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A partir do dia de ontem, nós constatamos que os caudais das barragens do rio Douro, na sua totalidade, começaram a lançar o caudal efluente muito superior aos últimos dias. O que significava que estavam a receber muita água e, portanto, tinham que a libertar. A gestão que nós tínhamos conseguido fazer nos últimos dias ia ser muito difícil de continuar no mesmo contexto, nos mesmos parâmetros. E por esse facto, a capitania ontem, pelas 22h, aumentou o alerta de laranja para vermelho, o que significa que para o rio Douro estávamos na iminência da ocorrência de cheias, porque prevíamos que havia outras zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água e que poderiam ser. O que se veio a verificar aqui no estuário do Douro, na altura da preia-mar, por volta das 5:30 da manhã, e que houve algumas zonas, quer na ribeira do Porto e de Gaia, que a água chegou e que ainda não tinha chegado na preia-mar de ontem, e também na cidade do Peso da Régua, em que a cota chegou aos 10.7 metros, o que significa que a água nessa cota já chega à estrada. Já tem algum impacto ali na cidade. Se os caudais se mantiverem neste valor, prevemos que irá se manter este nível de cotas de rio, variáveis durante os dias, aumentando os caudais, aumentarão também as cotas, naturalmente.
Portanto, é um cenário que se pode repetir nos próximos dias.
Sim, prevemos que sim, porque a pluviosidade vai continuar a acontecer, com períodos um pouco mais críticos do que outros. Vai continuar a existir muita água, são as previsões quer do IPMA, quer da Agência Portuguesa do Ambiente. Nos próximos dias, haverá momentos de maior aumento de cota, naturalmente, outros menos, o que obriga à gestão, o cuidado o mais possível.