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Acima do Douro, entre Porto e Braga, a Aliança Democrática joga praticamente em casa e apresentou os trunfos. Primeiro, um apoio independente.

O Luís Montenegro convidou-me e nós somos amigos, mas isso não bastaria. Eu diria ao Luís Montenegro: "Vamos almoçar com menos gente, como já almoçamos várias vezes".

Rui Moreira assume o apoio pela amizade, também por confiar em Montenegro e ainda por razões familiares.

Tenho uma mãe com 90 anos, tenho sete irmãos, tenho dois filhos e dois netos, 17 sobrinhos e para todos eles, nas suas várias gerações, quero que possamos ter um Portugal melhor.

Num discurso de dez minutos, num almoço-comício na Trofa, o presidente da Câmara Municipal do Porto centrou-se nos problemas do Estado e na burocracia para fazer um pedido a Montenegro.

Se formarmos governo, é acabar com o complicómetro. Nós precisamos acabar com o complicómetro.

À saída do palco, Rui Moreira quis mostrar a cor do voto e afastar receios.

O país não vai votar por medo. Pela minha parte, já fiz a minha escolha. Eu vou votar AD. Espero que votem AD. Espero que dia 10 eu possa telefonar a dar os parabéns.

Depois do homem forte do Porto, veio a antiga figura de Gaia e ex-líder do PSD. Luís Filipe Menezes discursou em Braga e mostrou-se surpreendido com a onda.

A campanha eleitoral de há 19 anos que aqui fiz, não tínhamos nem um terço das pessoas, nem um terço do entusiasmo que hoje vejo aqui à volta do Luís Montenegro.

Mais um regresso a campanhas sem poupança nos elogios a Montenegro.

Foi o melhor líder parlamentar da democracia portuguesa, na minha modesta opinião. O melhor líder parlamentar do PSD foi, com certeza.

Num discurso de improviso, Luís Filipe Menezes centrou a mira em Pedro Nuno Santos.

Eu sei que o líder do Partido Socialista adora automóveis de luxo. Agora parece que os esconde e vai andando de uma forma mais discreta. Mas, doutor Nuno Santos, o senhor comparado com o professor Cavaco Silva é comparar um Ferrari com um calhambeque encostado numa garagem.

Menezes falou muito do passado para dizer que o PSD conseguiu livrar Portugal da bancarrota e para continuar o ataque ao líder do PS.

Os banqueiros alemães e outros, incluindo os portugueses, estão com as pernas a tremer. Estão a pensar que pode vir mais do mesmo, daquilo que obrigou a que tivéssemos um grande líder parlamentar e na frente dele, um secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, que só tinha olhos para as meninas do Bloco de Esquerda, com quem se quer agora coligar.

Com ataques aos socialistas e apelos ao voto na AD, Montenegro mostra as cartas e recolhe apoios com dois comícios seguidos entre Porto e Braga.