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Com o mar da Figueira da Foz em fundo, dois independentes encontram-se.

Conhecemo-nos há muitos anos e falamos dessas similitudes ou diferenças, cada um é como é. Mas o Sebastião tem demonstrado, acho que ele tem feito uma campanha muito boa, com franqueza. Disse ele a princípio que queria estar a ver de fora, não queria ir logo à campanha e acho que ele tem feito uma campanha muito boa.

Pedro Santana Lopes apareceu para elogiar Sebastião Bugalho, que conhecia, mas que agora vê com um novo fato.

O salto de comentador para ator político não era fácil, porque as pessoas leem nos olhos e, portanto, o olhar correto de quem está na luta, na conquista, de quem é coerente, tudo isso, as pessoas percebem.

O cabeça de lista da AD agradece o apoio, garante a confiança de todo o PSD, mas prefere destacar a condição particular de Santana Lopes.

Sei que conto com os ex-líderes do PSD.

Todos?

Claro, e sei que conto com o PSD, com a Aliança Democrática, com o CDS. Como independente, também sinto uma particular alegria de ver um independente eleito presidente de câmara, como o doutor Pedro Santana Lopes, que foi primeiro-ministro, que foi eurodeputado, estar aqui a dar-nos apoio.

O atual presidente da Figueira da Foz não deixa a conversa sem apontar Sebastião Bugalho a voos maiores no futuro.

Para o ano ainda não tens 35.

Não tenho ainda não.

Senão era um perigo.

Sebastião Bugalho não ter 35 anos, tu fazer essa referência deixa-o mais descansado ou assim?

Não, mais preocupado, quero a certeza que teríamos um bom presidente da República.

Teria menos concorrência.

O Sebastião já tem muito converso.

E para já, sem dar mais passos numa eventual candidatura presidencial, Santana Lopes diz que vai continuar como independente, mas pode, com Sebastião Bugalho, pensar em assinar os papéis para o PSD.

Eu nunca pensei combinar isso com ele, mas vamos ver.

Pedro Santana Lopes a aparecer na campanha da Aliança Democrática, depois de ter feito também nas legislativas de março.