Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Filipe Melo, bem-vindo. Obrigado pela disponibilidade. Temos apenas quatro minutos, mas eu gostava de lhe perguntar, sem perder mais tempo, se ficou esclarecido com aquelas que foram as intervenções de Hugo Soares e também de Alexandra Leitão.

Boa tarde, André e a todos os ouvintes. Muito obrigado pelo convite. Em relação ao que disse o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, fiquei esclarecido, da mesma forma que tinha ficado com o que disse o senhor primeiro-ministro, Luís Montenegro, que o PSD faltou à verdade aos portugueses. Isto para início de legislatura, o PSD começa muito mal. Um partido de centro-direita começar com o pé esquerdo desta forma é, pura e simplesmente, dizer ao que veio. E explico o porquê, e é muito fácil. Quando Luís Montenegro afirma na apresentação do programa de governo que vai baixar o IRS em 1500 milhões, esqueceu-se, talvez propositadamente ou não, de dizer que 1 milhão e 300 aproximadamente já vinham aprovados do orçamento para 2024. Portanto, o que este governo vai fazer efetivamente é reduzir em mais 170 milhões o que estava aprovado. O que basicamente Luís Montenegro fez foi omitir aos portugueses o que ia fazer. E o tão propalado choque fiscal não passa de um mero retoque de cosmética fiscal, porque vamos ser francos e honestos, esta medida vinha de trás. O que Luís Montenegro fez foi aproveitar uma medida que vinha de trás, e isto também se percebe o porquê de Luís Montenegro não querer fazer um orçamento retificativo. Significa que estava confortável com o orçamento aprovado pelo Partido Socialista para 2024. E isto é grave. Por quê? Porque há uma dualidade de critérios gritante do PSD e deste governo. Porque o PSD votou contra o Orçamento de Estado para 2024 por não estar de acordo com o mesmo. E votou, a nosso ver, bem. Mas não quer fazer um retificativo, significa que está a concordar com ele. E uma das críticas apontadas então pela bancada parlamentar do PSD, aquando do chumbo deste orçamento, foi precisamente a insuficiência da redução da carga fiscal.

Filipe Melo, gostava de lhe perguntar, porque foi uma das questões que foi anunciada por Alexandra Leitão, foi pedido um debate de urgência na próxima quarta-feira. Como é que o partido Chega vê também esse pedido para na quarta-feira esta situação ser analisada no Parlamento?

Isto é uma figura regimental que o Partido Socialista usou, está no seu direito. A forma com que o governo vai tentar esclarecer o que não tem explicação, foi escolhida pelo Partido Socialista. Haveria outras formas. Naturalmente, ouvimos hoje uma forma do líder parlamentar do PSD que não me pareceu correta. Eu penso que seria um exercício muito mais simples de humildade democrática o líder parlamentar do PSD pedir desculpa aos portugueses, dizer que efetivamente podia até ter havido um erro comunicacional, e que o PSD, e neste caso, através do seu líder, o seu primeiro-ministro, que queria dizer que no total iriam reduzir para este ano 1500 milhões. O líder parlamentar do PSD não teve essa humildade democrática, não teve esse bom senso de explicar e de corrigir um erro.

Filipe Melo, apenas para fechar, muito rapidamente, gostava de perguntar: quando a proposta de descida do IRS, mesmo que seja só esta proposta dos tais 200 milhões de acréscimo, for ao Parlamento, o Chega vai votar a favor?

Nós ainda não decidimos, eu não posso falar pelo grupo parlamentar, naturalmente. O partido tem um presidente, tem a liderança parlamentar que naturalmente irá reunir com todo o grupo. Na minha opinião pessoal, qualquer redução é sempre bem-vinda. Agora, o que estamos aqui a falar não é a redução em si, porque isso naturalmente que é benéfico para os portugueses. O que estamos aqui a falar é uma manobra do governo de Luís Montenegro, e começou muito mal esta legislatura. A forma de fazer política é falar aos portugueses com verdade, com abertura, com frontalidade, e não com subterfúgios desta dimensão, que foi realmente o que aconteceu.

Filipe Melo, agradeço a disponibilidade para ter estado aqui conosco na Rádio Observador. A análise também de Filipe Melo, deputado do partido Chega