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Em direto do local deste acidente está o repórter Guilherme Pires. Guilherme, numa altura em que decorrem os trabalhos de limpeza.
Esses trabalhos ainda estão a decorrer no momento em que o pesado de mercadorias está a ser transportado por um reboque para abandonar este local, numa altura em que apenas uma das vias de trânsito está aberta, as outras duas da A8, do quilômetro 94 da A8, no sentido norte-sul, estão fechadas. Isto devido ao aparato que ainda está presente nas vias de trânsito, devido a este acidente que envolveu um pesado de mercadorias e um autocarro de passageiros. Por esse motivo, as operações de limpeza também decorrem a todo o gás. Estão aqui elementos dos bombeiros de São Martinho do Porto. Também está presente uma equipa de limpeza que vai limpando estes destroços que ainda se conseguem ver na via. Além disso, também estão aqui elementos da Brigada de Trânsito da GNR e também da equipa de investigação da Guarda Nacional Republicana. Também dar nota do estado destes dois veículos: o pesado de mercadorias que está completamente destruído na zona da cabine onde ia o condutor e o autocarro encontra-se, neste momento, para lá da berma, numa ribanceira. E a esta hora vamos ter declarações do capitão da GNR, Ricardo Vieira, sobre o acidente. Vamos escutar.
No entanto, vamos ter que manter o corte da autoestrada aqui neste local para efetuar a remoção do pesado de passageiros que se encontra fora da faixa de rodagem.
Corte este que não é total.
Não é total. Mantemos a via da esquerda em circulação neste momento. No entanto, vamos ter que manter as duas vias, a central e a direita e a berma cortadas para naturalmente garantirmos segurança aos operacionais que vão estar a trabalhar na remoção do veículo que ainda falta.
E a esta hora, que tipo de trabalhos ocorrem aqui na via?
Neste momento estamos em trabalhos de limpeza e remoção dos veículos envolvidos.
Está tudo a correr dentro do previsto. O veículo está muito danificado, o transporte está a ser feito com sucesso?
Sim, acredito que sim. Neste momento estamos já numa fase avançada, já só falta remover uma das viaturas. Encontra-se neste momento também a ser efetuada a limpeza para remoção de tudo o que são fluidos que possam ter em consideração e ser causas de outro tipo de acidentes. Naturalmente, temos que fazer essa limpeza. É demorado e pedimos a compreensão dos condutores por este demorado.
A nível da investigação, já conseguiram apurar alguma coisa?
Neste momento fizemos a recolha de todos os vestígios, todos os dados que conseguimos levantar aqui no local. Esteve uma equipa para esse efeito, uma equipa do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação do Destacamento de Trânsito de Leiria. Naturalmente que nesta fase é precoce avançar com qualquer causa que possa estar na origem deste acidente, mas o acidente irá ser escrutinado a seu tempo e iremos tirar as nossas conclusões.
O autocarro está caído ali na ravina, não vai ser um processo fácil de remoção. Como é que vai acontecer esse processo?
Durante a tarde vai ser naturalmente efetuada a remoção. Já tenho conhecimento que será efetuada através de uma grua. Como falei há pouco, vamos ter que manter o corte para garantir a segurança a todos os operacionais.
Comandante, não é habitual num acidente com feridos ligeiros ser mobilizada a equipa do NICAV, que são militares especializados em investigar acidentes de viação com consequências graves. Por que a mobilização para aqui?
A mobilização prende-se única e exclusivamente por se tratar de um transporte coletivo de crianças e por a dinâmica do acidente ser complexa. Portanto, não existe a exclusividade, como a senhora falou, de irem apenas a vítimas mortais, mas também em acidentes onde a complexidade e as causas possam ser um pouco mais difíceis de encontrar.
E a propósito do número de feridos, o número divulgado já é o balanço final?
Sim. Sete feridos leves, um adulto, um professor, 51 anos, seis crianças com idades compreendidas entre os nove e os 10 anos.
Sabem se todas as crianças que seguiam no autocarro cumpriam as medidas de segurança, nomeadamente se levavam todas cinto de segurança?
Naturalmente que não lhe consigo avançar com essa informação. A nossa chegada ao local já não foi a tempo de verificar essa situação e naturalmente que num acidente com esta complexidade, os trabalhos iniciais são remover toda a gente que se encontra na viatura em causa, que se encontrava em condições de segurança um bocado complicadas. Não conseguimos confirmar isso, mas temos a sensação que é uma informação que vamos poder confirmar durante a investigação.
Aqui a declaração do capitão da GNR, Ricardo Vieira, que faz um balanço das diligências que estão a decorrer neste momento aqui na A8, com as operações de limpeza a decorrer e como eu já tinha referido, com o pesado de mercadorias já a ser removido. Fica então a faltar a remoção do autocarro que transportava 37 crianças. Também os trabalhos de investigação a decorrer neste troço para se perceber as causas do acidente, causas essas que ainda não foram esclarecidas pela fonte da GNR, que confirma também o número de feridos, sete feridos ligeiros, entre eles crianças com idades compreendidas entre os nove e os 10 anos, que seguiam então neste autocarro de passageiros que está caído na ribanceira, muito danificado na parte traseira, este veículo que foi atingido, ao que tudo indica, pelo pesado de mercadorias na zona traseira. E também dar nota que destes sete feridos ligeiros, três deles foram transportados para o Hospital de Torres Vedras e quatro para o Hospital de Leiria. Os restantes envolvidos no acidente foram levados para o quartel de bombeiros de São Martinho do Porto.