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O centro de Lisboa encheu-se de mesas e cadeiras. Nelas sentaram-se portugueses e estrangeiros que tinham saudades de poder ir jantar fora no fim de semana.

Nós precisamos muito de estar com os amigos, estar de volta, ir beber uns copos, descansar do trabalho, por isso claro que sabe bem, estar de volta é muito bom.

Do Príncipe Real, descemos para o Bairro Alto, uma zona da cidade que vive de noite. A música faz eco nas ruas estreitas. As portas da Rua da Atalaia têm finalmente clientes que se juntam a beber e a conversar. Os estrangeiros voltam a Lisboa e descobrem uma cidade nova.

Pois, eu gostei muito, porque eu sou italiana e por acaso estive cá só durante o lockdown. Então, para mim é descobrir uma Lisboa diferente.

À porta de um restaurante, o empresário diz que servir o jantar no fim de semana é um alívio para o negócio. Hoje foi uma onda de oxigénio?

Sem dúvida nenhuma. Fins de semana são sempre dias muito importantes para o negócio. As pessoas saem mais, o Bairro Alto tem um movimento diferente e a sexta e o sábado foi fundamental.

Mas há limites. Às 22h30 fecha tudo. Assim que o relógio dá a hora, começam a empilhar as cadeiras. No bar ao lado, sentem as dificuldades de encerrar mais cedo. Há muitos clientes e fechar as portas implica perder faturação.

É um pouco complicado, mas é melhor pouco do que muito e depois fechar outra vez. É melhor devagarinho, tudo bem, e voltamos à vida normal.

Mas regras são regras. Arruma-se tudo e a música para. Ficam apenas as vozes dos clientes. Bares e restaurantes cumprem as ordens, mas há muita gente que não se dá por satisfeita. Centenas de pessoas juntam-se no Miradouro de São Pedro de Alcântara, sem cumprir distanciamento nem usar máscara. A polícia teve de ir ao local e dispersar a multidão. É assim que termina a festa e o dia de desconfinamento. Uma noite em que se respeitaram as regras no início e que foram esquecidas no final.