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Ao fim de cinco dias a saltar de concelho em concelho pela região Centro, a avaliar os estragos da depressão Christine, António José Seguro conclui:

Não podemos pensar que tudo já passou.

E se tudo continua na mesma, o Presidente da República vai continuar a bater na mesma tecla.

As consequências desta tempestade ainda persistem e a minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, tirar daqui ilações, também vai continuar.

E para clarificar:

O Estado não estava preparado para uma devastação, um comboio de tempestades desta natureza. Portanto, quando dizemos que é preciso tirar ilações desta situação, é preparar o Estado para responder melhor.

Depois da reunião de balanço da Presidência Aberta, que contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, sai novo recado com o governo como destinatário.

Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento que explique verdadeiramente o que se passou nestes dias finais de janeiro e nos dias iniciais de fevereiro. É impossível tirar ilações se não soubermos corretamente o que correu bem, o que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde.

De resto, o presidente continua em modo acelerador.

É preciso acelerar apoios, clarificar medidas e adequá-las a realidades muito concretas.

E mostra-se preocupado com os meses mais quentes que estão já aí à porta.

Há muitas árvores caídas nas florestas, ainda há muitos caminhos que estão obstruídos, há muito material combustível.

A pensar nos incêndios do verão, mas ainda preocupado com o mau tempo do inverno, António José Seguro vai promover uma reunião com especialistas na próxima quinta-feira, no Palácio de Belém