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Este é o som que confirma o ponto mais baixo em 134 anos de história da Académica de Coimbra. O clube foi despromovido à terceira divisão e o treinador José Gomes não baixa a cabeça.

O clube não acaba aqui. A Académica não vai acabar aqui, vai continuar e vai se levantar. E o que eu penso é que as forças vivas da cidade se juntem e levantem este clube, porque este clube merece estar no patamar mais alto do futebol português.

Uma dessas forças vivas é o atual autarca da cidade, José Manuel Silva, que se dispõe a ajudar o clube a reerguer-se.

Eu, como sócio também da Académica e de outros clubes locais, mas como sócio da Académica e presidente da Câmara, estou disponível para construir uma nova Académica.

Uma descida que dói, mas também que merece reflexão.

Esta descida da Associação Académica de Coimbra é algo que pessoal e institucionalmente nos dói profundamente, mas é altura da Académica se repensar para desenvolver um projeto que lhe permita voltar a crescer.

Entre as figuras do clube, está José Viterbo, que esteve mais de 30 anos ligado à Académica e não esconde a tristeza.

São claramente os piores momentos da história da Associação Académica. Enfim, já chorei pela Académica, hoje é um dia em que naturalmente chorarei interiormente, porque de facto, há momentos na vida que espero que só se vivam uma vez e que nunca mais se voltem a viver.

José Viterbo já aponta ao futuro.

Agora é apontar baterias para um regresso rápido à segunda liga, com um projeto credível. É preciso saber como caminhar, com quem caminhar e de facto, o que fazer durante este caminho. Nos próximos três anos, o clube vai a votos, vai haver eleições e nos próximos três anos tem que aparecer algo.

Enquanto esse algo não aparece, a Académica de Coimbra vai participar pela primeira vez na história, num terceiro escalão do futebol português.