não vai baixar o IRS em 2022. E se tudo correr muito bem, começará a pensar em baixar o IRS em 2025 ou 2026. Não.

Os argumentos são repetidos contra o líder do PSD, desde a economia aos salários e à saúde. Costa diz que o que está em jogo nestas eleições é o futuro do país.

Quão importante é ter mesmo um Serviço Nacional de Saúde que é tendencialmente gratuito e que atende a todos sem a ninguém ter de pedir um cêntimo para poder ser tratado. De termos a certeza que temos uma Segurança Social que, quando é preciso, lá está para proteger o emprego.

Um discurso que fecha com o apelo às urnas o mais cedo possível.

Aqueles que se inscreveram ou que ainda se podem inscrever até à meia-noite para votarem antecipadamente no próximo dia 23, no dia 23 não faltem, como eu não faltarei, para votar já.

António Costa que fecha o dia de campanha em Santarém sem criticar os antigos parceiros à esquerda, sem voltar a pedir a maioria absoluta.