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Nuno Doroteia é dador de sangue desde 2006, há 18 anos, porque considera que pode salvar vidas.
Porque há muita falta de sangue, especialmente nesta altura das férias. E quando ouvimos que há cirurgias que estão a ser adiadas por falta de sangue, a urgência ainda é maior.
Nuno destaca ainda que o processo é rápido e sem complicações.
Eu penso que meia hora, é muito simples, não é doloroso, não custa nada e passa muito rapidamente. E a equipa que aqui está é muito simpática e mantém-nos sempre calmos, sem qualquer problema.
Há quem também venha doar sangue em grupo. Maria Santos é agente imobiliária e veio com mais 10 colegas.
E organizámo-nos para vir dar sangue aqui ao Santa Maria. Já veio um grupo ontem, estamos hoje aqui mais um grupo e durante esta semana vai haver sempre pessoas da KW a doar sangue.
Também a enfermeira Linda Carvalho, da Unidade Dadora do Hospital de Santa Maria, é dadora há mais de 20 anos. Já está habituada a doar sangue regularmente.
Efetivas 76 dádivas.
A enfermeira Linda Carvalho diz que o apelo à dádiva de sangue está a ter efeito.
Nos últimos dias, desde que começaram os apelos, as promoções das dádivas, temos tido mais afluência. Hoje tem estado muito bem, desde as 08h que temos tido inscrições e temos tido a sala sempre cheia.
Se ainda restam dúvidas para doar sangue, a médica Maria Manuel Devesa relembra o que é preciso.
É um privilégio de só alguns, a verdade é essa. Tem que ser saudável, ter mais de 50 quilos, ter uma refeição ligeira e vir cheio de boa vontade para dar. Passo devagarinho, gotinha a gotinha, vamos enchendo as nossas reservas aqui no hospital.
Fica o apelo dos responsáveis de recolha de sangue no Hospital de Santa Maria.