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Seguimos pelo território e vamos agora para o Baixo Alentejo. Vamos falar com António José Brito, presidente da Câmara Municipal de Castro Verde. Falamos aqui não propriamente de efeitos do mau tempo, vou certamente perceber o que se passa também em Castro Verde, mas falamos de solidariedade, porque vários municípios do distrito de Beja estão a enviar ou vão enviar nos próximos dias materiais de construção, bens de primeira necessidade, principalmente para o distrito de Leiria, para apoiar as populações afetadas pela depressão Cristina e pelo mau tempo que continua. A Câmara Municipal de Castro Verde enviou, ainda ontem para Porto de Mós, um total de 1920 telhas, bags de areia, apoio à prevenção de inundações e água engarrafada também. Tudo adquirido pelo município para ajudar essa população. António José Brito, como é que partiu esta iniciativa de ajudar também outros municípios afetados pelo mau tempo e se prevê também uma continuação desta ajuda para ao longo dos próximos dias?
Esta iniciativa nasce da necessidade de as populações terem respostas concretas e imediatas no sentido de acudir àquilo que é uma situação muito difícil. Portanto, nós em Castro Verde, articulados com o conjunto dos municípios da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, aquilo que procurámos fazer foi, independentemente de uma primeira resposta de solidariedade das pessoas, o próprio município disponibilizou-se para oferecer um conjunto de telhas, um número significativo, mas também água, big bags para acudir nas zonas de cheias e portanto, todo um conjunto de oferta para dar essa resposta. Eu gostava de dizer, contudo, por me parecer muito importante, que neste momento, aqui em Castro Verde, a Associação de Agricultores, um conjunto numeroso de agricultores, tomou a iniciativa também de juntar outro conjunto de bens de primeira necessidade e outros, e a isso a população também respondeu de forma muito positiva, muito capaz e, portanto, há neste momento um movimento muito importante que dará também resposta para a região de Leiria, que neste momento está a ser trabalhado. Estamos a falar de um caminhão, um tiro, que vai cheio de respostas necessárias nas diferentes dimensões, neste momento, para as populações dessa região do país.
António José Brito, diga-me se em Castro Verde há algum problema relacionado com o mau tempo ou alguma das regiões perto de Castro Verde. Sabemos que no Alentejo, Alcácer do Sal está a lidar com complicadas cheias nesta altura. Castro Verde lida com alguma situação mais grave?
Não, no conjunto do distrito de Beja, eu posso falar também pela região, porque tenho essa informação privilegiada através da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo. Nós, começando por Castro Verde, dizer que não tivemos problemas de maior, para além daquilo que foi a chuva persistente durante a madrugada e sobretudo durante esta manhã. Chuva muito persistente, causou alguns danos, mas se comparados com aquilo que estamos a assistir noutras regiões do país, são coisas de menor significado. No distrito de Beja, eu diria que há dois pontos complexos neste momento, que é Ferreira do Alentejo e Alvito. No caso de Alvito, houve inundações, houve problemas sérios. No caso de Ferreira do Alentejo, exatamente a mesma coisa, risco de encerramento de escolas. Portanto, é uma zona um bocadinho mais a norte do Baixo Alentejo, ou seja, já na ligação com o Alto Alentejo e o distrito de Évora. E houve uma zona que, de facto, foi mais afetada nestes dois concelhos em particular, Alvito e Ferreira do Alentejo. Estas zonas mais a sul, Castro Verde, Almodôvar, Mértola, até mesmo Odemira, não estão a passar por problemas de maior, para além daquilo que é a forte intensidade da chuva. Mas é o que estamos a fazer, é dar essas respostas.