Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Depois das festas intensas da noite de 24 de maio, a cidade estava mais sossegada. Apenas o barulho dos carros e das limpezas da avenida principal de Torres Vedras, a Avenida 5 de Outubro. Foi por lá que encontrámos o Wesley, fanático do Torriense, destacou-se pelo chapéu do emblema Torres Vedras e pela rouquidão na voz.
Uma festa maravilhosa, que foi até às 02:00, 03:00.
Para o Wesley, a festa foi claramente longa. Subimos mais um bocado da avenida, em direção a uma papelaria e livraria, a União. Lá dentro, Ana Isabel, trabalhadora do estabelecimento, explica que todos os jornais desportivos esgotaram em poucas horas várias papelarias em Portugal, com a crise dos cromos do Mundial, mas em Torres Vedras há a crise dos jornais.
Nós abrimos às 08:00 da manhã e assim que aqui cheguei comecei logo a vender jornais. Em menos de uma hora desapareceu para as ruas.
Avançamos mais um pouco em direção ao café Havaneira, uma das primeiras sedes do clube, onde sentado numa mesa estava um histórico do Torriense. Vítor Mendes, ex-médio centro do clube, que apesar de ser o terceiro melhor marcador na história do clube e de ter marcado 68 golos, teve a maior alegria que podia ter tido na vida.
Para mim, desportivamente, foi o dia mais feliz da minha vida.
Na nossa despedida de Torres Vedras, ao descer a rua, vimos uma escola, vários jovens do ensino básico a marchar em direção à câmara, a entoar o nome do clube. Muitos deles de bandeiras na mão, com uma primeira glória na memória que há poucos anos parecia impossível.