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Nenhuma antecedência é demasiada para ver o Papa Francisco. O corredor central no Santuário de Fátima está isolado com grades de ferro. Logo atrás, pessoas colocam bancos e bandeiras e preparam-se para uma vigília com mais de 24 horas.

É assim, ponho um tapete por baixo, ponho o saco-cama, porque isto tem que ter esta coisa das velas para não danificar.

Não é a primeira vez que dorme assim em Fátima?

Querido, isto já é veterana. Já sei como é que é. Depois ponho o saco-cama, faço uma barraquinha assim com isto.

Mas serve para tapar o sol e para tapar o vento?

Esta mantinha é uma maravilha. Está aqui porque eu tenho ali o saquinho com a comida e tem que estar à sombra.

Célia Prudêncio tem 63 anos e desde os oito que vem a Fátima em peregrinação. Esconde-se do sol debaixo de uma manta e não tem dúvidas de que vai voltar a Fátima, mais tarde ou mais cedo.

Mas eu não passo sem vir a Fátima. Olhe, eu posso lhe dizer que vim cá o mês passado, vim cá agora, estou cá agora há quatro dias, e já tenho viagem marcada para o mês que vem, para vir a Fátima.

É uma das 22 pessoas que esperam a vinda do Papa desde a manhã de sexta-feira. Ao seu lado, há de tudo, veteranos ou peregrinos que vêm ver o Papa pela primeira vez. Vieram de Ponte de Barca. A viagem foi organizada por Dinis Meireles, que reuniu amigos e desconhecidos.

Nós queremos vir ver o santo Papa, não é? Por isso que nós vamos estar aqui, não vamos largar. Ele vai passar aqui. É por isso que vamos dormir aqui, e amanhã, já disse, logo à noite, depois de jantar, vamos lavar os dentes, mudamos de roupa, ficamos aqui. Amanhã não saímos daqui mesmo, muito menos amanhã.

A festa em primeiro lugar, estes peregrinos de Ponte de Barca vão estar a poucos metros do Papa Francisco, falam no momento que querem levar para a vida toda