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Começou neste ano letivo com as contingências da pandemia, mas até com as escolas fechadas continua a ser lecionada online. É uma disciplina que está no horário de quase 500 estudantes de Matosinhos.

O Agrupamento de Escolas Abel Salazar nos acolheu e aceitou o nosso desafio de implementar curricularmente esta atividade. Portanto, o Calmamente: Aprender a Aprender-se é para estas turmas deste agrupamento, uma disciplina como qualquer outra. E as turmas são do terceiro, quarto e quinto ano.

Andreia Espaim, a responsável por este projeto que aqui ouvimos, explica que esta não é uma disciplina opcional.

Portanto, é uma disciplina como a Matemática ou Português.

E os pais apoiaram a criação deste programa, participaram até na elaboração do projeto curricular. É o que explica a responsável.

Temos tido também um feedback muito positivo, até porque os alunos acabam por levar algumas dinâmicas também para a família. Nós fazemos esse desafio.

Os pais concordam, mesmo que possam ter estranhado inicialmente.

Tivemos algumas dúvidas e alguns questionamentos sobre aquilo que ia acontecer. Por de fato ser uma novidade, mas nenhum entrave, pelo contrário.

Andreia Espaim dirige a Associação Mente de Principiante, que começou o projeto Calmamente: Aprender a Aprender-se há cinco anos. Já havia sessões em contexto escolar, mas agora esta é mesmo uma disciplina no currículo. Para o terceiro e quarto ano, as crianças têm inscrito no horário a disciplina Programa Calmamente. No quinto ano, o projeto está inserido na já existente disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. O principal objetivo é ajudar as crianças a lidarem com as emoções.

O autoconhecimento, a consciência de si, a tomada de decisão socialmente impactante. Enfim, há uma série de competências emocionais que são trabalhadas através de uma série de questões lúdicas que vamos fazendo com eles.

E em tempo de pandemia, mais importante se torna.

Sem grandes certezas do que vai acontecer, todos nós estamos. E, portanto, é muito importante esta autorregulação, esta capacidade de gerir todas estas emoções.

Tudo começou quando Andreia Espaim falou com colegas docentes de outros níveis de ensino e percebeu que a falta de literacia emocional era um problema comum a todos.

Não era só uma questão dos meus alunos no ensino secundário, mas transvertal a todos os ciclos educativos.

O projeto é cofinanciado pela Gulbenkian e está a ser acompanhado pelo Instituto Superior da Maia como caso de estudo para poder vir a ser implementado em outras escolas do país